Ludiomil

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Bula do remédio Ludiomil. Classe terapêutica dos Antidepressivos. Princípios Ativos Cloridrato de Maprotilina e Metanossulfonato de Maprotilina.

Indicação

Para que serve Ludiomil?

Depressão:

Endógena e depressão de início tardio (involutiva).

Depressão psicogênica, reativa e neurótica, depressão por exaustão.

Depressão somatogênica.

Depressão mascarada.

Depressão na menopausa.

Outros transtornos depressivos, caracterizados por ansiedade, disforia ou irritabilidade; estados apáticos (especialmente nos idosos); sintomas psicossomáticos e somáticos com depressão e/ou ansiedade subjacentes.

Via oral - Uso adulto

Farmacocinética

Como funciona este medicamento?

Absorção e concentrações sanguíneas

Após a administração oral dos comprimidos revestidos, o cloridrato de maprotilina é lenta porém completamente absorvido.

A biodisponibilidade absoluta média é de 66-70%.

Em 8 horas, após uma dose oral de 50 mg, são obtidos os picos de concentração plasmática de 48-150 nmol/litro (13-47 ng/ml).

A aplicação intravenosa em bólus de uma dose de 50 mg de Ludiomil produziu, após uma hora, concentrações de 54-182 nmol/litro (17-57 ng/ml).

Após administração oral ou intravenosa repetida diária de 150 mg de Ludiomil, são atingidas, durante a segunda semana de tratamento, concentrações plasmáticas de steady-state de 320-1270 nmol/litro (100-400 ng/ml), independente da dose diária ter sido administrada em forma única ou em três frações.

As concentrações no steady-state são linearmente proporcionais à dose, embora as concentrações variem muito de uma pessoa para outra.

Distribuição

O coeficiente de partição da maprotilina entre o sangue e o plasma é 1,7.

O volume médio de distribuição aparente é de 23-27 litros/kg. A maprotilina liga-se a proteínas plasmáticas em 88 a 90%, independentemente da idade ou enfermidade do paciente.

As concentrações no fluido cerebroespinhal são de 2-13% das concentrações séricas.

Biotransformação

Ludiomil é amplamente metabolizado: apenas 2 a 4% da dose são eliminados de forma inalterada através da urina.

O principal metabólito é o desmetil derivado, farmacologicamente ativo.

Há muitos metabólitos hidroxilados e/ou metoxilados, de menor importância, que são excretados como conjugados através dos rins.

Eliminação

A maprotilina é eliminada do sangue com meia-vida média de 43-45 horas.

O clearance sistêmico médio encontra-se entre 510 e 570 ml/min.

Em 21 dias, cerca de dois terços de uma dose única são excretados através da urina, predominantemente como metabólitos livres e conjugados, e cerca de um terço nas fezes.

Características em pacientes

As concentrações no steady state em pacientes idosos (idade acima de 60 anos) apresentam-se mais altas do que em pacientes mais jovens, quando recebem as mesmas doses; a meia-vida de eliminação aparente é mais longa e a dose deve ser reduzida à metade.

Na insuficiência renal (clearance de creatinina entre 24-37 ml/min), desde que a função hepática ainda esteja normal, a meia-vida de eliminação e excreção renal da maprotilina é pouco afetada.

A eliminação dos metabólitos pela urina é reduzida, mas isso é compensado pela maior eliminação via bile.

Contraindicações

Quando não devo usar este medicamento?

Hipersensibilidade à maprotilina ou sensibilidade cruzada com antidepressivos tricíclicos.

Transtornos convulsivos ou limiar convulsivo diminuído (ex.: danos cerebrais de etiologia variada, alcoolismo).

Estágio inicial de infarto do miocárdio ou distúrbios da condução cardíaca.

Insuficiência hepática ou renal grave.

Glaucoma de ângulo fechado ou retenção urinária (ex.: causada por doença prostática).

Tratamento concomitante com inibidor da MAO (vide Interações medicamentosas).

Intoxicação aguda com álcool, hipnóticos, ou fármacos psicotrópicos (vide Interações medicamentosas).

