Neurontin

Bula do medicamento Neurontin. Classe terapêutica dos Antiepilepticos. Princípio ativo Gabapentina. venda sob prescrição médica. só pode ser vendido com retenção da.

Indicações de Neurontin

Epilepsia
Neurontin® (gabapentina) é indicado como monoterapia no tratamento de crises parciais
com ou sem generalização secundária, em adultos e em crianças acima de 12 anos de
idade. A segurança e eficácia da monoterapia em crianças menores de 12 anos de idade
não foram estabelecida s (vide "Posologia - Pacientes Adultos e Pediátricos Acima de 12
Anos de Idade").

Neurontin® também é indicado como terapêutica adjuvante no tratamento de crises
parciais com ou sem generalização secundária em adultos e em crianças acima de 12
anos de idade.

Dor Neuropática
Neurontin® é indicado para o tratamento da dor neuropática em adultos de 18 anos ou
mais. A segurança e eficácia em pacientes abaixo de 18 anos não foram estabelecidas.

Efeitos Colaterais de Neurontin

EPILEPSIA
A segurança de NeurontinÒ (gabapentina) foi avaliada em mais de 2000 indivíduos e em
pacientes participantes de estudos de terapêutica de associação. O fármaco foi bem
tolerado. Deste total, 543 pacientes participaram de estudos clínicos con trolados. Como o
NeurontinÒ foi freqüentemente administrado em associação com outros fármacos
antiepilépticos, não foi possível determinar qual(is) fármaco(s) foi(ram) responsável(is)
pelos eventos adversos.

NeurontinÒ também foi avaliado como monoterapia em mais de 600 pacientes. Os
eventos adversos observados foram geralmente de intensidade leve a moderada.

Incidência em Estudos Clínicos Controlados da Terapêutica de Associação
A Tabela 2 lista os sinais e sintomas que surgiram com o tratamento, em pelo menos 1%
dos pacientes com crises parciais, que participaram de estudos placebo -controlados
como terapêutica de associação. Nestes estudos, tanto a gabapentina quanto o placebo
foram administrados a pacientes recebendo outros fármacos antiepilépticos. Os eventos
adversos mais freqüentemente relatados foram considerados de intensidade leve a
moderada.

TABELA 2
Resumo dos Sinais e Sintomas que Surgiram com o Tratamento em = 1% dos
Pacientes Tratados com Gabapentina em Estudos Placebo-Controlados na
Terapia de Associação
COSTART
Sistema/ Eventos Adversos a (EA) Gabapentina a Placebo a
(N = 543) (N = 378)
nº de pacientes % nº de pacientes %
Geral
Dor abdominal 10 1,8 9 2,4
Dor lombar 10 1,8 2 0,5
Fadiga 60 11,0 19 5,0
Febre 7 1,3 5 1,3
Cefaléia 44 8,1 34 9,0
Infecção Viral 7 1,3 8 2,1
Cardiovascular
Vasodilatação 6 1,1 1 0,3
Digestivo
Constipação 8 1,5 3 0,8
Anorma lidades dentárias 8 1,5 1 0,3
Diarréia 7 1,3 8 2,1
Dispepsia 12 2,2 2 0,5
Aumento do apetite 6 1,1 3 0,8
Boca ou garganta seca 9 1,7 2 0,5
Náusea e/ou vômito 33 6,1 27 7,1
Hematológico e Linfático
Leucopenia 6 1,1 2 0,5
Diminuição da contagem de
glóbulos brancos 6 1,1 2 0,5
Metabólico e Nutricional
Edema periférico 9 1,7 2 0,5
Ganho de peso 16 2,9 6 1,6
Músculo-esquelético
Fratura 6 1,1 3 0,8
Mialgia 11 2,0 7 1,9
Nervoso
Amnésia 12 2,2 0 0,0
Ataxia 68 12,5 21 5,6
Confusão 9 1,7 7 1,9
Coordenação anormal 6 1,1 1 0,3
Depressão 10 1,8 7 1,8
Tontura 93 17,1 26 6,9
Disartria 13 2,4 2 0,5
Instabilidade emocional 6 1,1 5 1,3
Insônia 6 1,1 7 1,9
Nervosismo 13 2,4 7 1,9
Nistagmo 45 8,3 15 4,0
Sonolência 105 19,3 33 8,7
Pensamento anormal 9 1,7 5 1,3
Tremor 37 6,8 12 3,2
Abalos musculares 7 1,3 2 0,5
Respiratório
Tosse 10 1,8 5 1,3
Faringite 15 2,8 6 1,6
Rinite 22 4,1 14 3,7
Pele e Apêndices
Escoriação 7 1,3 0 0,0
Acne 6 1,1 5 1,3
Prurido 7 1,3 2 0,5
Rash 8 1,5 6 1,6
Sentidos Especiais
Ambliopia 23 4,2 4 1,1
Diplopia 32 5,9 7 1,9
Urogenital
Impotência 8 1,5 4 1,1
a : inclui tratamento concomitante com fármacos antiepilépticos
Outros Eventos Adversos Observados Durante Todos os Estudos Clínicos
Terapêutica de Associação
São resumidos a seguir os eventos que ocorreram em pelo menos 1% dos participantes
do estudo com epilepsia, que receberam gabapentina em terapêutica de associação em
qualquer estudo clínico e que não foram descritos no item anterior, como sinais e
sintomas que freqüentemente ocorreram durante os estudos placebo-controlados.

