Vasogard

Bula de Vasogard

Bula do remédio Vasogard. Princípios Ativos Cilostazol.

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Indicação

Para quê serve Vasogard?

VASOGARD (cilostazol) é indicado para o tratamento da doença vascular periférica, para redução do sintoma da claudicação intermitente e na prevenção de recorrência de acidente vascular cerebral.

Contraindicações

Quando não devo usar este medicamento?

VASOGARD (cilostazol) é contra-indicado para pacientes portadores de insuficiência cardíaca congestiva de qualquer intensidade.

É contra-indicado em pacientes com suspeita de hipersensibilidade ao cilostazol ou a qualquer um dos componentes da fórmula.

Posologia

Como usar Vasogard?

A dose recomendada de VASOGARD (cilostazol) é de 100 mg, 2 vezes ao dia, ingeridos, no mínimo, meia hora antes ou duas horas após as refeições.

A dose de 50 mg, 2 vezes ao dia, deve ser considerada durante a co-administração de alguns inibidores da CYP3A4, como o cetoconazol, o itraconazol, a eritromicina e o diltiazem, e durante a co-administração com alguns inibidores da CYP2C19, como o omeprazol.

Os pacientes podem começar a sentir os efeitos benéficos de VASOGARD (cilostazol) em um curto período de tempo de 2-4 semanas após o início do tratamento, entretanto, o uso de VASOGARD (cilostazol) por mais de 12 semanas pode ser necessário antes que os efeitos benéficos do fármaco sejam evidenciados.

Uso em pacientes pediátricos: A segurança e a eficácia do VASOGARD (cilostazol) em pacientes pediátricos ainda não foram estabelecidas.

Uso em idosos: De um número total de pacientes (n = 2274) dos estudos clínicos realizados com VASOGARD (cilostazol), 56% tinham 65 anos de idade ou mais, enquanto 16% tinham 75 anos ou mais. De maneira geral, nenhuma diferença foi observada em termos de segurança ou eficácia entre esses pacientes e outros mais jovens; entretanto, uma maior sensibilidade de alguns indivíduos mais idosos não pode ser desprezada. Estudos farmacocinéticos não demonstraram nenhum efeito relacionado à idade na absorção, distribuição, metabolismo e eliminação de VASOGARD (cilostazol) e de seus metabólitos.

Disfunção hepática: A farmacocinética de VASOGARD (cilostazol) e de seus metabólitos foi similar em pacientes com disfunção hepática leve, quando comparada a voluntários sadios. Pacientes com disfunção hepática moderada ou grave não foram estudados.

Disfunção renal: A atividade farmacológica total de VASOGARD (cilostazol) e seus metabólitos foram similares em pacientes com disfunção renal leve e moderada e em voluntários sadios. A insuficiência renal grave aumentou os níveis plasmáticos de cilostazol e de seus metabólitos, além de alterar as ligações dos mesmos às proteínas plasmáticas. A atividade farmacológica esperada, entretanto, mostrou- se pouco alterada com base na concentração plasmática e na potência relativa de inibição da PDE III. Pacientes submetidos à diálise não foram estudados, mas é pouco provável que o cilostazol e seus metabólitos possam ser eficientemente removidos por diálise, devido à alta ligação protéica (95 a 98%).

SIGA A ORIENTAÇÃO DO SEU MÉDICO, RESPEITANDO SEMPRE OS HORÁRIOS, AS DOSES E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO.

Interrupção do tratamento: Estudos mostraram que o uso de VASOGARD® (cilostazol) pode ser interrompido ou diminuído a qualquer momento, sem a ocorrência de nenhuma conseqüência para o paciente.

NÃO INTERROMPER O TRATAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.

Efeitos Colaterais

Quais os males que este medicamento pode me causar?

As reações adversas mais comuns com o uso de VASOGARD (cilostazol) foram cefaléia, diarréia e palpitações.

INFORME AO SEU MÉDICO SOBRE O APARECIMENTO DE REAÇÕES DESAGRADÁVEIS.

Geral: edema facial, calafrios, febre, edema generalizado, rigidez de nuca, dor pélvica, hemorragia retroperitonial.

Cardiovascular: fibrilação e flutter atriais, infarto e isquemia cerebral, insuficiência cardíaca, hemorragia, hipotensão, infarto do miocárdio, isquemia miocárdica, arritmia nodal, hipotensão postural, taquicardia supraventricular, síncope, varizes, extra-sístoles ventriculares e taquicardia ventricular.

