Limbitrol

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Bula do remédio Limbitrol. Classe terapêutica dos Antidepressivos. Princípios Ativos Amitriptilina e Clordiazepoxido.

Indicação

Para que serve Limbitrol?

Estados depressivos acompanhados de ansiedade, inclusive distúrbios funcionais de origem depressiva.

Via oral - Uso adulto

Contraindicações

Quando não devo usar este medicamento?

O Limbitrol não deve ser administrado a pacientes com reconhecida hipersensibilidade aos componentes de sua fórmula e a pacientes com glaucoma.

Não se deve usar durante o período de recuperação do infarto agudo do miocárdio.

Não administrar durante os três primeiros meses da gravidez e regularmente a lactantes.

Posologia

Como usar Limbitrol?

2 a 6 cápsulas ao dia, segundo as particularidades de cada caso. Iniciar o tratamento administrando uma cápsula à noite e uma pela manhã.

A dose principal deve ser sempre ao deitar.

Somente o médico sabe a dose ideal de Limbitrol para o seu caso.

Pacientes idosos e debilitados necessitam doses mais baixas por causa das variações de sensibilidade individual.

É possível que seu médico tenha receitado uma dose menor e lhe tenha solicitado observar como reage ao tratamento.

Assegure-se de que você está seguindo estas instruções.

As cápsulas devem ser tomadas com um pouco de líquido (não alcoólico).

Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.

Quando suspender o tratamento

Seu médico sabe o momento ideal para suspender o tratamento.

Entretanto, lembre-se de que o Limbitrol não deve ser tomado indefinidamente.

Se você toma Limbitrol em altas doses e deixa de tomá-lo de repente, seu organismo pode reagir.

Assim, após dois a três dias sem qualquer problema, alguns dos sintomas que o incomodavam podem reaparecer espontaneamente. Não volte a tomar Limbitrol.

Esta reação, da mesma maneira que surgiu, desaparece em dois ou três dias.

Para evitar este tipo de reação, seu médico pode recomendar que você reduza a dose gradualmente durante vários dias, antes de suspender o tratamento.

Efeitos Colaterais

Quais os males que pode me causar?

Em doses terapêuticas o Limbitrol é bem tolerado.

No início do tratamento pode surgir astenia passageira que desaparece com adaptação da posologia.

Reações anticolinérgicas como secura na boca, constipação, taquicardia moderada e distúrbios de acomodação, desaparecem espontâneamente ou com adaptação da posologia.

Os antidepressivos e os neurolépticos podem provocar modificações de EEG particularmente em pacientes predispostos; convulsões foram observadas em raros casos.

Advertências e Precauções

O que devo saber antes de usar este medicamento?

O Limbitrol só deve ser usado quando receitado por um médico.

Este medicamento é bem tolerado pela maioria dos pacientes, porém, informe seu médico:

  • se estiver tomando outros remédios e quais são eles. Não use e não misture remédios por conta própria;
  • se está ou deseja engravidar e se planeja amamentar o seu bebê. O Limbitrol passa ao leite materno, podendo causar sonolência e prejudicar a sucção da criança;
  • se sentir sonolência e cansaço; se apresentar secura na boca, prisão de ventre, distúrbios na visão, taquicardia;
  • se se sentir agitado, irritado e tiver pesadelos.

Não faça uso de bebidas alcoólicas enquanto estiver em tratamento com o Limbitrol.

O álcool intensifica o efeito do Limbitrol e isto pode ser prejudicial.

Precaução especial ao se administrar Limbitrol a pacientes com miastenia grave (devido ao relaxamento muscular pré-existente) e a pacientes com disfunções renais e hepáticas graves.

Por analogia com outros antidepressivos o Limbitrol pode originar, durante o tratamento, estados paranóides ou pré-delirantes e estados de excitação.

Pacientes com hipertrofia prostática podem apresentar aumento dos distúrbios da micção e às vezes retenção urinária.

Como ocorre com outros antidepressivos, o tratamento de condições depressivas com o Limbitrol pode exacerbar sintomas esquizofrênicos em pacientes com esquizofrenia ou distúrbios esquizo-afetivos.

Nestes pacientes, portanto, qualquer tratamento prévio prolongado com neurolépticos deve ser mantido.

Os antidepressivos e os neurolépticos devem ser administrados com cautela particularmente a pacientes idosos, quando há suspeita de insuficiência cardíaca, ou quando ocorrem perturbações do ritmo cardíaco ou da condução.

Dependendo da dose e da sensibilidade individual, o Limbitrol pode modificar a reação do paciente ao dirigir veículos ou operar máquinas perigosas.

Pacientes com história de epilepsia, que utilizam Limbitrol, devem ser mantidos sob observação, uma vez que a amitriptilina, como ocorre com outros antidepressivos tricíclicos, pode ocasionar uma ligeira queda do limiar convulsivo.

Dependência

Pode ocorrer dependência quando da terapia com benzodiazepínicos.