Geral: astenia, mal-estar, edema facial.

Sistema Cardiovascular: hipertensão.

Sistema Digestivo: flatulência, anorexia, gengivite.

Sistema Sangüíneo e Linfático: púrpura mais freqüentemente descrita como
contusões resultantes de trauma.

Sistema Músculo -esquelético: artralgia.

Sistema Nervoso: vertigem, hipercinesia, aumento, diminuição ou abolição de
reflexos, parestesia, ansiedade, hostilidade.

Sistema Respiratório: pneumonia.

Sistema U rogenital: infecção do trato urinário.

Sentidos Especiais: visão anormal, mais freqüentemente descrita como um distúrbio
da visão.

Monoterapia
Não foram relatados eventos adversos inesperados ou novos durante os estudos clínicos
em monoterapia. Tonturas, ataxia, sonolência, parestesia e nistagmo correlacionaram-se
à dose ao se comparar 300 com 3600 mg/dia.

Uso em Pacientes Idosos
Cinqüenta e nove indivíduos de 65 anos de idade ou mais, receberam gabapentina em
estudos clínicos pré-comercialização. Os efeitos colaterais nestes pacientes não foram
diferentes dos relatados em indivíduos mais jovens. Para pacientes com função renal
comprometida, a dose deve ser ajustada (vide "Posologia").

Interrupção do Tratamento Devido a Eventos Adversos
Terapêutica de Associação
Aproximadamente 7% dos mais de 2000 voluntários sadios e pacientes com epilepsia,
espasticidade ou enxaqueca, que receberam gabapentina em estudos clínicos,
descontinuaram o tratamento devido a eventos adversos.

Em todos os estudos clínicos, os eventos que ocorreram mais freqüentemente e que
contribuíram para a descontinuação do tratamento com a gabapentina incluíram
sonolência, ataxia, tontura, fadiga, náusea e/ou vômito. Quase todos os participantes
tiveram queixas múltiplas e nenhuma delas pôde ser caracterizada como primária.

Monoterapia
Em estudos anteriores à comercialização, aproximadamente 8% dos 659 pacientes que
receberam gabapentina como monoterapia ou passaram para a monoterapia,
descontinuaram o tratamento devido a um evento adverso. Os eventos adversos mais
comumente associados com a descontinuação foram tontura, nervosismo, ganho de
peso, náusea e/ou vômito e sonolência.

