Lasix

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Bula do remédio Lasix. Classe terapêutica dos Antihipertensivos e Diuréticos. Princípios Ativos Furosemida . Venda sob prescrição médica.

Indicação

Para que serve Lasix?

Hipertensão arterial leve a moderada;
Edema devido a distúrbios cardíacos, hepáticos e renais;
Edema devido a queimaduras.

Contraindicações

Quando não devo usar este medicamento?

Insuficiência renal com anúria, pré-coma e coma hepático, hipopotassemia severa, hiponatremia severa, hipovolemia com ou sem hipotensão, hipersensibilidade à furosemida ou sulfonamidas e aos componentes da fórmula.

Posologia

Como usar Lasix?

A menos que seja prescrito de modo diferente, recomenda-se o seguinte esquema:
Adultos
O tratamento geralmente é iniciado com 20 a 80 mg por dia. A dose de manutenção é de 20 a 40 mg por dia.

A dose máxima depende da resposta do paciente.

Crianças
Se possível, a furosemida deve ser administrada por via oral para lactentes e crianças abaixo de 15 anos de idade.

A posologia recomendada é de 2 mg/kg de peso corporal, até um máximo de 40 mg por dia.

Efeitos Colaterais

Quais os males que pode me causar?

Assim como com outros diuréticos, após terapia prolongada, o balanço eletrolítico e hídrico pode ser prejudicado como resultado da diurese aumentada (excreção de eletrólitos).

No início do tratamento, especialmente em crianças e pacientes idosos, a diurese excessiva pode conduzir a distúrbios circulatórios com sintomas de hipovolemia, tais como sensação de pressão na cabeça, cefaléia, tontura, secura da boca ou distúrbios da visão e alteração da regulação circulatória quando da posição ereta. Além disso, em casos extremos, pode levar à perda de água corporal (desidratação) e, como conseqüência do volume sangüíneo circulante reduzido (hipovolemia), a um aumento na concentração do sangue (hemoconcentração) com - especialmente em pacientes idosos - trombofilia.

Entretanto, com a posologia individualizada, de modo geral, as reações hemodinâmicas agudas não são esperadas, apesar da diurese começar rapidamente.

A deficiência de potássio pode manifestar-se através de sintomas neuromusculares - fraqueza muscular e paralisia completa ou incompleta, sintomas intestinais - vômitos, constipação e acúmulo excessivo de gases no abdome ou intestino (meteorismo), sintomas renais - volume excessivo de urina (poliúria), sede aumentada e ingestão excessiva de líquidos (polidipsia) e sintomas cardíacos - distúrbios na formação e condução do impulso elétrico. Perdas severas de potássio podem levar a paralisia intestinal (íleo paralítico) ou a alterações da consciência, algumas vezes progredindo para um estado de coma.

Todos saluréticos podem causar depleção de potássio (especialmente em casos de dieta alimentícia pobre de potássio), vômitos ou diarréia crônica. Além disso, doenças como cirrose hepática podem causar uma predisposição para estados de deficiência de potássio. Supervisão apropriada e terapia de reposição são necessárias nestes casos.

Se a ingestão de sal for muito restrita, a deficiência de sódio (hiponatremia) pode produzir uma queda na pressão arterial, apatia, cãibras musculares nas pernas, perda de apetite, fraqueza, tontura, sonolência, vômito e estados de confusão.

Um estado de deficiência em magnésio (hipomagnesemia) e, em casos raros, tetania e arritmia cardíaca têm sido observados como uma conseqüência do aumento das perdas renais de magnésio.

O aumento das perdas renais de cálcio pode levar a uma deficiência de cálcio (hipocalcemia). Isto pode desencadear um estado de irritabilidade neuromuscular aumentada, acompanhada de tetania em casos raros. Em crianças prematuras, pode se desenvolver cálculos renais contendo cálcio (nefrolitíase) e haver deposição de sais de cálcio no tecido renal (nefrocalcinose).

Sintomas de obstrução à micção (por ex. em hidronefrose, hipertrofia prostática, estenose ureteral) podem tornar-se manifestos ou podem ser agravados sob a ação de diuréticos.

Da mesma forma de que com outros diuréticos, o tratamento com a furosemida pode induzir a uma elevação transitória na creatinina e uréia séricas.

Deve ser lembrado que pode existir um aumento na concentração de ácido úrico no sangue podendo precipitar crises de gota em pacientes predispostos.

Os níveis de colesterol e triglicérides séricos podem elevar-se sob tratamento com a furosemida mas geralmente retornarão ao normal, sob tratamento a longo prazo, dentro de 6 meses.

Em casos raros, o diabete melito manifesto pode ser agravado levando à deterioração da condição metabólica do paciente diabético pelo tratamento com furosemida ou o diabete latente pode tornar-se manifesto (alteração da tolerância à glicose).

Casos isolados de pancreatite aguda foram reportados nos quais o tratamento com saluréticos durante várias semanas foi considerado um fator causal, incluindo também alguns casos após terapia com furosemida.