O risco é mais evidente em pacientes em uso prolongado, altas dosagens e particularmente em pacientes predispostos, com história de alcoolismo, abuso de drogas, forte personalidade ou outros distúrbios psiquiátricos graves.

No sentido de minimizar o risco de dependência, os benzodiazepínicos só devem ser prescritos após cuidadosa avaliação quanto a indicação e devem ser administrados por período de tempo mais curto possível.

A continuação do tratamento, quando necessária, deve se acompanhada bem de perto.

A duração prolongada do tratamento só se justifica após avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios.

Abstinência

O início dos sintomas de abstinência é variável, durando poucas horas a uma semana ou mais.

Nos casos menos graves, a sintomatologia da abstinência pode restringir-se a tremor, agitacão, insônia, ansiedade, cefaléia e dificuldade para concentrar-se.

Entretanto, podem ocorrer outros sintomas de abstinência, tais como sudorese, espasmos muscular e abdominal, alterações na percepção e, mais raramente delírio e convulsões.

Na ocorrência de sintomas de abstinência, é necessário um acompanhamento médico bem próximo e apoio para o paciente.

A interrupção abrupta deve ser evitada e adotado um esquema de retirada gradual.

Limbitrol na gravidez e aleitamento

Não administrar durante os três primeiros meses da gravidez, a não ser em caso de extrema necessidade, pois como ocorre com outros benzodiazepínicos, não deve ser afastada a possibilidade de ocorrência de danos fetais.

Evitar o tratamento prolongado em mulheres com possibilidade de engravidar.

Existe a possibilidade do Limbitrol passar para o leite materno.

Por essa razão, o Limbitrol não deve ser administrado regularmente a lactantes.

Interações Medicamentosas

O uso concomitante com cimetidina inibe o metabolismo do Limbitrol.

O uso concomitante com antitireóideo aumenta o risco de agranulocitose.

O uso simultâneo com estrógenos diminui o efeito terapêutico da amitriptilina.

O uso simultâneo e prolongado de anticoncepcionais orais e clordiazepóxido reduz a segurança do anticoncepcional e causa maior incidência de hemorragia.

Como ocorre com qualquer substância psicoativa, o efeito do Limbitrol pode ser intensificado pelo álcool.

Se o Limbitrol for usado concomitantemente com outros medicamentos de ação central tais como: neurolépticos, tranquilizantes, antidepressivos, hipnóticos, analgésicos e anestésicos, seu efeito sedativo pode ser intensificado.

A amitriptilina pode inibir a ação dos hipotensores que agem por bloqueio dos neurônios adrenérgicos como, por exemplo, guanetidina, betanidina e debrisoquina.

O Limbitrol não deve ser administrado concomitantemente com IMAO.

Nos pacientes em tratamento com IMAO deve-se intercalar uma pausa de uma ou duas semanas antes de se iniciar o tratamento com Limbitrol.

Composição

Cada cápsula contém:

clordiazepóxido ................................................................................ 5 mg

cloridrato de amitriptilina ......................................................... 12,5 mg

(excipientes: lactose, amido, talco e estearato de magnésio).

Apresentação:

  • Cápsula: cartucho contendo blister com 20.

Farmacocinética

Como funciona este medicamento?

Limbitrol age especificamente sobre os principais sintomas da depressão: tristeza e ansiedade.

Sua ação se faz sentir após cerca de 20 minutos de sua administração.

Armazenamento

Onde como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Conservar em temperatura ambiente (15 a 30ºC) e proteger da luz

Número do lote - Data de fabricação - Vencimento: vide cartucho.

Superdosagem

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada?

A superdosagem manifesta-se por sonolência até coma, confusão mental, excitação, insuficiência cardíaca, distúrbios do ritmo cardíaco, hipotensão, efeitos anticolinérgicos (do tipo atropínico), com taquicardia, secura das mucosas, obstipação até íleo paralítico, retenção de urina, midríase.

Recomenda-se lavagem gástrica (mesmo após várias horas da ingestão), monitoramento e tratamento convencional das alterações respiratórias e cardiovasculares.

Nos casos de intoxicações graves por quaisquer benzodiazepínicos (com coma ou sedação grave) recomenda-se o uso do antagonista específico, o flumazenil, na dose inicial de 0,3 mg EV, com incrementos de 0,3 mg a intervalos de 60 segundos, até reversão do coma.

No caso dos benzodiazepínicos de meia-vida longa, pode haver re-sedação, portanto, recomenda-se o uso de flumazenil por infusão endovenosa de 0,1 - 0,4 mg/hora, gota a gota, em glicose a 5% ou cloreto de sódio 0,9%, juntamente com os demais processos de reanimação, desde que o flumazenil não reverta a depressão respiratória.

Nas intoxicações mistas, o flumazenil também pode ser usado para diagnóstico.

Laboratório

VALEANT Farmacêutica do Brasil Ltda.

Dizeres Legais

Resp. Técnica: Edilene A. Campos - CRF-SP nº 17625

M.S. 1.0575.0044.001-7
SAC: 0800 16 6116

Venda sob prescrição médica sujeita à retenção

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