DOR NEUROPÁTICA
TABELA 3
Resumo dos Sinais e Sintomas que Surgiram com o Tratamento em ³ 1% de
Pacientes Tratados com Gabapentina em Estudos de Dor Neuropática Placebo-
Controlados
COSTART
Sistema / Eventos Adversos Gabapentina Placebo
(N = 821) (N = 537)
nº de pacientes % nº de pacientes.....%
Geral
Dor abdominal 23 2,8 17 3,2
Lesão acidenta l 32 3,9 17 3,2
Astenia 41 5,0 25 4,7
Dor lombar 19 2,3 8 1,5
Sintomas de gripe 21 2,6 14 2,6
Cefaléia 45 5,5 33 6,1
Infecção 38 4,6 40 7,4
Dor 30 3,7 36 6,7
Digestivo
Constipação 19 2,3 9 1,7
Diarréia 46 5,6 24 4,5
Boca seca 27 3,3 5 0,9
Dispepsia 16 1,9 10 1,9
Flatulência 14 1,7 6 1,1
Náusea 45 5,5 29 5,4
Vômito 16 1,9 13 2,4
Metabólico e Nutricional
Edema periférico 44 5,4 14 2,6
Ganho de peso 14 1,7 0 0,0
Nervoso
Alteração da marcha 9 1,1 0 0,0
Amnésia 15 1,8 3 0,6
Ataxia 19 2,3 0 0,0
Confusão 15 1,8 5 0,9
Tontura 173 21,1 35 6,5
Hipestesia 11 1,3 3 0,6
Sonolência 132 16,1 27 5,0
Pensamento anormal 12 1,5 0 0,0
Tremor 9 1,1 6 1,1
Vertigem 8 1,0 2 0,4
Respiratório
Dispnéia 9 1,1 3 0,6
Faringite 15 1,8 7 1,3
Pele e Apêndices
Rash 14 1,7 4 0,7
Sentidos Especiais
Ambliopia 15 1,8 2 0,4

Como Usar (Posologia)

Geral
Neurontin® (gabapentina) é administrado por via oral, podendo ser ingerido com ou sem
alimentos.

Quando por julgamento clínico houver a necessidade de redução de dose,
descontinuação ou substituição por um fármaco alternativo, isto deve ser feito
gradualmente, durante no mínimo uma semana.

Epilepsia
Adultos e Pacientes Pediátricos Acima de 12 anos de idade
Em estudos clínicos, a faixa de dose eficaz foi de 900 a 3600 mg/dia. O tratamento pode
ser iniciado com a administração de 300 mg, 3 vezes ao dia no 1º dia, ou ajustando -se a
dose conforme descrito na Tabela 4.Após isso, a dose pode ser aumentada em três
doses igualmente divididas até um máximo de 3600 mg diários. Doses de até 4800
mg/dia foram bem toleradas em estudos clínicos abertos, a longo prazo. O intervalo
máximo entre as doses no esquema de três tomadas diárias, não deve ultrapassar 12
horas para prevenir a reincidência de convulsões.

TABELA 4
Esquema de Dosagem - Titulação Inicial
Dose Dia 1 Dia 2 Dia 3
900 mg 300 mg (1 vez ao dia) 300 mg (2 vezes ao dia) 300 mg (3 vezes ao dia)
Dor Neuropática
Adultos
A dose inicial é de 900 mg/dia administrada em 3 dose s igualmente divididas, e
aumentada se necessário com base na resposta até uma dose máxima de 3600 mg/dia.

O tratamento deve ser iniciado titulando-se a dose conforme descrito na Tabela 4.

Ajuste de Dose na Insuficiência Renal em Pacientes com Dor Neuropática ou
Epilepsia
O ajuste da dose é recomendado em pacientes com comprometimento de função renal
conforme descrito na Tabela 5 e/ou a pacientes em hemodiálise .

TABELA 5
Doses de gabapentina baseadas na função renal de adultos
Função Renal Dose Diária Total a
Clearance da creatinina (mL/min) (mg/dia)
> ou = 80 900 - 3600
50 - 79 600 - 1800
30 - 49 300 - 900
15 - 29 150b - 600
< 15 150b - 300
aA dose diária total deve ser administrada conforme uma posologia de 3 vezes ao dia. As doses usadas para
tratar os pacientes com função renal normal (clearance da creatinina > 80 mL/min) varia de 900 a 3600
mg/dia. As doses são reduzidas em pacientes com insuficiência renal clearance da creatinina < 79 mL/min).

bdeve ser administrado como 300 mg em dias alternados.

Ajuste de Dose em Pacientes Idosos
As mesmas doses recomendadas para adultos, tanto para epilepsia como para dor
neuropática, podem ser administradas em pacientes idosos. Para pacientes com função
renal comprometida, a dose deve ser ajustada conforme a Tabela 5.

Ajuste de Dose em Pacientes sob Hemodiálise
Para os pacientes submetidos a hemodiálise que nunca receberam NeurontinÒ, é
recomendada uma dose adicional de 300 a 400 mg, e posteriormente doses de 200 a 300
mg de NeurontinÒ após cada 4 horas de hemodiálise.

