Vincizina*cs

Bula do medicamento Vincizina*cs. Princípio ativo Sulfato de Vincristina. Uso adulto e pediátrico. venda sob prescrição médica.

Indicações de Vincizina*cs

A principal indicação de Vincizina* CS (sulfato de vincristina) é o tratamento de leucemia
aguda. O produto tem-se revelado útil, também, em combinação com outros agentes
quimioterápicos, na doença de Hodgkin, linfomas malignos não-Hodgkin (tipos linfocíticos,
de células mistas, histiocíticos, não diferenciados, nodulares e difusos), rabdomiossarcoma,
neuroblastoma, tumor de Wilms, carcinoma do cérvix uterino, câncer de mama, sarcoma
osteogênico, micoses, sarcoma de Ewing, melanoma maligno, carcinoma "oat cell" do
pulmão e tumores ginecológicos da infância.

Efeitos Colaterais de Vincizina*cs

Gerais: antes do uso deste medicamento, os pacientes e seus familiares deverão ser
alertados quanto à possibilidade de ocorrência de sintomas indesejáveis. Em geral, as
reações adversas são reversíveis e relacionadas com a dose.

A mais comum é a perda de cabelos; as reações mais desagradáveis são os distúrbios
neuromusculares.

Quando são administradas as doses únicas semanais recomendadas, reações adversas
como leucopenia, dor neurítica e constipação são geralmente de curta duração (menos de 7
dias). Com a diminuição da dose, essas reações podem diminuir ou desaparecer. A
gravidade de tais reações parece aumentar quando a quantidade de fármaco calculado é
administrada em doses divididas.

Outras reações adversas, tais como a perda de cabelo, perda de sensibilidade, parestesia,
dificuldade na marcha, perda dos reflexos tendinosos profundos e de massa muscular,
podem permanecer pelo menos enquanto durar o tratamento. A disfunção generalizada
sensorial e motora pode agravar-se progressivamente com a continuação do tratamento. Na
maioria dos casos, as reações adversas desapareceram por volta da sexta semana após a
suspensão do tratamento; porém, em alguns pacientes, as dificuldades neuromusculares
podem persistir por períodos mais prolongados. O cabelo pode voltar a crescer durante a
terapia de manutenção.

Foram relatadas as seguintes reações adversas:
Neurológicas: a neurotoxicidade é o efeito adverso dose-limitante mais comum.

Freqüentemente, há uma seqüência no aparecimento das reações adversas
neuromusculares. Inicialmente, nota-se apenas diminuição sensorial e parestesia. Se o
tratamento for mantido podem surgir dor neurítica e, posteriormente, motora. Não foi, ainda,
relatada a existência de algum fármaco que possa reverter as manifestações
neuromusculares que acompanham a terapia com sulfato de vincristina. Em casos onde
mesmo com aparecimento da dor a medicação não foi suspensa, houve perda dos reflexos
tendinosos profundos, queda do pé, ataxia e paralisia. Distúrbios relacionados aos nervos
cranianos, incluindo paresia isolada e/ou paralisia dos músculos controlados pelos nervos
cranianos motores podem ocorrer na ausência de insuficiência motora; os músculos extraoculares
e laríngeos são os mais comumente envolvidos. Dor no maxilar, na faringe, nas
glândulas parótidas, nos ossos, nas costas, nos membros inferiores e superiores e mialgias
foram relatadas, sendo que as dores nessas áreas podem ser graves.

Foram relatadas convulsões, freqüentemente com hipertensão, em poucos pacientes que
estavam recebendo sulfato de vincristina. Em crianças, diversos casos de convulsões foram
seguidos por coma.

Há relatos de cegueira cortical transitória e atrofia óptica com cegueira.

Hipersensibilidade: raros casos de reações alérgicas, tais como anafilaxia, erupção e
edema, temporariamente relacionados à terapia com vincristina, foram relatados em
pacientes recebendo vincristina como parte de poliquimioterapia.

Gastrintestinais: ocorreram constipação, cólicas abdominais, perda de peso, náuseas,
vômitos, ulcerações orais, diarréia, íleo paralítico, necrose e/ou perfuração intestinal e
anorexia. A constipação pode levar a obstrução do colo ascendente e, no exame físico, o
reto pode encontrar-se vazio. A dor abdominal ou cólica, na presença de um reto vazio,
pode confundir o médico. Uma radiografia simples do abdome é útil para demonstrar essa
condição. Todos os casos responderam ao tratamento com laxativos e enemas.

