Xylocaina

Bula de Xylocaina

Bula do remédio Xylocaina. Classe terapêutica dos Anestésicos. Princípios Ativos Lidocaina.

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Indicação

Para quê serve Xylocaina?

Xylocaina solução injetável indicada para anestesia local em odontologia e pequenas cirurgias.

Exclusivamente para uso profissional.

Contraindicações

Quando não devo usar este medicamento?

Xylocaina é contraindicada na hipersensibilidade aos anestésicos locais do tipo amida ou aos outros componentes da fórmula.

A norepinefrina é contra-indicada a pacientes com tirotoxicose ou doença cardíaca grave, particularmente quando a taquicardia está presente.

Deve-se evitar o uso de norepinefrina em anestesia nas áreas do corpo supridas por artérias finais ou com comprometimento do suprimento sanguíneo como dedos, nariz, ouvido externo, pênis, etc.

Posologia

Como usar Xylocaina?

A dose deve ser reduzida em crianças, idosos, pacientes debilitados e em pacientes com cardiopatias e hepatopatias.

  • Anestesia terminal: 1 ml.
  • Bloqueio: 1,5 a 1,8 ml.
  • Cirurgia: 3 a 5 ml.

Doses máximas: 25 ml (14 tubetes) de Xylocaina a 2% com norepinefrina e 11 ml (6 tubetes) de Xylocaina sem vasoconstritor.

Na rotina, deve-se usar Xylocaina 2% com norepinefrina.

A Xylocaina sem vasoconstritor deve ser reservada para uso em cardíacos e na tirotoxicose, e quando há sensibilidade à norepinefrina.

Se ocorrerem sintomas tóxicos leves, a injeção deve ser interrompida imediatamente.

Deve-se administrar a menor dose que produza o efeito desejado.

Efeitos Colaterais

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Reações adversas sistêmicas graves são raras, mas podem ocorrer na superdosagem ou com injeção intravascular acidental (ver Posologia e modo de usar).

A toxicidade causada pela lidocaína é similar à observada com outros agentes anestésicos locais.

A acidose acentuada ou hipóxia podem aumentar o risco e a gravidade das reações tóxicas.

As reações do SNC incluem: dormência da língua, delírio, tonturas, visão turva e tremores, seguidos por sonolência, convulsões, inconsciência e, possivelmente, parada respiratória.

Hipotensão e bradicardia podem ocorrer como fenômenos fisiológicos normais após bloqueio simpático com bloqueio neural central.

As reações cardiovasculares que ocorrem com altas doses ou injeção intravascular acidental de lidocaína incluem: depressão do miocárdio, diminuição do débito cardíaco, bloqueio cardíaco, hipotensão, bradicardia, arritmias ventriculares, incluindo taquicardia ventricular e fibrilação ventricular e parada cardíaca.

A hipóxia causada por convulsões e apnéia pode ser um fator contribuinte nas reações cardiovasculares.

A incidência de reações adversas neurológicas associadas ao uso de anestésicos locais é muito baixa e elas podem ser em função da dose total administrada e também são dependentes da droga utilizada, da via de administração e do estado físico do paciente.

Muitos desses efeitos podem estar ligados à técnica da anestesia local, com ou sem participação da droga.

As reações neurológicas que ocorrem com anestesia regional têm incluído: anestesia persistente, parestesia, fraqueza, paralisia dos membros inferiores e perda do controle esfincteriano.

Em raros casos têm sido relatadas reações alérgicas (nos casos mais graves, choque anafilático).

Advertências e Precauções

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Xylocaina com norepinefrina contém metabissulfito de sódio, o qual pode causar reações alérgicas tais como: choque anafilático, crise asmática e urticária.

A sensibilidade ao sulfito é observada mais em pessoas asmáticas.

Os anestésicos locais do tipo amida são metabolizados pelo fígado.

Assim, devem ser utilizados com cuidado, especialmente em doses repetidas, em pacientes com hepatopatias.

Pequenas doses de anestésicos locais injetados na área da cabeça e pescoço, incluindo bloqueio retrobulbar, dental e gânglio estrelado, podem causar reações adversas similares à toxicidade sistêmica observada com injeção intravascular acidental em altas doses.