Contra-Indicações de Neurontin

Neurontin® (gabapentina) é contra-indicado a pacientes com hipersensibilidade à
gabapentina ou a outros componentes do medicamento.

Modo de Uso (Posologia) de Neurontin

Geral
Neurontin® (gabapentina) é administrado por via oral, podendo ser ingerido com ou sem
alimentos.

Quando por julgamento clínico houver a necessidade de redução de dose,
descontinuação ou substituição por um fármaco alternativo, isto deve ser feito
gradualmente, durante no mínimo uma semana.

Epilepsia
Adultos e Pacientes Pediátricos Acima de 12 anos de idade
Em estudos clínicos, a faixa de dose eficaz foi de 900 a 3600 mg/dia. O tratamento pode
ser iniciado com a administração de 300 mg, 3 vezes ao dia no 1º dia, ou ajustando -se a
dose conforme descrito na Tabela 4.Após isso, a dose pode ser aumentada em três
doses igualmente divididas até um máximo de 3600 mg diários. Doses de até 4800
mg/dia foram bem toleradas em estudos clínicos abertos, a longo prazo. O intervalo
máximo entre as doses no esquema de três tomadas diárias, não deve ultrapassar 12
horas para prevenir a reincidência de convulsões.

TABELA 4
Esquema de Dosagem - Titulação Inicial
Dose Dia 1 Dia 2 Dia 3
900 mg 300 mg (1 vez ao dia) 300 mg (2 vezes ao dia) 300 mg (3 vezes ao dia)
Dor Neuropática
Adultos
A dose inicial é de 900 mg/dia administrada em 3 dose s igualmente divididas, e
aumentada se necessário com base na resposta até uma dose máxima de 3600 mg/dia.

O tratamento deve ser iniciado titulando-se a dose conforme descrito na Tabela 4.

Ajuste de Dose na Insuficiência Renal em Pacientes com Dor Neuropática ou
Epilepsia
O ajuste da dose é recomendado em pacientes com comprometimento de função renal
conforme descrito na Tabela 5 e/ou a pacientes em hemodiálise .

TABELA 5
Doses de gabapentina baseadas na função renal de adultos
Função Renal Dose Diária Total a
Clearance da creatinina (mL/min) (mg/dia)
> ou = 80 900 - 3600
50 - 79 600 - 1800
30 - 49 300 - 900
15 - 29 150b - 600
< 15 150b - 300
aA dose diária total deve ser administrada conforme uma posologia de 3 vezes ao dia. As doses usadas para
tratar os pacientes com função renal normal (clearance da creatinina > 80 mL/min) varia de 900 a 3600
mg/dia. As doses são reduzidas em pacientes com insuficiência renal clearance da creatinina < 79 mL/min).

bdeve ser administrado como 300 mg em dias alternados.

Ajuste de Dose em Pacientes Idosos
As mesmas doses recomendadas para adultos, tanto para epilepsia como para dor
neuropática, podem ser administradas em pacientes idosos. Para pacientes com função
renal comprometida, a dose deve ser ajustada conforme a Tabela 5.

Ajuste de Dose em Pacientes sob Hemodiálise
Para os pacientes submetidos a hemodiálise que nunca receberam NeurontinÒ, é
recomendada uma dose adicional de 300 a 400 mg, e posteriormente doses de 200 a 300
mg de NeurontinÒ após cada 4 horas de hemodiálise.

Advertências e Precauções

GERAIS
Embora não haja evidência de crises de rebote com a gabapentina, a suspensão abrupta
de anticonvulsivantes em pacientes epilépticos pode precipitar o estado de mal epiléptico.

Quando por julgamento clínico houver a necessidade de redução de dose,
descontinuação ou substituição por um fármaco anticonvulsivante alternativo, isto deve
ser feito gradualmente, durante no mínimo uma semana.

Neurontin® (gabapentina) geralmente não é considerado eficaz no tratamento de crises
de ausência.

Não se deve ultrapassar o intervalo de 12 horas entre as doses de Neurontin® para
prevenir a reincidência de convulsões.

USO DURANTE A GRAVIDEZ E LACTAÇÃO
Uso Durante a Gravidez
Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Devido aos
estudos de reprodução em animais nem sempre serem um indicativo da resposta em
humanos, Neurontin ® deve ser utilizado durante a gravidez apenas se o potencial
benefício para a paciente justificar o potencial risco para o feto (vide "Dados de
Segurança Pré-Clínicos - Teratogênese").