Recomenda-se um regime profilático rotineiro contra a constipação para todos os pacientes
recebendo sulfato de vincristina. Pode ocorrer íleo paralítico, mimetizando "abdome
cirúrgico", particularmente em crianças pequenas. Esse quadro resolve-se com a
interrupção temporária do tratamento com sulfato de vincristina e com tratamento
sintomático.

Renais: foram relatadas poliúria, disúria e retenção urinária devido à atonia da bexiga.

Outros fármacos conhecidos por causarem retenção urinária (particularmente em idosos)
devem, se possível, ser temporariamente suspensos durante os primeiros dias após a
administração de sulfato de vincristina.

Hematológicas: o sulfato de vincristina parece não exercer qualquer efeito constante ou
significativo sobre as plaquetas ou hemácias. A depressão grave da medula óssea não é,
geralmente, o maior fator dose-limitante. Contudo, foram relatadas anemia, leucopenia e
trombocitopenia. A trombocitopenia, se presente quando a terapia com o sulfato de
vincristina é iniciada, pode melhorar efetivamente antes do aparecimento da remissão da
medula.

Outras: ocorreram hipertensão e hipotensão. As combinações de quimioterápicos que
incluem o sulfato de vincristina, quando administradas a pacientes que foram previamente
tratados com radioterapia do mediastino, estão associadas com doenças coronárias e infarto
do miocárdio. Não se estabeleceu a causalidade. Foram observadas raras ocorrências de
uma síndrome atribuída à secreção inapropriada do hormônio antidiurético em pacientes
tratados com sulfato de vincristina. Essa síndrome caracteriza-se por uma elevada excreção
urinária de sódio na presença de hiponatremia e na ausência de doença renal ou suprarenal,
hipotensão, desidratação, azotemia e edema clínico. Com a privação hídrica ocorre
melhora na hiponatremia e na perda renal de sódio. Foram relatadas, também, alopecia,
erupções cutâneas, febre e cefaléia.

Reações adversas pulmonares: vide "Advertências e Precauções".

Como Usar (Posologia)

O sulfato de vincristina é destinado a uso exclusivamente intravenoso (vide "Advertências e
Precauções") e deve ser administrado a intervalos semanais. A neurotoxicidade parece
estar relacionada com a dose. Deve-se tomar um cuidado extremo no cálculo e
administração da dose de sulfato de vincristina, visto que a superdosagem poderá ocasionar
acidentes muito graves ou fatais.

Atenção: é extremamente importante certificar-se de que a agulha ou cateter estejam
corretamente colocados na veia antes que qualquer quantidade de vincristina seja
injetada (vide "Advertências e Precauções").

O sulfato de vincristina deve ser administrado através de venóclise ou cateter intacto
e deve-se tomar cuidado para que não haja furos ou vazamentos durante a
administração. O sulfato de vincristina não deve ser administrado a pacientes que
estejam recebendo radioterapia hepática.

Quando é usado em combinação com L-asparaginase, o sulfato de vincristina deve ser
administrado 12 a 24 horas antes dessa enzima para diminuir a toxicidade. A administração
de L-asparaginase antes do sulfato de vincristina pode reduzir o clearance hepático do
sulfato de vincristina.

Uso em Crianças
A dose usual de sulfato de vincristina é de 2 mg/m2. Para crianças pesando 10 kg ou menos,
a dose inicial deve ser de 0,05 mg/kg, administrada uma vez por semana.

Uso em Adultos
A dose usual de sulfato de vincristina é de 1,4 mg/m2. Uma redução de 50% na dose de
sulfato de vincristina é recomendada para pacientes com bilirrubina sérica direta acima de 3
mg/100 mL. Pacientes idosos e aqueles que apresentam doença neurológica essencial
podem ser mais susceptíveis aos efeitos neurotóxicos da vincristina. Pode ser necessário o
ajuste da dose em pacientes com doença hepática ou icterícia.

Conservação
Os frascos-ampola de Vincizina* CS (sulfato de vincristina) devem ser armazenados sob
refrigeração (entre 2 e 8°C), protegidos da luz. Não congelar. O medicamento é de uso
único e qualquer solução não utilizada deve ser devidamente descartada.

Contra-Indicações de Vincizina*cs

Vincizina* CS (sulfato de vincristina) é contra-indicada a pacientes com
hipersensibilidade conhecida ao fármaco ou a qualquer componente da fórmula.