Posologia

Como usar Ludiomil?

Comprimidos: Determinar o esquema de tratamento individualmente e adaptar às condições e à resposta do paciente, por exemplo, pela elevação da dose noturna e ao mesmo tempo, diminuindo-se as doses administradas durante o dia ou, alternativamente, pela administração de apenas uma dose diária.

Após consideravel melhora dos sintomas, pode-se tentar reduzir a dose.

Se os sintomas piorarem novamente, a dose deve ser imediatamente elevada ao nível original.

O objetivo é se alcançar o efeito terapêutico, usando-se as doses mais baixas possíveis, particularmente em pacientes ainda em fase de crescimento ou em idosos com sistema nervoso autônomo instável, pois esses pacientes geralmente apresentam resposta mais acentuada do que pacientes pertencentes a faixas etárias intermediárias.

Os comprimidos de Ludiomil devem ser ingeridos inteiros com líquido suficiente.

Não exceder a dose diária de 150 mg.

Depressão leve a moderada (especialmente em pacientes de ambulatório): Doses de 25 mg 1-3 vezes ao dia ou 25-75 mg uma vez ao dia, dependendo da gravidade dos sintomas e da resposta do paciente.

Depressão grave (especialmente em pacientes hospitalizados): Doses de 25 mg três vezes ao dia ou 75 mg uma vez ao dia.

Se necessário, a dose diária pode ser elevada gradualmente até um máximo de 150 mg, a serem administrados tanto em doses fracionadas quanto em dose única, dependendo da tolerância da resposta do paciente.

Outros transtornos depressivos; crianças e adolescentes: Inicialmente recomenda-se 10 mg três vezes ao dia ou 25 mg uma vez ao dia.

Se necessário, a dose diária pode ser elevada gradualmente, em pequenos incrementos, até 25 mg três vezes ao dia ou a 75 mg uma vez ao dia, dependendo da tolerância e da resposta.

Como a experiência clínica com Ludiomil em pediatria é limitada, as recomendações de dose acima servem apenas como orientação.

Em adolescentes, se necessário, a dose pode ser elevada aos níveis utilizados em adultos.

Pacientes idosos: Em geral são recomendadas dosagens mais baixas. Inicialmente 10 mg três vezes ao dia ou 25 mg uma vez ao dia.

Se necessário, a dose diária pode ser elevada gradualmente, em pequenos incrementos, até a 25 mg três vezes ao dia ou a 75 mg uma vez ao dia, dependendo da tolerância e da resposta.

Injetável: Em pacientes que não respondam adequadamente à medicação oral ou em casos refratários de depressão, Ludiomil pode ser administrado por via intravenosa.

Determinar o esquema de tratamento individualmente e adaptá-lo às condições e à resposta do paciente.

O objetivo é se alcançar o efeito terapêutico, usando-se as doses mais baixas possíveis, particularmente em pacientes idosos, os quais geralmente apresentam resposta mais acentuada a Ludiomil do que pacientes de faixas etárias intermediárias.

São recomendadas doses diárias de 25-100 mg por infusão intravenosa.

Os conteúdos de 1-2 ampolas (25-50 mg) devem ser diluídos com 250 ml de solução salina isotônica ou solução de glicose e infundidas durante um período de 1,5-2 horas.

Quando for indicada uma dose mais alta, infundir 75-150 mg (3-6 ampolas) em 500 ml em uma das soluções mencionadas acima, durante um período de 2-3 horas.

Assim que se obtenha resposta terapêutica efetiva (usualmente em 1 a 2 semanas), a medicação deve ser continuada com doses orais.

Não há experiência clínica suficiente para amparar o uso intravenoso de Ludiomil em crianças.

Efeitos Colaterais

Quais os males que pode me causar?

Os efeitos indesejados são geralmente leves e transitórios, desaparecendo durante o curso do tratamento ou após a diminuição da dose.

As reações adversas não estão sempre correlacionadas com os níveis plasmáticos do fármaco ou com a dosagem.