Digestivo: anorexia, colelitíase, colite, úlcera duodenal, hemorragia esofágica, esofagite, aumento das transaminases, gastrite, gastroenterite, melena, hematêmese.

Endócrino: diabetes mellitus.

Hematológico e linfático: anemia, equimose, anemia ferropriva, policitemia, púrpura.

Metabólico e nutricional: aumento de creatinina, gota, dislipidemia, hiperuricemia.

Músculo-esquelético: artralgia, dor óssea, bursite.

Sistema nervoso: ansiedade, insônia, neuralgia.

Pele: pele seca, furunculose, urticária.

Sensório: ambliopia, cegueira, conjuntivite, diplopia, dor no ouvido, hemorragia ocular e retiniana.

Urogenital: albuminúria, cistite, aumento da freqüência urinária, hemorragia vaginal, vaginite.

Toxicidade cardiovascular: As administrações orais repetidas de cilostazol a cães (30 ou mais mg/kg/dia por 52 semanas, 150 ou mais mg/kg/dia por 13 semanas e 450 mg/kg/dia por 2 semanas) produziram lesões cardiovasculares que incluíram hemorragia endocárdica, deposição de hemosiderina e fibrose no ventrículo esquerdo, hemorragia na parede atrial direita, hemorragia e necrose do músculo liso da parede da artéria coronariana, aumento na espessura intimal da artéria coronariana, além de arterite e periarterite coronariana. A dose mais baixa em que se observaram lesões cardiovasculares na 52ª semana do estudo está associada a uma exposição sistêmica ao cilostazol livre (AUC) menor que a encontrada com a administraçãoda máxima dose recomendada em humanos (DMRH) de 100 mg, 2 vezes ao dia. Lesões similares foram relatadas em cães após receberem outros agentes inotrópicos positivos (incluindo os inibidores da fosfodiesterase III) e/ou agentes vasodilatadores.

Nenhuma lesão cardiovascular foi observada em camundongos nos quais foram administradas doses de cilostazol maiores que 1500 mg/kg/dia em um intervalo variando entre 5 e 13 semanas. Nesta dose, a exposição sistêmica (AUCs) ao cilostazol livre foi cerca de 1,5 a 5 vezes (machos e fêmeas, respectivamente) a exposição em humanos na DMRH. Lesões cardiovasculares também não foram observadas após 52 semanas de administração de cilostazol em doses maiores do que 150 mg/kg/dia.

Nesta dose, a exposição sistêmica (AUCs) ao cilostazol livre foi de cerca de 0,5 a 5 vezes (macho e fêmea, respectivamente) a exposição em humanos pela DMRH. Nas fêmeas, a AUC do cilostazol foi similar a 150 e 1500 mg/kg/dia. Lesões cardiovasculares também não foram observadas em macacos após administração oral de cilostazol por 13 semanas em doses maiores do que 1800 mg/kg/dia. Enquanto essa dose de cilostazol produziu efeitos farmacológicos em macacos,
os níveis plasmáticos de cilostazol foram menores do que os encontrados em humanos para os quais foi dada a DMRH e do que os encontrados em cães para os quais foram administradas doses associadas à ocorrência de lesões cardiovasculares.

Advertências e Precauções

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Os pacientes devem ser advertidos quanto a um possível risco cardiovascular com o uso da medicação a longo prazo ou em pacientes portadores de doenças cardíacas graves.

Em pacientes sem insuficiência cardíaca, os efeitos a longo prazo de cilostazol são desconhecidos. Pacientes que receberam cilostazol durante 3 a 6 meses em estudos controlados com placebo se mantiveram estáveis (não houve infarto do miocárdio, nem acidentes vasculares cerebrais, angina ou outros sinais de progressão da doença) e somente 19 pacientes morreram (0,7% no grupo placebo e 0,8% no grupo do cilostazol). O risco relativo de morte calculado foi de 1,2 com um amplo limite de confiança de 95% (0,5-3,1). Não existem dados de risco a longo prazo em pacientes portadores de doenças cardíacas graves.

Os efeitos benéficos de cilostazol na sintomatologia de claudicação intermitente podem não ocorrer imediatamente. Embora os pacientes possam sentir uma melhora após 2-4 semanas do início da terapia, o tratamento por mais de 12 semanas pode ser necessário antes que uma melhora no quadro clínico seja evidenciada.