Pacientes que apresentam a forma desmielinizante da Síndrome de Charcot-Marie-
Tooth não devem receber o sulfato de vincristina. Atenção especial deve ser dada às
condições relacionadas no item "Advertências e Precauções".

Modo de Uso (Posologia) de Vincizina*cs

O sulfato de vincristina é destinado a uso exclusivamente intravenoso (vide "Advertências e
Precauções") e deve ser administrado a intervalos semanais. A neurotoxicidade parece
estar relacionada com a dose. Deve-se tomar um cuidado extremo no cálculo e
administração da dose de sulfato de vincristina, visto que a superdosagem poderá ocasionar
acidentes muito graves ou fatais.

Atenção: é extremamente importante certificar-se de que a agulha ou cateter estejam
corretamente colocados na veia antes que qualquer quantidade de vincristina seja
injetada (vide "Advertências e Precauções").

O sulfato de vincristina deve ser administrado através de venóclise ou cateter intacto
e deve-se tomar cuidado para que não haja furos ou vazamentos durante a
administração. O sulfato de vincristina não deve ser administrado a pacientes que
estejam recebendo radioterapia hepática.

Quando é usado em combinação com L-asparaginase, o sulfato de vincristina deve ser
administrado 12 a 24 horas antes dessa enzima para diminuir a toxicidade. A administração
de L-asparaginase antes do sulfato de vincristina pode reduzir o clearance hepático do
sulfato de vincristina.

Uso em Crianças
A dose usual de sulfato de vincristina é de 2 mg/m2. Para crianças pesando 10 kg ou menos,
a dose inicial deve ser de 0,05 mg/kg, administrada uma vez por semana.

Uso em Adultos
A dose usual de sulfato de vincristina é de 1,4 mg/m2. Uma redução de 50% na dose de
sulfato de vincristina é recomendada para pacientes com bilirrubina sérica direta acima de 3
mg/100 mL. Pacientes idosos e aqueles que apresentam doença neurológica essencial
podem ser mais susceptíveis aos efeitos neurotóxicos da vincristina. Pode ser necessário o
ajuste da dose em pacientes com doença hepática ou icterícia.

Conservação
Os frascos-ampola de Vincizina* CS (sulfato de vincristina) devem ser armazenados sob
refrigeração (entre 2 e 8°C), protegidos da luz. Não congelar. O medicamento é de uso
único e qualquer solução não utilizada deve ser devidamente descartada.

Advertências e Precauções

Gerais
Este produto não deve ser administrado por via intramuscular, subcutânea ou intratecal.

A administração intratecal de vincristina é fatal.

O tratamento de pacientes em que acidentalmente ocorreu a administração intratecal de
sulfato de vincristina, incluindo remoção imediata do líquido cefalorraquidiano e lavagem
com Ringer lactato , bem como com outras soluções, não evitou paralisia e morte. Em um
adulto, a paralisia progressiva foi estabilizada pelo seguinte tratamento, iniciado
imediatamente após a injeção intratecal:
1) remoção do máximo possível de líquido cefalorraquidiano, através de punção lombar.

2) o espaço sub-aracnóide foi lavado com solução de Ringer lactato, infundida
continuamente através de um cateter em um ventrículo cerebral lateral, na velocidade de 1,5
mL/hora. O líquido cefalorraquidiano foi removido através de punção lombar.

3) assim que possível, foram infundidos 25 mL de plasma fresco congelado, diluído em um
litro de solução de Ringer lactato, numa velocidade de 75 mL/hora com remoção através da
punção lombar. A velocidade de infusão foi ajustada para manter um nível de proteína de
150 mg/dL no líquido.

4) foram administrados 10 g de ácido glutâmico, por via intravenosa, por 24 horas, seguido
por 500 mg, por via oral, 3 vezes ao dia durante um mês ou até a estabilização da disfunção
neurológica. O papel do ácido glutâmico nesse tratamento não é conhecido e pode não ser
essencial.

O sulfato de vincristina deve ser administrado por profissional experiente. É extremamente
importante certificar-se de que a agulha ou cateter esteja corretamente colocado na
veia antes que qualquer quantidade de vincristina seja injetada.