Frequentemente é difícil distinguir-se certos efeitos adversos dos sintomas da depressão, tais como fadiga, distúrbios do sono, agitação, ansiedade, constipação e boca seca.

Se ocorrerem reações adversas graves, ex.: de natureza neurológica ou psiquiátrica, a administração de Ludiomil deverá ser suspensa.

Os pacientes idosos são particularmente sensíveis aos efeitos anticolinérgicos, neurológicos, psiquiátricos ou cardiovasculares.

A habilidade desses pacientes em metabolizar e eliminar fármacos pode estar diminuída, ocasionando eventualmente, concentração plasmática elevada com as doses terapêuticas.

As reações adversas indicadas a seguir foram relatadas tanto com Ludiomil como com antidepressivos tricíclicos.

  • Sistema nervoso central / Efeitos psíquicos:

Freqüentes: sonolência, fadiga.

Ocasionais: aumento de apetite, inquietação, sedação diurna, ansiedade, agitação, mania, hipomania, agressividade, alteração da memória diminuída, perturbações do sono, insônia, pesadelos, agravamento da depressão, concentração prejudicada.

Raros: delírios, confusão, alucinações (particularmente em pacientes idosos), nervosismo.

Casos isolados: ativação de sintomas psicóticos, despersonalização.

  • Sistema nervoso central / Efeitos neurológicos

Freqüentes: sensação de cabeça leve, cefaléia, tremor leve, mioclonia.

Ocasionais: tontura, disartria, parestesias (dormência, formigamento), fraqueza muscular.

Raras: convulsões, ataxia, acatisia.

Casos isolados: alterações do ECG, discinesia, falta de coordenação, dislalia.

  • Efeitos anticolinérgicos:

Freqüente: boca seca.

Ocasionais: constipação, sudorese, ondas de calor, visão borrada, distúrbios da acomodação visual, distúrbios na micção.

Casos isolados: estomatite, cáries dentárias.

  • Sistema cardiovascular

Ocasionais: taquicardia sinusal, palpitações, hipotensão postural, alterações do ECG clinicamente irrelevantes em pacientes com as condições cardíacas normais (ex.: alterações da onda T e do segmento ST).

Raros: arritmias, elevação da pressão arterial.

Casos isolados: distúrbios da condução (ampliação do complexo QRS, bloqueio do feixe atrioventricular, alterações PQ), síncope.

  • Trato gastrintestinal

Ocasionais: náusea, vômito, distúrbios abdominais.

Raros: diarréia, elevação de enzimas hepáticas (transaminases, fosfatase alcalina).

Casos isolados: hepatite, com ou sem icterícia.

  • Pele

Ocasionais: reações alérgicas na pele (rash, urticária), algumas vezes com febre, fotossensibilidade.

Casos isolados: prurido, púrpura, edema (local ou generalizado), vasculite cutânea, perda de pêlos, alopécia, eritema multiforme.

  • Sistema endócrino e metabolismo

Ocasionais: ganho de peso, distúrbios da libido e da potência.

Casos isolados: aumento do volume das mamas, galactorréia,.Síndrome da Secreção Inapropriada do Hormônio Antidiurético (SIHAD).

  • Trato respiratório

Casos isolados: alveolite alérgica com ou sem eosinofilia, broncoespasmo.

  • Sangue

Casos isolados: leucopenia, agranulocitose, eosinofilia, trombocitopenia.

  • Órgãos dos sentidos

Casos isolados: zumbido, distúrbios do paladar, congestão nasal.

  • Outras

Embora não indicativos de dependência, os sintomas a seguir ocorrem ocasionalmente após a interrupção abrupta do tratamento ou da redução da dose: náusea, vômito, dor abdominal, diarréia, insônia, cefaléia, nervosismo, ansiedade e piora da depressão subjacente ou do humor depressivo.

Advertências e Precauções

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Existem relatos raros sobre a ocorrência de convulsões em pacientes que recebiam doses terapêuticas de Ludiomil e sem história prévia de convulsão.

Em alguns casos, outros fatores complicadores estavam também presentes, tais como medicação concomitante, com conhecido potencial de diminuir o limiar de convulsão.