A eficácia deste medicamento depende da capacidade funcional do medicamento.

Carcinogênese, mutagênese, infertilidade
A administração de cilostazol a ratos machos e fêmeas e camundongos por mais de 104 semanas com doses maiores que 500 mg/ kg/dia em ratos e 1000 mg/kg/dia em camundongos não revelaram nenhuma evidência de potencial carcinogênico. As doses máximas administradas nos estudos com ratos e camundongos foram, em termos de exposição sistêmica, menores do que a exposição humana com a DMRH do fármaco. cilostazol apresentou-se negativo no teste de mutação gênica bacteriana, DNA bacteriano, mutação gênica da célula mamária e em ensaios de aberração cromossômica da medula óssea em ratos (in vivo). Entretanto, foi associado a um significativo aumento nas aberrações cromossômicas em células de ovário de Hamster chines (in vitro). O cilostazol não afetou a fertilidade e a performance de ratos machos e fêmeas, mesmo em doses tão altas como 1000 mg/kg/dia. Nessa dose, a exposição sistêmica (AUCs) ao cilostazol livre foi cerca de 1,5 vez menor nos machos e cerca de 5 vezes menor nas fêmeas do que a exposição humana com a DMRH.

GRAVIDEZ E LACTAÇÃO
Categoria de risco na gravidez: C (FDA).

Em estudos realizados para a determinação da toxicidade do fármaco desenvolvidos em ratas, a administração oral de 1000 mg de cilostazol/kg/dia mostrou um decréscimo no peso e um aumento na incidência de anomalias cardiovasculares, renais e esqueléticas no feto (anomalias no septo ventricular, arco aórtico e artéria subclávia, dilatação da pelve renal, 14ª costela e retardo na ossificação).

Nessa dose, a exposição sistêmica de ratas não-prenhas ao cilostazol não ligado às proteínas foi cerca de 5 vezes a exposição de humanos submetidos à dose humana máxima recomendada (DHMR).

Quando administrada uma dose de 150 mg/kg/dia (exposição sistêmica a 5 vezes a DHMR) a fêmeas de camundongos no período final de gestação ou no período de amamentação, observou-se um aumento na incidência de natimortos e um decréscimo no peso dos recém-nascidos.

Não há nenhum estudo bem controlado em mulheres grávidas.

A passagem de cilostazol para o leite materno foi observada em animais (camundongos).

A decisão pela interrupção do tratamento com cilostazol ou da interrupção do aleitamento deve ser feita em decorrência do risco potencial de dano ao lactente.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.

Superdosagem

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Informação sobre a toxicidade aguda do cilostazol em humanos é limitada. Os sinais e sintomas decorrentes de uma intoxicação aguda por cilostazol podem ser identificados como sendo os mesmos causados pelos efeitos farmacológicos do fármaco, ocorrendo com maior intensidade: cefaléia intensa, diarréia, hipotensão, taquicardia e possibilidade de arritmias cardíacas. O paciente deve ser cuidadosamente observado e tratado. Uma vez que o cilostazol se liga intensamente às proteínas plasmáticas, é improvável que o mesmo seja eficientemente removido por hemodiálise ou diálise peritoneal. A DL50 oral do cilostazol é > 5,0 g/kg em camundongos e ratos e > 2,0 g/kg em cães.

Composição

Cada comprimido de 50 mg contém: cilostazol 50 mg
excipientes q.s.p. 1 comprimido (celulose microcristalina, amido de milho, povidona, dióxido de silício, croscarmelose sódica, estearato de magnésio).

Cada comprimido de 100 mg contém: cilostazol 100 mg
excipientes q.s.p. 1 comprimido (celulose microcristalina, amido de milho, povidona, dióxido de silício, croscarmelose sódica, estearato de magnésio).

Armazenamento

Onde como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Conservar em temperatura ambiente (entre 15oC e 30oC). Proteger da luz e umidade.

Prazo de validade: Desde que sejam observados os cuidados de armazenamento, VASOGARD (cilostazol) apresenta prazo de validade de 24 meses.

Não utilize o medicamento após o vencimento do prazo de validade.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Apresentação

Comprimidos com 50 e 100 mg. Embalagem com 30 e 60 unidades.

USO ORAL - USO ADULTO
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Interações Medicamentosas

Cuidados devem ser tomados quando cilostazol é co-administrado com inibidores da CYP3A4, como cetoconazol, eritromicina, omeprazol e diltiazem.