Uso Durante a Lactação
A gabapentina é excretada no leite materno. Devido ao efeito no lactente ser
desconhecido, deve-se ter cuidado ao administrar Neurontin® em lactantes. Neurontin®
deve ser utilizado em lactantes apenas se os benefícios superarem os riscos.

USO EM PACIENTES PEDIÁTRICOS
Epilepsia
Não foram estabelecidas a segurança e a eficácia da monoterapia em crianças menores
de 12 anos (vide "Posologia").

Dor Neuropática
Não foram estabelecidas a segurança e a eficácia em pacientes menores de 18 anos.

EFEITOS NA HABILIDADE DE DIRIGIR E OPERAR MÁQUNAS
O paciente deve ser aconselhado a não dirigir nem operar máquinas potencialmente
perigosas até que se saiba que este medicamento não afeta as suas habilidades para
realizar estas atividades.

Composição

Cada cápsula de 300 mg e 400 mg contém o equivalente a 300 mg e 400 mg de
gabapentina, respectivamente.

Excipientes (q.s.p. 1 cápsula): lactose, amido de milho e talco.

Cada comprimido revestido de 600 mg contém o equivalente a 600 mg de gabapentina.

Excipientes (q.s.p. 1 comprimido): poloxamer 407, copolividona, amido de milho,
estearato de magnésio, opadry branco (YS-1-18111), cera de candelila, tinta para
impressão preta (S-1-8109), nitrogênio a, água purificada a, álcool n-butílicoa e talco.

a = removido durante o processo, não fazendo parte do produto final.

PARTE II

Dados de Segurança Pré-clínicos

Carcinogênese
A gabapentina foi administrada na dieta a camundongos, nas doses de 200, 600 e 2000
mg/kg/dia e a ratos, nas doses de 250, 1000 e 2000 mg/kg/dia, durante dois anos. Um
aumento estatisticamente significativo na incidência de tumores de células acinares
pancreáticas foi observado somente em ratos machos que receberam a dose mais
elevada. Os picos das concentrações plasmáticas do fármaco em ratos, com a dose de
2000 mg/kg/dia, são 10 vezes maiores que as concentrações plasmáticas em humanos
que receberam a dose de 3600 mg/dia. Os tumores de células acinares pancreáticas em
ratos machos foram de baixo grau de malignidade, não afetaram a sobrevida, não
ocorreram metástases ou invasão de tecidos vizinhos, e foram semelhantes aos
observados nos animais controles. Não está clara a relevância destes tumores de células
acinares pancreáticas de ratos machos ao risco carcinogênico em humanos.

Mutagênese
A gabapentina não demonstrou potencial genotóxico. Não se mostrou mutagênica in vitro,
em testes padrões empregando células de mamíferos ou bacterianas. A gabapentina não
induziu abe rrações estruturais dos cromossomos em células de mamíferos in vitro ou in
vivo e não induziu a formação de micronúcleos na medula óssea de hamsters.

Alterações da Fertilidade
Não foram observados efeitos adversos sobre a fertilidade ou sobre a reprodução em
ratos, em doses de até 2000 mg/kg (aproximadamente 5 vezes a dose humana diária
máxima em uma base de mg/m2).

Teratogênese
Comparando-se aos controles, a gabapentina não aumentou a incidência de
malformações na prole de camundongos, ratos ou coelhos em doses de até 50, 30 e 25
vezes, respectivamente, a dose humana diária de 3600 mg (quatro, cinco ou oito vezes,
respectivamente, a dose diária humana numa base em mg/m2).

A gabapentina induziu ossificação tardia do crânio, das vértebras, e das patas dianteiras
e traseiras de roedores, indicando um atraso do crescimento fetal. Estes efeitos
ocorreram quando fêmeas prenhas de camundongo receberam doses orais de 1000 ou
de 3000 mg/kg/dia durante a organogênese e em ratas nas quais foram administradas
doses de 500, 1000, ou 2000 mg/kg antes e durante o acasalamento e durante toda a
gestação. Estas doses são de aproximadamente 1 a 5 vezes a dose recomendada para
humanos de 3600 mg em uma base de mg/m2.