O risco de convulsão pode ser aumentado em co-medicação com fenotiazinas (vide Interações medicamentosas), com a retirada abrupta de benzodiazepínicos, ou quando se excede a dosagem recomendada.

Enquanto não se tenha estabelecido uma relação causal, o risco de convulsões deve ser reduzido pelo início da terapia com baixa dosagem; mantendo-se a dosagem inicial por duas semanas, para então elevá-la gradualmente em pequenos incrementos; conservando-se a dosagem de manutenção no nível mínimo efetivo; alteração cuidadosa ou abstenção de co-medicação com fármacos que diminuam o limiar de convulsão (ex.: fenotiazinas), ou redução rápida do uso de benzodiazepínicos.

Tem sido relatado que os antidepressivos tricíclicos e os tetracíclicos produzem arritmias cardíacas, taquicardia sinusal e prolongamento do tempo de condução.

Indica-se cuidado em pacientes idosos e em pacientes com enfermidades cardiovasculares, incluindo-se história de infarto do miocárdio, arritmias e/ou doença isquêmica cardiovascular.

A monitorização da função cardíaca, incluindo-se ECG, está indicada em tais pacientes, especialmente em tratamentos de longo prazo.

Em pacientes suscetíveis a hipotensão postural, são necessárias medições regulares da pressão arterial.

Em pacientes esquizofrênicos que recebem antidepressivos tricíclicos, tem sido ocasionalmente observada a ativação de psicoses, e isso deve ser considerado um risco com Ludiomil.

Da mesma forma, foram relatados episódios hipomaníacos ou maníacos em pacientes com distúrbios afetivos cíclicos sob tratamento com antidepressivos tricíclicos, durante uma fase depressiva.

Em tais casos pode ser necessário reduzir-se a dose de Ludiomil ou descontinuá-la e administrar um agente antipsicótico.

Ludiomil na gravidez e lactação

Experimentos conduzidos em animais demonstraram não haver potencial teratogênico ou efeitos mutagênicos e nenhuma evidência de prejuízo à fertilidade ou dano ao feto.

Entretanto, o uso seguro durante a gravidez não está estabelecido.

Foram relatados casos isolados que sugeriam a possível associação entre Ludiomil​ e reações adversas sobre o feto humano.

LudiomilL não deve ser administrado durante a gravidez, a menos que os benefícios ao feto sejam evidentemente mais importantes do que seus riscos.

Ludiomil deve ser descontinuado ao menos sete semamas antes da data prevista para o parto, desde que o estado clínico da paciente assim o permita, para se evitar que o recém-nascido apresente possíveis sintomas, tais como dispnéia, letargia, irritabilidade, taquicardia, hipotonia, convulsões, tremor e hipotermia.

A maprotilina passa para o leite materno.

Após a administração diária de 150 mg por 5 dias, as concentrações no leite materno excederam às do sangue por um fator de 1,3-1,5.

Embora os relatos não demonstrem efeitos colaterais no recém-nascido, se a paciente estiver amamentando, Ludiomil deve ser descontinuado ou deve-se interromper a amamentação.

Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e ou operar máquinas: pacientes em tratamento com Ludiomil devem ser alertados sobre a possível ocorrência de visão embaçada, sonolência e outros sintomas do SNC; nesses casos, eles não devem dirigir, operar máquinas ou se envolver em qualquer atividade potencialmente perigosa.

Os pacientes devem também ser alertados de que o consumo de álcool ou de outras drogas pode potencializar esses efeitos (vide Interações medicamentosas).

Interações Medicamentosas

Inibidores da MAO: Não administrar Ludiomil por ao menos 14 dias após a interrupção de tratamento com inibidores da MAO, (há risco de interações graves, tais como hipertermia, tremores, convulsões clônicas generalizadas, delírio e possível óbito).

O mesmo se aplica quando da administração de um inibidor da MAO após tratamento prévio com Ludiomil​.

Bloqueadores adrenérgicos: Ludiomil pode diminuir ou anular o efeito anti-hipertensivo da guanetidina, da betanidina, da reserpina, da clonidina e da alfa-metildopa.