Distúrbios de audição e/ou sons nos ouvidos (tinidos) após furosemida são raros e, na maioria dos casos, reversíveis.

Estes distúrbios podem acontecer principalmente quando a furosemida é administrada muito rapidamente por via endovenosa, especialmente em pacientes com insuficiência renal.

Alcalose metabólica pré-existente (por ex. em cirrose hepática descompensada) pode ser agravada pelo tratamento com furosemida.

Podem ocasionalmente ser observados distúrbios gastrintestinais (náusea, vômitos, diarréia), reações de hipersensibilidade, como reações cutâneas (por ex. prurido, urticária, erupções bolhosas, eritema multiforme, dermatite esfoliativa, púrpura), fotossensibilidade, vasculite, febre, nefrite intersticial, choque, ou alterações da crase sangüínea (leucopenia, eosinofilia, trombocitopenia, agranulocitose, anemia hemolítica e anemia aplástica). Uma diminuição no número de plaquetas do sangue (trombocitopenia) pode tornar-se manifesta, em particular como uma aumentada propensão à hemorragia.

Distúrbios da sensibilidade (parestesias) podem ocorrer em casos raros.

Em crianças prematuras com síndrome da angústia respiratória, a administração da furosemida durante as primeiras semanas de vida pode aumentar o risco de persistência do ducto de Botallo.

Em casos individuais, a habilidade para dirigir, atravessar a rua com segurança ou operar máquinas pode ser prejudicada, especialmente no início do tratamento ou quando da mudança para outras drogas ou quando bebidas alcoólicas forem consumidas durante o tratamento com furosemida.

Advertências e Precauções

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Uma cuidadosa vigilância em particular se faz necessária nos casos de:
. pressão sangüínea marcadamente reduzida
. diabete melito latente ou manifesto (controle regular da glicemia)
. gota (controle regular do ácido úrico)
. obstrução à micção (ex.: em hipertrofia prostática, estenose ureteral, hidronefrose)
. presença concomitante de cirrose hepática e insuficiência renal
. hipoproteinemia
. crianças prematuras (possível desenvolvimento de cálculos renais contendo cálcio [nefrolitíase] e deposição de sais de cálcio no tecido renal [nefrocalcinose]; a função renal deverá ser monitorizada e deverá ser realizada uma ultrassonografia renal)
Durante a gravidez, a furosemida só deve ser usada se estritamente indicada e somente por curtos períodos de tempo.

No período da amamentação, quando o uso de furosemida for considerado necessário, deve ser lembrado que a furosemida passa para o leite e inibe a lactação. É aconselhável interromper a amamentação nesses casos.

Durante tratamento a longo prazo, a creatinina e uréia séricas devem ser controladas regularmente, assim como os eletrólitos plasmáticos, em particular potássio, cálcio, cloreto e bicarbonato. Se a furosemida for utilizada em pacientes com hipopotassemia ou hiponatremia leves, uma reposição eletrolítica apropriada deverá ser administrada concomitantemente.

Se este produto for usado para tratamento de hipertensão, o paciente deve ser regularmente assistido pelo médico.

Apesar de a administração da furosemida só raramente conduzir a uma hipopotassemia, é sempre aconselhável uma dieta rica em potássio (carne magra, batatas, bananas, tomates, couve-flor, espinafre, frutas secas etc). Ocasionalmente, pode ser indicado o tratamento com produtos que contenham potássio ou poupadores de potássio.

Superdosagem

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada?

O sintoma da intoxicação pela furosemida é a desidratação com quadro delirante.

Devem ser efetuadas a reposição de líquidos e a correção do balanço eletrolítico.

O tratamento recomendado é a monitorização das funções metabólicas. em pacientes com obstrução à micção, garantir a manutenção do fluxo urinário.

Sondar os pacientes com distensão aguda da bexiga, decorrente de diurese excessiva, em portadores de obstrução urinária (por ex. dilatação prostática).

Interações Medicamentosas

Quando um glicosídeo cardíaco for administrado concomitantemente, deve ser lembrado que a deficiência de potássio ou magnésio aumenta a sensibilidade do miocárdio aos digitálicos.

No caso de medicação concomitante com glicocorticóides, carbenoxolona (anti-ulceroso) ou de abuso de laxantes, deve ser lembrado o risco de uma perda aumentada de potássio. O alcaçuz atua da mesma maneira que a carbenoxolona.

A furosemida pode potencializar os efeitos nefrotóxicos de certos antibióticos (por ex. aminoglicosídeos, polimixinas). Devido a isso, a furosemida deve ser usada com cautela em pacientes com comprometimento renal induzido por antibióticos.

Deve ser lembrado que a ototoxicidade dos antibióticos aminoglicosídicos (por ex. canamicina, gentamicina, tobramicina) pode ser potencializada quando a furosemida for usada concomitantemente. Os efeitos resultantes sobre a audição podem ser irreversíveis.