Os médicos que realizam bloqueio retrobulbar devem estar informados de que foram relatadas paradas respiratórias após a injeção do anestésico local.

Desta maneira, antes do bloqueio retrobulbar, deve-se verificar a disponibilidade dos equipamentos necessários, medicamentos e pessoal, como para outros procedimentos regionais.

Xylocaina na gravidez: a lidocaína atravessa a barreira placentária e as concentrações umbilicais são menores que a encontrada na circulação materna.

É razoável assumir que a lidocaína tem sido administrada a um grande número de mulheres grávidas ou que possam vir a engravidar.

Não foram relatados distúrbios específicos no processo reprodutivo, como por exemplo, um aumento na incidência de malformações ou efeitos nocivos diretos ou indiretos no feto.

A lidocaína passa para o leite materno, mas em pequenas quantidades e, geralmente, não há risco de afetar a criança nas doses terapêuticas.

Como para qualquer outra droga, a lidocaína deve somente ser usada durante a gravidez ou lactação a critério médico.

Interações Medicamentosas

A lidocaína deve ser usada com cuidado em pacientes tratados com antiarrítmicos, como a tocainida, pois os efeitos tóxicos são aditivos, bem como em pacientes em uso de betabloqueadores, cimetidina e digitálicos.

As soluções que contêm norepinefrina devem ser usadas com extremo cuidado em pacientes recebendo inibidores da MAO ou antidepressivos tricíclicos, pois podem provocar hipertensão prolongada.

O uso concomitante de drogas vasopressoras e drogas ocitócicas do tipo ergot pode causar hipertensão grave persistente ou acidentes cerebrovasculares.

Fenotiazínicos e butirofenonas podem reduzir ou reverter o efeito pressor da norepinefrina.

Arritmias cardíacas graves podem ocorrer se preparações contendo um vasoconstritor, como a norepinefrina, são empregadas durante ou após a administração de anestésicos inalatórios como halotano e ciclopropano.

Superdosagem

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Tratamento das reações adversas: o tratamento do paciente com manifestações tóxicas consiste em assegurar a ventilação adequada e controlar as convulsões.

A ventilação deve ser mantida com oxigênio por respiração assistida ou controlada, como necessário.

Se ocorrerem convulsões, elas devem ser tratadas rapidamente por administração intravenosa de 50-100 mg de succinilcolina e/ou 5-15 mg de diazepam.

Também pode-se utilizar tiopentona na dosagem de 100-200 mg para eliminar as convulsões.

Se ocorrer fibrilação ventricular ou parada cardíaca, deve-se instituir tratamento de ressuscitação cardiovascular e, se necessário, mantê-lo por um longo período de tempo.

Deve-se administrar epinefrina em doses repetidas e bicarbonato de sódio o mais rápido possível.

Composição

Xylocaina 2% sem vasoconstritor: cada tubete de 1,8 ml contém: Cloridrato de lidocaína 36,000 mg.

Xylocaina 2% com norepinefrina: cada tubete de 1,8 ml contém: Cloridrato de lidocaína 36,000 mg; Norepinefrina cristalizada 0,036 mg.

Apresentação: solução injetável - caixa com 50 tubetes.

Farmacocinética

Como funciona este medicamento?

Xylocaina contém lidocaína, anestésico local do tipo amida, que estabiliza a membrana neuronal e inibe reversivelmente o início e a condução dos impulsos nervosos, produzindo assim, a ação anestésica.

O início de ação ocorre dentro de 1-5 minutos após infiltração.

A lidocaína é metabolizada principalmente no fígado e excretada pelos rins.

Aproximadamente 90% da lidocaína é excretada na forma de metabólitos, enquanto que menos de 10% como droga inalterada.

Duração de ação: 2 a 4 horas para Xylocaina 2% com norepinefrina e 1 a 1 1/2 hora para a apresentação sem vasoconstritor.

Armazenamento

Onde como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Xylocaina sem vasoconstritor: conservar em lugar fresco e ao abrigo da luz.

Xylocaina com norepinefrina: conservar sob refrigeração à temperatura entre 2° e 15°C.

Laboratório

Astra Química e Farmacêutica Ltda.

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