O extravasamento nos tecidos adjacentes durante a administração intravenosa de sulfato de
vincristina poderá causar grande irritação. Se ocorrer extravasamento, a injeção deverá ser
interrompida imediatamente e qualquer porção restante da dose deverá ser então injetada
em outra veia. A injeção local de hialuronidase e a aplicação de calor moderado na área de
extravasamento ajudam a dispersar o fármaco, diminuindo o desconforto e a possibilidade
de celulite.

O sulfato de vincristina pode causar dano fetal quando administrado durante a gravidez (vide
"Advertências e Precauções").

Atenção: este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em
diabéticos.

A toxicidade clínica dose-limitante é a neurotoxicidade. Sendo assim, recomenda-se
avaliação clínico-neurológica para detectar a necessidade de modificação de dose. Especial
atenção deverá ser dada à posologia e às reações adversas neurológicas se o sulfato de
vincristina for administrado a pacientes com doença neuromuscular preexistente e quando
estiverem sendo usados outros fármacos com potencial neurotóxico.

Após a administração do sulfato de vincristina, alguns pacientes podem apresentar queda
na contagem de leucócitos e plaquetas, particularmente quando a terapia prévia ou a própria
doença reduziu a função da medula óssea. Recomenda-se fazer um hemograma completo
antes da administração de cada dose.

Embora a ocorrência de leucopenia seja menos comum após a terapia com vincristina do
que com outros agentes antineoplásicos, médico e paciente devem permanecer alertas para
qualquer sinal de infecção complicada, avaliando-se a administração de doses adicionais de
vincristina.

Pode ocorrer uma elevação aguda do ácido úrico sérico durante a indução de remissão da
leucemia aguda. Assim sendo, tais níveis devem ser determinados freqüentemente durante
as primeiras 3 a 4 semanas de tratamento ou medidas apropriadas devem ser tomadas para
prevenir a nefropatia úrica. O laboratório que estiver fazendo os testes deve ser consultado
quanto aos valores normais para esses metabólitos.

A nefropatia úrica aguda, que pode ocorrer após a administração de fármacos oncolíticos,
também foi relatada com o uso de sulfato de vincristina. Se for diagnosticada uma leucemia
do sistema nervoso central, outros fármacos poderão ser necessários, uma vez que o
sulfato de vincristina parece não atravessar a barreira hematoencefálica em quantidades
adequadas.

Em caso de insuficiência hepática e icterícia, é necessário ajuste de dose, pois a vincristina
é metabolizada no fígado e excretada na bile.

Foi relatado o aparecimento de dispnéia aguda e broncoespasmo grave após administração
dos alcalóides da vinca. Essas reações apareceram com mais freqüência quando os
alcalóides da vinca foram associados com a mitomicina-C e podem requerer tratamento
agressivo, particularmente quando houver insuficiência pulmonar preexistente. O início pode
ocorrer dentro de minutos ou várias horas após a injeção dos alcalóides da vinca e até duas
semanas após a dose de mitomicina-C. Pode ocorrer dispnéia progressiva requerendo
terapia crônica. O sulfato de vincristina não deve ser readministrado.

Deve-se ter cuidado para evitar a contaminação dos olhos com a solução de sulfato de
vincristina usada clinicamente. Se houver uma contaminação acidental, poderá ocorrer
irritação grave (ou se o fármaco for liberado sob pressão, até mesmo ulceração da córnea).

O olho atingido deverá ser imediatamente lavado com água.

Mutagênese e Carcinogênese
Os testes de laboratório, tanto in vivo quanto in vitro, não demonstraram conclusivamente se
este fármaco é mutagênico. A fertilidade após o tratamento com sulfato de vincristina não foi
estudada em humanos. Relatórios clínicos em pacientes de ambos os sexos que receberam
poliquimioterapia, incluindo o sulfato de vincristina, indicam que pode ocorrer azoospermia e
amenorréia em pacientes pós-púberes. A recuperação ocorre em muitos meses após o
término da quimioterapia em alguns pacientes, mas não em todos. Quando o mesmo
tratamento é administrado a pacientes pré-púberes, há menos possibilidade de causar
azoospermia e amenorréia permanentes.

Pacientes que receberam quimioterapia com sulfato de vincristina combinado com fármacos
anti-câncer, conhecidamente carcinogênicos, desenvolveram doenças malignas
secundárias. A contribuição do sulfato de vincristina nessa ocorrência não foi determinada.

Não foi encontrada evidência de carcinogenicidade após administração intraperitoneal de
sulfato de vincristina em ratos e camundongos, apesar desse estudo ser bastante limitado.

