Ranitidina

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Bula do remédio genérico Ranitidina. Classe terapêutica dos Antiúlceroso. Princípios Ativos Cloridrato de Ranitidina.

Indicação

Para que serve Ranitidina?

Ranitidina é indicada para tratar úlcera no estômago ou no duodeno, tratar problemas causados pelo refluxo de ácido do estômago para o esôfago, e outros problemas como indigestão, dispepsia ou azia; tratar problemas causados pela produção de ácido em excesso no estômago.

Ranitidina também pode ser usada na prevenção de úlceras, quando provocadas por efeito colateral de outro medicamento, e sangramento da úlcera.

Em alguns casos seu médico pode prescrever cloridrato de ranitidina com antibióticos.

Apresentações da ranitidina:

Ranitidina 150 mg; Ranitidina 300 mg.

Ranitidina Injetável 25 mg/mL pode ser aplicado antes de uma anestesia, para prevenir problemas específicos que o ácido no estômago pode causar durante uma operação.

Uso adulto - Uso oral e injetável

Farmacocinética

Como funciona este medicamento?

Ranitidina reduz a quantidade de ácido produzida no seu estômago. Isto favorece a cicatrização da gastrite ou das úlceras pépticas do estômago e do duodeno, prevenindo também suas complicações.

Após alguns dias, você já deverá se sentir bem melhor. Mas não pare de usar o medicamento até o fim do tratamento determinado pelo seu médico, ou a dor e o desconforto podem voltar.

Posologia

Como usar Ranitidina?

Ranitidina 150 mg e Ranitidina 300 mg

  • A dose usual padrão para tratamento agudo da úlcera gástrica, úlcera duodenal ou esofagite de refluxo é de 150 mg duas vezes ao dia ou 300 mg à noite.

Em muitos casos de úlcera duodenal, úlcera gástrica benigna e úlcera pós-operatória, a cicatrização ocorre dentro de 4 semanas.

Naqueles pacientes em que a cicatrização não ocorre nas 4 primeiras semanas, a úlcera geralmente cicatrizará após mais 4 semanas de terapia.

No caso de úlceras que se desenvolvem durante a terapia com anti-inflamatórios não esteroides ou associadas ao uso continuado destas drogas, podem ser necessárias 8-12 semanas de tratamento.

  • Prevenção de úlceras duodenais associadas a drogas anti-inflamatórias não esteroides: 150 mg de ranitidina duas vezes ao dia podem ser administrados concomitantemente com estas drogas.
  • Úlcera duodenal: 300 mg duas vezes ao dia, durante 4 semanas, resulta em taxas de cicatrização maiores do que aquelas com ranitidina 150 mg duas vezes ao dia (ou 300 mg à noite durante 4 semanas).
  • Em pacientes fumantes que não conseguem evitar fumar durante o tratamento, uma dose de 300 mg à noite provê um benefício terapêutico adicional sobre o regime de dose de 150 mg.
  • No tratamento a longo prazo, a dose geralmente utilizada é de 150 mg à noite.
  • Úlcera pós-operatória: 150 mg, duas vezes ao dia.
  • Esofagite de refluxo severa: 150 mg, quatro vezes ao dia, durante 8 semanas, podendo estender-se até 12 semanas. Para tratamento a longo prazo da esofagite de refluxo, recomenda-se 150 mg duas vezes ao dia.
  • Síndrome de Zollinger-Ellison: 150 mg três vezes ao dia, inicialmente. Esta dose pode ser aumentada, se necessário. Doses de até 6 g por dia têm sido bem toleradas.
  • Dispepsia episódica crônica, a dose recomendada é de 150 mg, duas vezes ao dia, durante 6 semanas. Qualquer paciente que não responda ou que tenha recidiva logo após o tratamento, deve ser investigado.
  • Na profilaxia da hemorragia decorrente da úlcera de estresse: em pacientes gravemente enfermos ou na profilaxia de hemorragia recorrente em pacientes com sangramento decorrente de ulceração péptica, a dose de 150 mg por via oral duas vezes ao dia pode substituir a forma injetável logo que o paciente possa ingerir.
  • Profilaxia da Síndrome de Mendelson (pneumonite por broncoaspiração): 150 mg duas horas antes da anestesia e, preferivelmente, 150 mg na noite anterior.
  • Pacientes em trabalho de parto, 150 mg a cada 6 horas. Porém, se for necessário o uso de anestesia geral, recomenda-se que adicionalmente seja administrado um antiácido (ex.: citrato de sódio).
  • Na úlcera duodenal associada a infecção por H. pylori: 300 mg ao deitar (ou 150 mg duas vezes ao dia), podem ser administradas com 750 mg de amoxicilina oral, três vezes ao dia, e 500 mg de metronidazol, três vezes ao dia, por duas semanas. A terapia deve ser continuada por mais duas semanas apenas com cloridrato de ranitidina. Esse regime de doses reduz significativamente a recidiva de úlcera duodenal.
  • Insuficiência renal: poderá ocorrer acúmulo de ranitidina, como resultado de elevadas concentrações plasmáticas, em pacientes com insuficiência renal grave (clearance de creatinina abaixo de 50 mL/minuto). É recomendado que a dose diária de ranitidina nestes pacientes seja reduzida para 150 mg à noite durante quatro a oito semanas.
  • Pacientes sob diálise peritoneal crônica ambulatorial ou hemodiálise crônica devem ingerir uma dose de 150 mg de ranitidina, imediatamente após a diálise.

Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.

Ranitidina Injetável 25mg/mL

Pode ser administrado: através de injeção intravenosa lenta (durante 2 minutos) de 50 mg (1 ampola) diluídos para um volume de 20 mL, a cada 6-8 horas; por infusão intravenosa intermitente, na velocidade de 25 mg/h, durante 2 horas, repetida a intervalos de 6-8 horas; por injeção intramuscular de 50 mg (1 ampola), a cada 6-8 horas.

  • Hemorragia do trato gastrintestinal superior por úlcera de estresse em pacientes gravemente doentes, uma dose preventiva de 50 mg por injeção intravenosa lenta seguida por infusão contínua de 0,125-0,250 mg/kg/h é preferida.
  • Hemorragia por úlcera de estresse em pacientes críticos ou na profilaxia de hemorragia recorrente em pacientes com episódio de sangramento por ulceração péptica, cloridrato de ranitidina pode ser continuado até que seja reinstituída a alimentação oral.
  • Síndrome de Mendelson (pneumonite por bronco aspiração), administrar 50 mg, por injeção IM ou IV lenta, 45 a 60 minutos antes da indução da anestesia geral.
  • Paciente com insuficiência renal: ocorrerá acúmulo de ranitidina no organismo, com concentrações plasmáticas elevadas, como consequência, em pacientes com grave insuficiência renal (depuração de creatinina menor que 50mL/min). Recomenda-se que cloridrato de ranitidina seja administrado em doses fracionadas de 25 mg em tais pacientes.

Todas as soluções de cloridrato de ranitidina para uso intravenoso, preparadas com líquidos normalmente usados para este fim, devem ser descartadas depois de 24 horas

Efeitos Colaterais

Quais os males que pode me causar?

A maioria dos pacientes que usa ranitidina, não encontra problemas. Mas como ocorre com todo medicamento, algumas pessoas podem apresentar efeitos colaterais.

Se você apresentar algum dos sintomas abaixo logo após ter feito uso de cloridrato de ranitidina, pare o tratamento e procure seu médico imediatamente:

  • Respiração ofegante, dor e aperto no peito repentinos; inchaço das pálpebras, face, lábios, boca ou língua; erupções cutâneas ou fissuras na pele, em qualquer lugar do corpo; febre; sensação de fraqueza, especialmente ao ficar em pé.

Comunique seu médico o quanto antes, caso sinta qualquer dos sintomas:

  • Náusea e perda do apetite (pior do que o normal), ou icterícia (pele e olhos amarelados) isto pode ser devido a hepatite (inflamação do fígado); redução dos batimentos cardíacos, ou batimento irregular, vertigem, cansaço ou fraqueza; visão turva; reação na pele, ocasionalmente severa (placas vermelhas ou erupções); que da de cabelo; impotência; dor severa no estômago, ou mudança no tipo de dor que costuma sentir; diarreia; falta de ar e fadiga; infecções recorrentes; hematomas.

Avise seu médico na próxima consulta caso experimente algum dos efeitos:

  • Dor de cabeça; dores musculares ou nas juntas; problemas nos rins (sintomas que indicam isto são: mudança na quantidade de urina e sua cor, náusea, vômito, confusão, febre e erupções); sensação de depressão; alucinações; movimentos musculares anormais, ou tremor; se você é homem, crescimento ou alargamento do peito.

Se em algum momento você apresentar sintomas que não consiga entender, consulte seu médico ou farmacêutico.

Contraindicações

Quando não devo usar este medicamento?

Ranitidina é contraindicado a pessoas alérgicas a ranitidina ou aos outros componentes da fórmula do medicamento; se estiver grávida, pretendendo ficar grávida ou estiver amamentando; se tiver doença ou problema nos rins e em pacientes com uma rara doença chamada porfiria.

Este medicamento é contraindicado na faixa etária pediátrica.

Advertências e Precauções

O que devo saber antes de usar este medicamento?

O tratamento com um antagonista H2 da histamina pode mascarar sintomas relacionados a carcinoma gástrico e, deste modo, retardar o diagnóstico da afecção.

Por ser a ranitidina excretada por via renal, é de se admitir que os níveis plasmáticos aumentem ou se prolonguem diante de insuficiência renal grave. em vigência de insuficiência renal, recomenda-se ajuste posológico de acordo com o clearance.