VASOGARD (cilostazol) pode ter interações farmacodinâmicas e farmacocinéticas com outros inibidores da função plaquetária devido ao efeito de outros fármacos no metabolismo do CYP3A4 ou CYP2C19. cilostazol não parece inibir o CYP3A4.

Aspirina: A curto prazo (≤ 4 dias), a coadministração de aspirina com cilostazol mostrou um aumento de 23-35% na inibição induzida do ADP na agregação plaquetária ex vivo, comparada à aspirina isoladamente. Não houve impacto clínico significativo no Tempo de Protrombina (TP), Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPA) ou no Tempo de Sangramento (TS) quando comparados à aspirina isoladamente. Não houve efeito aditivo ou sinérgico na agregação plaquetária induzida pelo ácido araquidônico. Os efeitos da co-administração a longo prazo na população em geral não são conhecidos. Em oito estudos clínicos randomizados, placebo-controlados, duplo-cegos, a aspirina foi co-administrada com cilostazol a 201 pacientes. A dose mais freqüente e a duração média da terapia com aspirina foram de 75-81 mg diariamente por 137 dias (107 pacientes) e 325 mg diariamente por 54 dias (85 pacientes). Não houve aumento aparente na incidência de eventos adversos relacionados a hemorragias em pacientes que receberam cilostazol e aspirina em comparação a pacientes que receberam placebo e dose equivalente de aspirina.

Clopidogrel: Não existem dados com respeito à eficácia ou segurança do uso concomitante de cilostazol e clopidogrel.

Varfarina: As isoenzimas do citocromo P-450 envolvidas no metabolismo da varfarina-R são CYP3A4, CYP1A2 e CYP2C19 e no metabolismo da varfarina-S, a isoenzima CYP2C9. O cilostazol não inibiu nem o metabolismo e nem o efeito farmacológico (TP, TTPA, TS ou agregação plaquetária) da varfarina- R ou -S após a administração de uma única dose de 25 mg de varfarina. O efeito da co-administração de múltiplas doses de varfarina e cilostazol na farmacocinética e na farmacodinâmica de ambos os fármacos ainda não é conhecido.

Omeprazol: A co-administração de omeprazol não afetou significativamente o metabolismo do cilostazol, mas a exposição sistêmica ao 3,4-diidro-cilostazol aumentou em 69%, provavelmente como resultado da potente inibição da CYP2C19 pelo omeprazol.

Eritromicina e outros antibióticos macrolídeos: A eritromicina é um inibidor moderadamente forte da CYP3A4. A co-administração de 500 mg de eritromicina a cada 8 horas com uma dose única de 100 mg de cilostazol aumenta a Cmáx do cilostazol em 47% e a área sobre a curva (AUC) em 73%.

A inibição do metabolismo do cilostazol pela eritromicina aumenta a AUC do 4’-trans-hidroxi- cilostasol em 141%. Outros antibióticos macrolídeos devem apresentar efeito similar ao da eritromicina.

Diltiazem: O diltiazem é um inibidor moderado da CYP3A4 e tem demonstrado aumentar a concentração plasmática do cilostazol em aproximadamente 53%. Pode haver um risco aumentado de eventos adversos com o cilostazol.

Quinidina: A administração concomitante de quinidina com uma dose única de 100 mg de cilostazol não alterou a farmacocinética do mesmo.

Inibidores potentes da CYP3A4: Inibidores potentes da CYP3A4, como o cetoconazol, o itraconazol, o fluconazol, o miconazol, a fluvoxamina, a fluoxetina, a nefazodona e a sertralina, não foram estudados em combinação com o cilostazol, mas é esperado que causem um maior aumento nos níveis plasmáticos de cilostazol e de seus metabólitos que o observado com a eritromicina.

Lovastatina: A co-administração de uma única dose de 80 mg de lovastatina com cilostazol não resultou em aumento clinicamente significante na concentração plasmática da lovastatina e de seus metabólitos hidroxiácidos.

Informações Legais

MS - 1.1213.0307
Farmacêutico Responsável: Alberto Jorge Garcia Guimarães - CRF-SP nº 12.449
Nº do lote, data de fabricação e validade: vide cartucho.

Biosintética Assistance: 0800-0151036
www.biosintetica.com.br

Laboratório

Biosintética farmacêutica Ltda.

Av. das Nações Unidas, 22.428
São Paulo - SP
CNPJ nº 53.162.095/0001-06
Indústria Brasileira

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