Uso durante a Gravidez
O sulfato de vincristina pode causar dano fetal quando administrado a pacientes grávidas.

Após a administração de sulfato de vincristina, 23 a 85% dos fetos de camundongos e
hamsters grávidas foram reabsorvidos, sendo produzida malformação fetal em todos os
sobreviventes. Foram administradas a 5 macacas, doses únicas de sulfato de vincristina
entre os dias 27 a 34 de gravidez. Três dos fetos foram normais e a termo e dois fetos
viáveis e a termo apresentaram malformação evidente. Em diversas espécies animais o
sulfato de vincristina pode induzir efeitos teratogênicos, bem como embrioletalidade com
doses não tóxicas ao animal grávido.

Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Se este fármaco for
usado durante a gravidez ou se a paciente ficar grávida enquanto estiver recebendo este
fármaco, ela deverá ser alertada do risco potencial ao feto.

Mulheres com capacidade reprodutiva devem ser aconselhadas a evitar a gravidez e
orientadas sobre anticoncepção.

Uso durante a Lactação
Não se sabe se a vincristina é excretada no leite humano. Devido a muitos fármacos serem
excretados no leite humano e ao potencial de sulfato de vincristina em causar reações
adversas graves em lactentes, deve-se decidir entre descontinuar - ou não - a amamentação
ou o tratamento, levando-se em consideração a importância do fármaco para a mãe.

Composição

Cada mL de Vincizina* CS solução injetável contém 1 mg de sulfato de vincristina
Excipientes: manitol, ácido sulfúrico, hidróxido de sódio e água para injetáveis.

PARTE II
USO RESTRITO A HOSPITAIS
Este produto é de uso restrito a hospitais ou ambulatórios especializados, com
emprego específico em neoplasias malignas e deve ser manipulado apenas por
pessoal treinado. As informações ao paciente serão fornecidas pelo médico
assistente, conforme necessário.

Conservar o medicamento sob refrigeração (entre 2 e 8ºC), protegido da luz. Não
congelar. O medicamento é de uso único e qualquer solução não utilizada deve ser
devidamente descartada.

O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto. Não use
medicamento com o prazo de validade vencido, pode ser perigoso para a saúde.

Produtos parenterais devem ser inspecionados visualmente antes da administração,
com a finalidade de se verificar a existência de partículas ou descoloração, quando a
solução e o recipiente permitirem.

Atenção: este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em
diabéticos.

PARTE III

Identificação do Produto

Nome: vincizina*cs
Nome genérico: sulfato de vincristina
Forma farmacêutica e apresentação:
Vincizina* cs solução injetável 1 mg/ml em embalagem contendo 5 frascos-ampola de 1
Ml (1mg).

Informações Técnicas

Farmacologia
O mecanismo de ação do sulfato de vincristina permanece sob investigação e está
relacionado com a inibição da formação de microtúbulos no fuso mitótico, resultando em
uma parada da divisão celular na metáfase.

Foi relatado o aparecimento de leucemia no sistema nervoso central em pacientes que
estavam sendo tratados, com sucesso, com sulfato de vincristina. Isso sugere que o sulfato
de vincristina não penetra bem no líquido cefalorraquidiano. Estudos farmacocinéticos
efetuados em pacientes com câncer mostraram uma queda trifásica no nível sangüíneo,
após injeção intravenosa rápida de sulfato de vincristina. As meias-vidas inicial,
intermediária e final foram 5 minutos, 2h18 min e 85 horas, respectivamente. A variação da
meia-vida final nos seres humanos é de 19-155 horas.

A excreção do sulfato de vincristina é feita principalmente por via hepática tanto em
humanos como em animais; cerca de 80% da dose injetada aparecem nas fezes e 10-20%
podem ser encontrados na urina.

Após 15 a 30 minutos de uma injeção, mais de 90% se distribui para os tecidos, onde se
localiza, mas sem ligação irreversível.

A quimioterapia contra o câncer envolve o uso simultâneo de diversos fármacos que
possuem toxicidade e mecanismos de ação característicos. Raramente é possível alcançar
resultados igualmente bons com tratamento com um único fármaco. A associação deve ser
feita de maneira que o aumento do efeito terapêutico ocorra sem adição de toxicidade. O
sulfato de vincristina é freqüentemente escolhido como parte de uma poliquimioterapia pela
ausência de supressão significante de medula óssea (nas doses recomendadas) e pela sua
toxicidade clínica característica (neuropatia). Vide "Posologia" para possíveis aumentos de
toxicidade quando for usada a terapia combinada.