Os pacientes que necessitem de co-medicação para hipertensão deverão, portanto, ser tratados com anti-hipertensivos de mecanismo de ação diferente (ex.: diuréticos, vasodilatadores ou betabloqueadores, que não sofram acentuada biotransformação).

A descontinuação brusca de Ludiomil pode também resultar em hipotensão grave.

Drogas simpatomiméticas: Ludiomil pode potencializar os efeitos cardiovasculares da adrenalina, da noradrenalina, da isoprenalina, da efedrina e da fenilefrina, assim como os das gotas nasais e dos anestésicos locais (ex.: em odontologia).

Acompanhamento rigoroso (pressão arterial, ritmo cardíaco) e ajuste cuidadoso de dosagem são portanto necessários.

Agentes anticolinérgicos: Ludiomil pode potencializar os efeitos desses fármacos (ex.: fenotiazina, agentes antiparkinsonianos, atropina, biperideno, anti-histamínicos) na pupila ocular, no sistema nervoso central, no intestino e na bexiga.

Quinidina: Ludiomil não pode ser administrado em combinação com agentes anti-arrítmicos do tipo quinidina.

Os efeitos anticolinérgicos da quinidina podem causar sinergismo relacionado à dose com Ludiomil.

Neurolépticos: A co-medicação com estes pode resultar em aumento dos níveis plasmáticos de Ludiomil, em redução no limiar de convulsão e em crises.

A combinação com a tioridazina pode produzir arritmias cardíacas graves.

Indutores de enzimas hepáticas: Os fármacos que ativam as enzimas microssomais do fígado, tais como, barbitúricos, fenitoína, carbamazepina e contraceptivos orais, podem acelerar o metabolismo de Ludiomil, resultando em redução de sua eficácia.

Se necessário, a dosagem deve ser adaptada.

Os níveis plasmáticos de fenitoína e carbamazepina podem também aumentar, com os efeitos adversos correspondentes.

Pode ser necessário ajustar-se a dose desses fármacos em tais casos.

Metilfenidato: A concentração plasmática dos antidepressivos tricíclicos pode aumentar e, portanto, ter intensificados seus efeitos.

Propranolol: As concentrações plasmáticas de maprotilina podem se elevar, quando o fármaco é administrado concomitantemente com os beta-bloqueadores que sofrem biotransformação substancial, como o propranolol.

Em tais casos, deve-se monitorizar os níveis plasmáticos e ajustar-se adequadamente a dosagem.

Anticoagulantes: Ludiomil pode potencializar o efeito anticoagulante de fármacos cumarínicos pela inibição de seu metabolismo no fígado.

É recomendada a monitorização cuidadosa da protrombina plasmática.

Se necessário, deve-se reduzir a dosagem do anticoagulante.

Sulfoniluréias orais e insulina: A co-medicação com tais fármacos pode potencializar seu efeito hipoglicêmico.

Os pacientes diabéticos devem monitorizar sua glicose sanguínea quando do início ou descontinuação do tratamento com Ludiomil.

Inibidores seletivos da recaptação de serotonina: A co-medicação com fluoxetina ou fluvoxamina pode resultar em aumento acentuado da concentração plasmática de Ludiomil, com os efeitos adversos correspondentes.

Pela meia-vida longa da fluoxetina e da fluvoxamina, esse efeito pode ser prolongado.

Depressores do SNC: Os pacientes que utilizam Ludiomil devem ser alertados de que sua resposta ao álcool, aos barbitúricos e a outras substâncias depressoras centrais pode ser exacerbada.

Benzodiazepínicos: A co-medicação com os benzodiazepínicos pode causar aumento na sedação.

Cimetidina: Embora não relatado com relação a Ludiomil, a cimetidina demonstra inibir o metabolismo de vários antidepressivos tricíclicos, resultando em aumento da concentração plasmática dos mesmos e no aumento dos efeitos colaterais (boca seca, distúrbios da visão).

Pode ser necessário, portanto, reduzir-se a dosagem de Ludiomil, quando administrado concomitantemente com a cimetidina.