O uso de doses maiores que as recomendadas de antagonistas H2 tem sido associado a elevação das enzimas hepáticas, quando o tratamento se estende por 5 dias ou mais. as taxas recomendadas para administração não devem ser excedidas.

O uso de ranitidina deve ser evitado em pacientes com história de porfiria aguda, visto que há raros relatos de crises de porfiria aguda precipitados pelo uso da ranitidina.

As doses recomendadas de ranitidina injetável não devem ser excedidas.

Bradicardia, associada à rápida administração deste medicamento, tem sido relatada raramente, usualmente em pacientes com fatores que predispõem distúrbios cardíacos.

Ranitidina na gravidez e amamentação: a ranitidina atravessa a barreira placentária e é secretada no leite materno. Como qualquer droga, o produto só deve ser usado durante a gravidez e amamentação caso seja essencialmente necessário.

Não deve ser utilizado durante a gravidez e a amamentação, exceto sob orientação médica.

Informe a seu médico ou cirurgião-dentista se ocorrer gravidez ou iniciar amamentação durante o uso deste medicamento.

Interações Medicamentosas

Se você estiver fazendo uso de medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais, juntamente com cloridrato de ranitidina, seu médico deverá supervisioná-lo regularmente. Especialmente os idosos, e aqueles com histórico de úlcera péptica.

Se você não tem certeza a respeito dos medicamentos que esteja usando, consulte seu médico ou farmacêutico.

O uso simultâneo com cetoconazol pode resultar na redução da absorção do cetoconazol. Os pacientes devem usar a ranitidina duas horas após o uso do cetoconazol.

Avise seu médico que você está fazendo uso de cloridrato de ranitidina caso vá fazer um exame de sangue, de urina, ou outros exames. O cloridrato de ranitidina pode alterar o resultado destes exames.

Superdosagem

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada?

Devido à elevada especificidade de ação da ranitidina, não é de se prever a ocorrência de problemas significativos no caso de eventual superdosagem com cloridrato de ranitidina.

Caso isto ocorra, procure socorro médico o mais rápido possível.

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Caso uma dose seja esquecida, tome-a o quanto antes, e prossiga com o horário normal das demais doses.

Composição

Ranitidina 150 mg

Cada comprimido revestido de 150 mg contém:

cloridrato de ranitidina (equivalente a 150 mg de ranitidina)..................168mg

Excipiente q.s.p..................................................................................1 comprimido

Excipientes: álcool etílico, dióxido de titânio, estearato de magnésio, croscarmelose sódica, povidona, celulose microcristalina, hipromelose/macrogol e dióxido de silício.

Ranitidina 300 mg

Cada comprimido revestido de 300 mg contém:

cloridrato de ranitidina (equivalente a 300 mg de ranitidina)..........................336 mg

Excipiente q.s.p..........................................................................................1 comprimido

Excipientes: álcool etílico, dióxido de titânio, estearato de magnésio, croscarmelose sódica, povidona, celulose microcristalina, hipromelose/macrogol e dióxido de silício.

Ranitidina Injetável 25mg/mL

Cada mLda solução injetável contém:

cloridrato de ranitidina (equivalente a 25mg de ranitidina)....................................28 mg

Veículo q.s.p.............................................................................................................1mL

Excipientes: água para injeção, fenol, fosfato de sódio dibásico e fosfato de potássio monobásico.

Apresentação:

  • Ranitidina Comprimido Revestido 150 mg: Embalagens contendo 10, 20, 30, 50, 100, 200, 300 e 500 comprimidos.
  • Ranitidina Comprimido Revestido 300 mg: Embalagens contendo 8, 10, 16, 20, 32, 40, 80, 100, 120, 200, 240, 300 e 320 comprimidos.
  • Ranitidina Solução injetável 25 mg/mL: Embalagens contendo 1, 5, 50, 100, 120 e 150 ampolas com 2 mL.

Armazenamento

Onde como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Durante o consumo este produto deve ser mantido no cartucho de cartolina, conservado em temperatura ambiente (15 a 30°C).

Proteger da luz e umidade.

Aspecto físico:

  • Ranitidina Comprimido 150 mg: Comprimido revestido circular de cor branca a creme.
  • Ranitidina Comprimido 300 mg: Comprimido revestido circular de cor branca a creme.
  • Ranitidina Injetável 25 mg/mL: Solução límpida levemente amarelada a amarela

Laboratório

Teuto Brasileiro S.A.

SAC: 0800 621 800

Dizeres Legais

Ranitidina Comprimido 150 mg e Ranitidina Comprimido 300 mg: M.S. nº 1.0370.0449
Ranitidina Injetável 2 5 mg/mL M.S. nº 1.0370.0385
Farm. Resp.: Andreia Cavalcante Silva CRF-GO nº 2.659

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