Devido a isso, esta combinação de fármacos deve ser restrita a indicações vitais.

Existe a possibilidade de comprometimento da audição se a cisplatina e furosemida forem administradas concomitantemente. Se o objetivo for aumentar a excreção urinária com a furosemida (diurese forçada) durante o tratamento com a cisplatina, deve-se ter cuidado de usar a furosemida somente em baixas doses (ex. 40 mg quando a função renal for normal) e com um balanço hídrico positivo. De outra forma, a nefrotoxicidade da cisplatina pode ser aumentada.

Algumas vezes a furosemida diminui a potência de outras drogas (por ex. o efeito de antidiabéticos e de aminas pressoras como a epinefrina e nor-epinefrina) ou potencializa o efeito de outras (por ex. no caso de salicilatos, teofilina, lítio e relaxantes musculares curare-miméticos).

A ação de outras drogas hipotensoras pode ser potencializada pela furosemida. Especialmente quando em combinação com os inibidores da ECA, pode ser observada uma marcante queda na pressão sangüínea, algumas vezes progredindo para choque e, nos pacientes previamente tratados com a furosemida, pode haver uma deterioração da função renal, algumas vezes progredindo para insuficiência renal aguda.

Agentes antiinflamatórios não esteróides (por ex. indometacina, ácido acetilsalicílico) podem atenuar a ação da furosemida e sua administração concomitante pode causar insuficiência renal aguda no caso de hipovolemia pré-existente.

A diminuição do efeito da furosemida tem sido também descrita após administração concomitante da fenitoína e do probenecide.

A administração concomitante de furosemida e sucralfato deve ser evitada, pois o sucralfato reduz a absorção de furosemida e, conseqüentemente, seu efeito.

Sensação de calor, perspiração, agitação, náusea, elevação da pressão arterial sangüínea e taquicardia podem ser encontrados em casos isolados após a administração endovenosa da furosemida dentro das 24 horas da ingestão de hidrato de cloral.

Venda

Venda sob prescrição médica.

Introdução

Lasix
Furosemida
Esta bula é continuamente atualizada. favor proceder à sua leitura antes de utilizar o medicamento.

40 mg comprimidos - embalagens com 20

Composições

40 mg - cada comprimido contém:
Furosemida .................... 40 mg
Excipiente q.s.p. .................... 1 comprimido
(amido de milho, lactose, talco e estearato de magnésio)

Informação ao Paciente

Ação esperada do medicamento: LASIX apresenta efeito diurético e o início da ação ocorre cerca de 60 minutos após a administração do produto.

Cuidados de armazenamento: na sua embalagem original, LASIX comprimidos deve ser conservado ao abrigo da luz.

Prazo de validade: vide cartucho. Ao adquirir o medicamento confira sempre o prazo de validade impresso na embalagem externa do produto Nenhum medicamento deve ser utilizado após o término do seu prazo de validade, pois pode ser ineficaz e prejudicial para sua saúde.

Gravidez e lactação: Informar ao médico ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. LASIX pode ser administrado durante a gravidez somente sob rigoroso controle médico e por tempo reduzido.

Cuidados de administração: Siga a orientação do se médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Os comprimidos devem ser ingeridos inteiros com algum líquido com o estômago vazio. É vantajoso tomar a dose diária de uma só vez, escolhendo-se o horário mais prático, de tal forma que não fique perturbado o ritmo normal de vida do paciente, pela rapidez da diurese.

Interrupção do tratamento: Não se deve interromper ou modificar o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Reações Adversas: Informar ao médico ocorrência de reações desagradáveis, tais como:
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Ingestão concomitante com outras substâncias: o médico deve ter conhecimento da medicação que o paciente estiver tomando.

Contra-indicações e Precauções: para os casos em que o produto é contra-indicado e para as precauções que devem ser seguidas, vide Informações Técnicas.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

Informação Técnica

A furosemida, princípio ativo de LASIX, é um diurético do grupo dos saluréticos e tem ação em todas as regiões do néfron, com exceção do túbulo distal, com predomínio de ação no segmento ascendente da alça de Henle.

Mesmo em presença de filtração glomerular insuficiente, LASIX promove um aumento da eliminação de sódio e água.

Devido a estas características, LASIX é usado no tratamento de edemas associados a distúrbios cardíacos, hepáticos ou renais (na presença de síndrome nefrótica, o tratamento da causa é primordial) e de edemas devido a queimaduras.

LASIX também é indicado para o tratamento de hipertensão leve a moderada.

Administração

Os comprimidos devem ser ingeridos inteiros com algum líquido e com o estômago vazio.

É vantajoso tomar a dose diária de uma só vez, escolhendo-se o horário mais prático, de tal forma que não fique perturbado o ritmo normal de vida do paciente pela rapidez da diurese.

A duração do tratamento é determinada pelo médico.

Laboratório

Hoechst Marion Roussel

Tel: 55 (011) 5683-7847

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