Superdosagem

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada?

Não foram relatados casos de superdosagem com ampolas. as informações a seguir referem-se a superdosagem com comprimidos revestidos de Ludiomil.

Os sinais e sintomas de superdosagem com Ludiomil são similares aos relatados com antidepressivos tricíclicos.

As anormalidades cardíacas e os distúrbios neurológicos são as principais complicações.

A ingestão acidental de qualquer quantidade por crianças deve ser tratada como séria e potencialmente fatal.

Sinais e sintomas:

Os sintomas geralmente aparecem dentro de 4 horas após a ingestão e atingem a severidade máxima em 24 horas.

Em virtude da absorção retardada (efeito anticolinérgico), de meia-vida longa e reciclagem entero-hepática, o paciente estará em risco por até 4-6 dias.

Os seguintes sinais e sintomas podem ser observados:

Sistema nervoso central: sonolência, estupor, coma, ataxia, inquietação, agitação, reflexos alterados, rigidez muscular e movimentos coreoatetóides, convulsões.

Sistema cardiovascular: hipotensão, taquicardia, arritmia, distúrbios de condução, choque, insuficiência cardíaca e, em casos muito raros, parada cardíaca.

Além disso, pode ocorrer depressão respiratória, cianose, vômitos, febre, midríase, sudorese e oligúria ou anúria.

Tratamento:

Não existe antídoto específico e o tratamento é essencialmente sintomático e de suporte.

Pacientes sob suspeita de superdosagem de Ludiomil, especialmente crianças, devem ser hospitalizados e mantidos sob rigorosa supervisão por ao menos 72 horas.

Se o paciente estiver consciente, executar lavagem gástrica ou induzir o vômito, o mais rápido possível.

Se o paciente não estiver consciente, proteger as vias aéreas com a colocação de um tubo endotraqueal, antes de se iniciar a lavagem e não induzir vômito.

Essas medidas são recomendadas para até 12 horas, ou até mais, após a superdosagem, já que os efeitos anticolinérgicos do fármaco podem retardar o esvaziamento gástrico.

A administração de carvão ativado pode ajudar a reduzir a absorção do fármaco.

O tratamento dos sintomas é baseado em métodos modernos de terapia intensiva com contínua monitorização da função cardíaca, gasometria, eletrólitos e, se necessário, medidas emergenciais, tais como terapia anticonvulsiva, respiração artificial e ressuscitação.

Como tem sido relatado que a fisostigmina pode causar bradicardia grave, assístole e convulsões, seu uso não é recomendado em casos de superdosagem com Ludiomil.

Hemodiálise ou diálise peritonial não são efetivas, pela baixa concentração plasmática de Ludiomil.

Composição

Cada comprimido revestido de Ludiomil contém 25 ou 75 mg de cloridrato de maprotilina.

Excipientes: lactose, amido, fosfato de cálcio tribásico, dióxido de silício, talco, estearato de magnésio, ácido esteárico, polissorbato 80, hipromelose, óxido férrico amarelo, óxido férrico vermelho e dióxido de titânio.

Apresentação:

  • Comprimidos revestidos de 25 ou 75 mg. Embalagens com 20 comprimidos revestidos.

Armazenamento

Onde como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Os comprimidos revestidos devem ser mantidos a temperatura ambiente (entre 15 e 30 ºC).

O prazo de validade é de 60 meses a partir da data de fabricação.

Aspecto físico:

Ludiomil 25 mg: comprimido revestido redondo, salmão, biconvexo.

Ludiomil 75 mg: comprimido revestido redondo, vermelho-amarronzado, ligeiramente biconvexo.

Número do lote - Data de fabricação - Vencimento: vide cartucho.

Laboratório

Novartis Biociências S.A.

SAC: 0800 775 8181

Dizeres Legais

MS - 1.0068.0087
Farm. Resp.: Virginia da Silva Giraldi - CRF-SP 15.779
SAC: 0800 888 3003

Venda sob prescrição médica
Só pode ser vendido com retenção de receita

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