Não foram observados efeitos em fêmeas prenhas de camundongo que receberam 500
mg/kg/dia (aproximadamente metade da dose diária humana em uma base de mg/m2).

Foi observado um aumento na incidência de hidroureter e/ou hidronefrose em ratas que
receberam 2000 mg/kg/dia em um estudo de reprodução geral e de fertilidade, 1500
mg/kg/dia em um estudo de teratogênese, e 500, 1000 e 2000 mg/kg/dia em um estudo
peri e pós-natal. A significância destes achados é desconhecida, mas foi associada ao
retardo no desenvolvimento. Estas doses também são aproximadamente 1 a 5 vezes a
dose humana de 3600 mg em uma base de mg/m2.

Em um estudo de teratogênese em coelhos, observou-se um aumento na incidência de
perda fetal pós-implantação, em doses de 60, 300 e 1500 mg/kg/dia durante a
organogênese. Estas doses são aproximadamente ¼ a 8 vezes a dose diária humana de
3600 mg em uma base de mg/m2.

Exames Laboratoriais

Foram relatados resultados fa lso-positivos no teste Ames N-Multistix SG ®, quando a gabapentina foi associada a outros fármacos anticonvulsivantes. Para se determinar a proteinúria, recomenda -se o procedimento mais específico de precipitação do ácido
sulfossalicílico.

Experiência Pós-comercialização

Foram relatadas mortes súbitas inexplicadas onde a relação causal com tratamento com
NeurontinÒ não foi estabelecida. Os eventos adversos adicionais relatados póscomercialização
incluem insuficiência renal aguda; reação alérgica incluindo urticária,
alopecia, angioedema; oscilações nos níveis de glicemia em pacientes diabéticos; dor no
peito; elevação nos testes de função hepática; eritema multiforme; alucinações; distúrbios
de movimento tais como coreoatetose, discinesia e distonia; palpitação; pancreatite,
síndrome de Stevens-Johnson; trombocitopenia; tinido e incontinência urinária.

Também foram relatados eventos adversos após a descontinuação abrupta de
gabapentina. Os eventos mais freqüentemente relatados foram ansiedade, insônia,
náusea, dor e sudorese.

Formas Farmacêuticas e Apresentações

Neurontin® 300 mg em embalagens contendo 10 e 30 cápsulas.

Neurontin® 400 mg em embalagem contendo 30 cá psulas.

Neurontin® 600 mg embalagem contendo 27 comprimidos revestidos.

USO ADULTO

Identificação do Produto

Nome: Neurontin®
Nome genérico: gabapentina

Informações ao Paciente

Neurontin® (gabapentina) é indicado como monoterapia no tratamento de crises
parciais com ou sem generalização secundária, em adultos e em crianças maiores
de 12 anos; como terapêutica adjuvante no tratamento de crises parciais com ou
sem generalização secundária em adultos e em crianças maiores de 12 anos;
também é indicado para o tratamento da dor neuropática em adultos de 18 anos ou
mais.

Neurontin® deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC),
protegido da luz e umidade.

O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto. Não use
medicamento com o prazo de validade vencido, pois pode trazer prejuízos à sua
saúde.

Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após
seu término. Informe seu médico se está amamentando. A gabapentina é excretada
no leite ma terno e seu efeito nos lactentes ainda não é conhecido.

Se estiver planejando uma gravidez seu médico deve ser informado.

Neurontin® deve ser tomado apenas sob supervisão médica. Siga a orientação de
seu médico respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Informe o seu médico sobre qualquer medicamento, sob prescrição médica ou de
venda livre, que esteja utilizando antes do início ou durante o tratamento com
Neurontin®. Informe seu médico se você estiver tomando ou planejando tomar
bebidas álcoolicas ou consumindo drogas durante o tratamento com Neurontin®.

Este medicamento pode ser ingerido com ou sem alimentos, uma vez que os
alimentos não alteram a sua ação.

A gabapentina geralmente é bem tolerada, no entanto, informe seu médico
imediatamente sobre qualquer reação desagradável que venha a ocorrer durante o
tratamento. As reações adversas mais freqüentemente observadas foram:
sonolência, tontura, fadiga (cansaço), dor de cabeça, tremor, incoordenação dos
movimentos musculares, indigestão gástrica, nervosismo, rinite, astenia (fraqueza),
nistagmo (oscilação rítmica do globo ocular), diplopia (visão dupla), náusea e
vômito entre outras reações menos freqüentes que foram relatadas nos estudos
clínicos conforme pode ser observado no item "Reações Adversas".