Interações Medicamentosas

O sulfato de vincristina deve ser diluído apenas com soro fisiológico ou glicosado. Não
utilizar soluções que alterem a faixa de pH (3,5 a 5,5) para mais ou para menos.

Foi relatado que durante as administrações simultâneas, oral ou intravenosa, de fenitoína e
combinações quimioterápicas de antineoplásicos, incluindo o sulfato de vincristina, houve
redução dos níveis sangüíneos do anticonvulsivante e conseqüente aumento de convulsão.

O ajuste de dose deve ser baseado na monitoração dos níveis sangüíneos. A contribuição
do sulfato de vincristina nessa interação não é certa. A interação pode resultar da redução
de absorção da fenitoína e aumento do seu metabolismo e eliminação.

Quando os alcalóides da vinca foram usados em combinação com a mitomicina-C, as
reações de dispnéia aguda e broncoespasmo grave foram freqüentes.

O alopurinol pode aumentar a incidência de depressão da medula óssea induzida por
citotóxico.

A neurotoxicidade da vincristina pode ser aditiva ao efeito de outros fármacos que atuam no
sistema nervoso periférico.

Superdosagem

As reações adversas com a superdosagem de sulfato de vincristina são relacionadas com a
Dose. houve morte em crianças menores de 13 anos após receberem 10 vezes a dose
Recomendada de sulfato de vincristina. podem ocorrer sintomas graves nesse grupo de
Pacientes após doses de 3 a 4 mg/m2.

Podem ocorrer sintomas graves em adultos após doses únicas de 3 mg/m2 ou mais (vide
"reações adversas").

A administração de doses superiores pode intensificar as reações adversas.

0 tratamento de apoio da superdosagem deve incluir:
1) prevenção das reações adversas resultantes da síndrome de secreção inapropriada de
Hormônio antidiurético (tratamento preventivo, incluindo restrição da ingestão de líquidos e
Talvez o uso de um diurético agindo sobre a função da alça de henle e do túbulo distal);
2) administração de anticonvulsivantes;
3) uso de enemas ou catárticos para prevenir íleo paralítico (em alguns casos, a
Descompressão do trato gastrintestinal poderá ser necessária);
4) monitoração do sistema cardiovascular;
5) hemogramas diários para orientação da necessidade de transfusão.

Foi observado que o ácido folínico tem um efeito protetor em camundongos normais, aos
Quais foram administradas doses letais de sulfato de vincristina.

Relatos isolados sugerem que o ácido folínico pode ser útil no tratamento de pacientes que
Tenham recebido uma superdosagem de sulfato de vincristina.

Um esquema sugerido é administrar 100 mg de ácido folínico, por via intravenosa, a cada 3
Horas por 24 horas e depois a cada 6 horas por, no mínimo, 48 horas.

É previsto, teoricamente, que os níveis teciduais de sulfato de vincristina permaneçam
Significativamente elevados por, no mínimo, 72 horas. o tratamento com ácido folínico não
Elimina a necessidade das medidas de apoio acima mencionadas.

A maior parte de uma dose intravenosa de sulfato de vincristina é excretada na bile após
Uma rápida ligação com os tecidos (vide "farmacologia"). a hemodiálise parece não auxiliar
O tratamento da superdosagem já que uma quantidade muito pequena do fármaco aparece
No líquido de diálise. pacientes com doença hepática, que diminui a excreção biliar do
Medicamento, podem apresentar um aumento na gravidade das reações adversas.

O aumento da excreção fecal de vincristina, administrada parenteralmente, foi demonstrado
Em cães pré-tratados com colestiramina. não há dados clínicos publicados sobre o uso da
Colestiramina como um antídoto em humanos. não há dados clínicos publicados sobre as
Conseqüências de ingestão oral de vincristina.

Se ocorrer ingestão oral, o estômago deve ser esvaziado, seguido de administração oral de
Carvão ativado e catártico.

Parte iv
Ms - 1.0216.0185
Farmacêutico responsável: josé francisco bomfim - crf-sp no 7009

Laboratório

LABORATÓRIOS PFIZER LTDA.

Atenção: O Bulário tem por objetivo a informação e divulgação de temas médicos. As informações aqui divulgadas não deverão ser utilizadas como substituto para o diagnóstico médico ou tratamento de qualquer doença sem antes consultar um médico.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para a sua saúde.
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