Methergin

Bula de Methergin

Bula do remédio Methergin. Classe terapêutica dos Ocitocitos. Princípios Ativos Maleato de Metilergometrina. Venda sob prescrição médica.

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Indicação

Para quê serve Methergin?

Controle ativo do terceiro estágio do trabalho de parto (com a finalidade de promover a separação da placenta e reduzir a perda de sangue).

Tratamento da atonia/hemorragia uterina que ocorre:
durante e após o terceiro estágio do trabalho de parto.

associada com operação cesariana.

pós-aborto.

Tratamento da subinvolução do útero, da loquiometria e da hemorragia puerperal.

Farmacocinética

Como funciona este medicamento?

A absorção de METHERGIN após administrações oral e intramuscular é rápida, sendo que a concentração plasmática máxima é atingida após 30 minutos. No puerpério a absorção gastrointestinal é mais lenta, e a concentração plasmática máxima é obtida após 3 horas. Após administração oral, a biodisponibilidade é de aproximadamente 60%. O volume de distribuição é baixo (0,5 litro/kg). A eliminação do medicamento é feita em duas fases, sendo que a meia-vida mais longa é de 0,5 a 2 horas. O clearance total está entre 120 a 240 ml/min. Somente cerca de 3% de uma dose oral é eliminada na urina na forma original, o que indica um extenso metabolismo. O medicamento é eliminado principalmente com a bile nas fezes.

O início de ação de METHERGIN ocorre 30 a 60 segundos após injeção intravenosa, 2 a 5 minutos após injeção intramuscular e 5 a 10 minutos após administração oral, mantendo-se por 4 a 6 horas.

Contraindicações

Quando não devo usar este medicamento?

Gravidez, primeiro estágio do trabalho de parto e segundo estágio do trabalho de parto antes do aparecimento da cabeça: (METHERGIN não deve ser utilizado na indução ou potencialização do trabalho de parto). Hipertensão severa, toxemia hipertensiva (pré-eclâmpsia, eclâmpsia); doença vascular oclusiva (inclusive cardiopatia isquêmica); sepsia; hipersensibilidade aos alcalóides do esporão do centeio.

Posologia

Como usar Methergin?

Controle ativo do terceiro estágio do trabalho de parto: 0,5 a 1 ml (= 0,1 - 0,2 mg) em injeção intra-venosa lenta, após a saída do ombro anterior ou, o mais tardar, imediamente após o nascimento da criança. A expulsão da placenta, que é normalmente separada pela primeira forte contração após a administração de METHERGIN, deverá ser auxiliada manualmente através de manobras compressivas sobre o fundo do útero.

No caso de parto sob anestesia geral, a dose recomendada é de 1 ml (0,2 mg) por via endovenosa.

Atonia/hemorragia uterina: 1 ml em injeção intramuscular ou 0,5 a 1 ml em injeção intravenosa, podendo se repetir, conforme necessário em intervalos não menores que 2 horas.

Subinvolução, loquiometria e hemorragia puerperal: 1 a 2 drágeas por via oral, ou 0,5 a 1 ml em injeção subcutânea ou intramuscular, até 3 vezes ao dia. Em mulheres lactantes, de preferência, durante um máximo de três dias.

Efeitos Colaterais

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Dor abdominal (causada por contrações uterinas); náusea; vômitos; sudorese; tontura; cefaléia; erupções cutâneas; raramente hipertensão; bradicardia ou taquicardia, dor torácica; reações vasoespásticas periféricas. Em casos muito raros foram observadas reações anafiláticas (dispnéia, hipotensão, colapso, choque).

Houve descrição de casos em que METHERGIN reduziu a secreção de leite.

METHERGIN é excretado no leite materno. Foram observados casos isolados de intoxicação em lactentes cujas mães receberam o medicamento por vários dias. Um ou mais dos seguintes sintomas foram observados (desaparecendo com a suspensão da medicação): pressão arterial elevada, bradicardia ou taquicardia, vômito, diarréia, inquietude, câimbras clônicas.

Advertências e Precauções

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Quando a apresentação é pélvica, ou em outros casos de apresentações anormais, METHERGIN não deve ser administrado antes que o nascimento da criança esteja finalizado e, em prenhez múltipla, somente após nascer a última criança.

O controle ativo do terceiro estágio de parto requer supervisão obstétrica.

As injeções intravenosas devem ser administradas lentamente por um período de no mínimo 60 segundos.

Cuidados devem ser tomados na presença de hipertensão leve ou moderada (METHERGIN está contra-indicado na hipertensão grave) ou distúrbios da função hepática ou renal.

Em vista dos possíveis efeitos colaterais (vide "Efeitos colaterais"), METHERGIN não é recomendado para uso rotineiro em mulheres lactantes.

Como todos os medicamentos, METHERGIN deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Composição

Maleato de metilergometrina
Ampolas (1 ml) 0,2 mg
Drágeas 0,125 mg

Apresentação

Ampolas: embalagens com 50 ampolas de 1 ml
Drágeas: embalagens com 12 drágeas

Interações

METHERGIN pode potencializar os efeitos vasoconstritores/vasopressores de outros medicamentos, tais como simpatomiméticos (exemplo: administrados com anestésicos locais) ou ergotamina.

Não são conhecidas interações adversas decorrentes da administração simultânea de METHERGIN e oxicitocina. Para a prevenção e o tratamento da hemorragia uterina o uso combinado destes dois agentes uterotônicos por via intramuscular pode ser vantajoso, uma vez que a oxitocina apresenta um período de latência muito curto, enquanto METHERGIN possui uma duração de ação prolongada.

Venda

Venda sob prescrição médica

Informação Técnica

- Propriedades
A metilergometrina, um derivado semi-sintético do alcalóide natural ergometrina, é um potente e específico agente uterotônico. Comparada com os demais alcalóides ergotamínicos, seu efeito sobre os vasos periféricos é fraco e raramente aumenta a pressão arterial.

Tratamento da Dosagem Excessiva

Sintomas: náusea, vômito, hipertensão ou hipotensão, dormência, formigamento e dores nas extremidades (devido à isquemia); depressão respiratória, convulsões, coma.

Tratamento: eliminação do medicamento administrado por via oral através de lavagem gástrica seguida de administração de carvão ativado.

Tratamento sintomático sob estrita monitorização dos sistemas cardiovascular e respiratório.

Se for necessário sedar o pacieinte, benzodiazepínicos podem ser utilizados.

No caso de espasmos arteriais graves deve-se administrar vasodilatadores, como o nitroprussiato de sódio, fentolamina ou diidralazina.

Laboratório

Novartis Biociências S.A.

SAC: 0800 775 8181

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