Neurontin® não deve ser usado por pacientes com hipersensibilidade à
gabapentina ou a outros componentes do medicamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico. Embora não haja
evidência de crises epilépticas recorrentes com a gabapentina, a suspensão
abrupta de Neurontin® pode levar a um estado de mal epiléptico. Quando o médico
julgar necessário realizar redução de dose, descontinuação ou substituição por
medicação anticonvulsivante alternativa, isto deve ser feito gradualmente durante,
no mínimo, uma semana.

Neurontin® geralmente não é considerado efetivo no tratamento de crises de
ausência.

Não se deve ultrapassar 12 horas entre as doses de Neurontin® para prevenir a
reincidência de convulsões.

Não dirija automóveis e não opere máquinas perigosas até que você saiba que este
medicamento não afeta suas habilidades para realizar estas atividades.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER
PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.

PARTE III

Interações Medicamentosas

Não foram observadas interações entre a gabapentina e o fenobarbital, a fenitoína, o
ácido valpróico ou a carbamazepina. Os perfis farmacocinéticos da gabapentina no
estado de equilíbrio, são similares para indivíduos sadios e para pacientes epilépticos
recebendo estes medicamentos antiepilépticos.

A co-administração de NeurontinÒ (gabapentina) com contraceptivos orais, contendo
noretindrona e/ou etinilestradiol, não influencia a farmacocinética no estado de equilíbrio
de qualquer dos componentes.

A co-administração de NeurontinÒ com antiácidos contendo alumínio e magnésio reduz a
biodisponibilidade da gabapentina em cerca de 20%. Recomenda-se que NeurontinÒ
seja administrado duas horas após a administração de antiácidos.

A excreção renal d a gabapentina não é alterada pela probenecida.

Uma leve redução na excreção renal de gabapentina que é observada quando este
fármaco é co-administrado com cimetidina parece não ter importância clínica.

Mecanismo de Ação

A gabapentina está estruturalmente relacionada ao neurotransmissor GABA (ácido gamaaminobutírico
), mas o seu mecanismo de ação difere de vários outros fármacos, que
interagem com as sinapses GABA, incluindo o valproato, os barbitúricos, os
benzodiazepínicos, os inibidores da GABA transaminase, os inibidores de recaptação do
GABA, os agonistas do GABA e os pró-fármacos do GABA. Estudos in vitro com
gabapentina marcada com radioisótopos caracterizaram um novo sítio de ligação
peptídica nos tecidos cerebrais do rato incluindo neocórtex e hipocampo, que pode estar
relacionado à atividade anticonvulsivante da gabapentina e dos seus derivados
estruturais. Entretanto, a identificação e a função deste sítio de ligação da gabapentina
ainda devem ser elucidadas.

A gabapentina, em concentrações clínicas relevantes, não se liga a receptores cerebrais
de outros neurotransmissores ou de outros fármacos comuns, incluindo receptores de
GABAA, GABAB, benzodiazepínicos, glutamato, glicina ou N-metil-d-aspartato.

A gabapentina não interage com os canais de sódio in vitro e, portanto, difere da fenitoína
e da carbamazepina. A gabapentina reduz parcialmente as respostas ao agonista do
glutamato (o N-metil-d-aspartato (NMDA)), em alguns sistemas de testes in vitro, mas
somente em concentrações maiores que 100 mM, que não são alcançadas in vivo. A
gabapentina reduz levemente a liberação de neurotransmissores monoaminérgicos in
vitro . A administração da gabapentina em ratos aumenta o turnover do GABA em várias
regiões do cérebro, de modo semelhante ao valproato de sódio, embora em diferentes
regiões cerebrais. A relevância destas várias ações da gabapentina nos efeitos
anticonvulsivantes ainda não foi estabelecida. Em animais, a gabapentina penetra
rapidamente no cérebro e previne crises epilépticas por eletrochoque máximo, por
convulsivantes químicos incluindo inibidores da síntese do GABA e em modelos
genéticos de convulsões.

Propriedades Farmacocinéticas

A biodisponibilidade da gabapentina não é proporcional à dose. Isto é, quando a dose
aumenta, a biodisponibilidade diminui. Os picos de concentração plasmática de
gabapentina são observados de 2 a 3 horas após a administração oral. A
biodisponibilidade absoluta de gabapentina cápsula é de aproximadamente 60%. A
alimentação, incluindo dietas ricas em gorduras, não tem efeito sobre a farmacocinética
da gabapentina.

A elimina ção da gabapentina plasmática é melhor descrita pela farmacocinética linear. A
meia-vida de eliminação da gabapentina independe da dose é, em média, 5 a 7 horas.

A farmacocinética da gabapentina não é afetada por administrações múltiplas e as
concentrações plasmáticas no estado de equilíbrio são previsíveis a partir dos dados de
dose única. Embora as concentrações plasmáticas da gabapentina nos ensaios clínicos
tenham estado geralmente entre 2 mg/mL e 20 mg/mL, tais concentrações não permitem
prever a segurança ou a eficácia. As concentrações plasmáticas de gabapentina são
proporcionais às doses de 300 mg ou de 400 mg, administradas a cada 8 horas. Os
parâmetros farmacocinéticos estão descritos na Tabela 1.

TABELA 1
Resumo dos parâmetros farmacocinéticos médios (% DP) da gabapentina, no
estado de equilíbrio, após administração a cada 8 horas
Parâmetro Farmacocinético 300 mg 400 mg
(N = 7) (N = 11)
Cmáx (mg/mL) 4,02 (24) 5,50 (21)
tmáx (h) 2,7 (18) 2,1 (47)
t1/2 (h) 5,2 (12) 6,1 ND
AUC (0-¥) (mg.h/mL) 24,8 (24) 33,3 (20)
Ae% (%) NA NA 63,6 (14)
ND = Não determinado
NA = Não disponível
Ae% = porcentagem de gabapentina inalterada que é excretada pela urina
A gabapentina não se liga às proteínas plasmáticas e possui um volume de distribuição
equivalente a 57,7 litros. Em pacientes com epilepsia, as concentrações de gabapentina
no liquor são correspondentes a aproximadamente 20% da concentração plasmática no
estado de equilíbrio. A gabapentina é eliminada exclusivamente por excreção renal. Não
há evidência de metabolismo em seres humanos. A gabapentina não induz as enzimas
oxidases hepáticas de função mista, responsáveis pelo metabolismo dos fármacos.

Em pacientes idosos e em pacientes com insuficiência renal, o clearance plasmático da
gabapentina é reduzido. A constante da taxa de eliminação, o clearance plasmático e o
clearance renal da gabapentina são diretamente proporcionais ao clearance da
creatinina.

A gabapentina é removida do plasma por hemodiálise. Recomenda-se um ajuste da dose
em pacientes com função renal comprometida ou em hemodiálise (vide "Posologia",
Tabela 5).

Superdosagem

Não foi observada toxicidade aguda com risco de vida com superdoses de gabapentina
De até 49 gramas. os sintomas da superdosagem incluíram tontura, visão dupla, fala
Empastada, sonolência, letargia e diarréia leve. todos os pacientes se recuperaram
Totalmente com terapêutica de suporte. a redução da absorção de gabapentina em doses
Maiores pode limitar a absorção do fármaco quando superdoses são ingeridas e,
Conseqüentemente, minimizar a toxicidade causada por superdoses.

Embora a gabapentina possa ser removida por hemodiálise, baseado em experiência
Prévia, este procedimento geralmente não é necessário. entretanto, em pacientes com
Insuficiência renal grave, a hemodiálise pode ser indicada.

Não foi identificada uma dose letal oral de gabapentina em camundongos e ratos, que
Receberam doses de até 8000 mg/kg. nos animais, os sinais de toxicidade aguda
Incluíram ataxia, dificuldade respiratória, ptose, hipoatividade ou excitação.

Parte iv
"atenção: este produto é um novo medicamento e embora as
Pesquisas tenham indicado eficácia e segurança, quando
Corretamente indicado, podem ocorrer reações adversas
Imprevisíveis, ainda não descritas ou conhecidas. em caso de
Suspeita de reação adversa o médico responsável deve ser
Notificado".

Laboratório

LABORATÓRIOS PFIZER LTDA.

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Etoxin, Lamitor, Neurium

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