Lamictal

Bula de Lamictal

Bula do remédio Lamictal. Classe terapêutica dos Anticonvulsivantes. Princípios Ativos Lamotrigina.

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Indicação

Para quê serve Lamictal?

Tratamento de crises parciais e crises tônico-clônicas generalizadas, não satisfatoriamente controladas com outras drogas antiepiléticas.

Contraindicações

Quando não devo usar este medicamento?

Indivíduos com conhecida hipersensibilidade à lamotrigina.

Posologia

Como usar Lamictal?

Adultos e crianças acima de 12 anos de idade: a dose inicial de Lamictal para pacientes que não estejam tomando valproato de sódio é de 50 mg 1 vez ao dia por 2 semanas, seguidos por 100 mg/dia administrados divididos em 2 tomadas durante 2 semanas. A partir daí, a dose usual de manutenção para se obter uma resposta ótima é de 200-400 mg/dia administrados divididos em 2 tomadas. Naqueles pacientes recebendo valproato de sódio, a dose inicial de Lamictal deve ser de 25 mg, em dias alternados, por 2 semanas, seguidos de 25 mg uma vez ao dia durante 2 semanas. A partir daí, a dose usual de manutenção para se obter uma resposta ótima é de 100-200 mg/dia administrados uma vez ao dia ou divididos em duas tomadas. Adultos e crianças acima de 12 anos (dose diária total em mg/dia): sem valproato de sódio - Semanas 1 + 2: 50 mg uma vez ao dia. Semanas 3 + 4: 100 mg divididos em duas tomadas. Dose de manutenção: 200-400 mg divididos em duas tomadas. Com valproato de sódio - Semanas 1+2: 12,5 mg administração de 25 mg em dias alternados. Semanas 3+4: 25 mg uma vez ao dia. Dose de manutenção:100-200 mg uma vez ao dia ou divididos em duas tomadas. As doses iniciais recomendadas não devem ser excedidas. Crianças com 12 anos ou menos: não há ainda informação suficiente sobre o uso de Lamictal em crianças com menos de 12 anos. Pacientes idosos: as informações sobre o uso de Lamictal em pacientes idosos são limitadas. Até o momento, não há evidência que sugira que a resposta deste grupo etário seja diferente daquela apresentada por pacientes mais jovens. Entretanto, estes pacientes devem ser tratados e controlados com cautela. - Superdosagem: sinais e sintomas: não há experiência com superdose de lamotrigina, mas alguns pacientes com concentrações séricas muito altas de lamotrigina (maior ou igual a 15 mcg/ml) relataram sedação, ataxia, diplopias, náusea e vômito. Tratamento: no caso de superdose, o paciente deve ser hospitalizado para receber tratamento de suporte apropriado. Se indicada, deve ser feita lavagem gástrica.

Efeitos Colaterais

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Em estudos clínicos duplo-cegos, ocorreram rashes cutâneos em até 10% dos pacientes que tomavam lamotrigina e em 5% dos pacientes que tomavam placebo. Os rashes cutâneos levaram à suspensão do tratamento com lamotrigina em 2% dos pacientes. O rash, normalmente de aparência maculopapular, geralmente aparece dentro de 4 semanas após o início do tratamento, ocorrendo regressão com a suspensão da droga. Raramente, foram observados rashes cutâneos graves, inclusive angioedema e síndrome de Stevens-Johnson. Outras reações adversas relatadas durante estudos com Lamictal, além daquelas de tratamentos-padrão com drogas antiepiléticas, incluíram: diplopia, visão turva, tontura, sonolência, cefaléia, falta de firmeza de movimentos, cansaço, distúrbios gastrintestinais e irritabilidade/agressão.

Advertências e Precauções

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Dados disponíveis sugerem que se a dose recomendada para o início da terapia com lamotrigina for excedida, pode haver um aumento na incidência de rash requerendo a retirada da terapia. Lamictal é um fraco inibidor da diidrofolato-redutase; portanto, há possibilidade de interferência com o metabolismo do folato durante tratamentos prolongados. Entretanto, em períodos de até um ano, a lamotrigina não induziu alterações significativas na concentração da hemoglobina, no volume corpuscular médio e nas concentrações séricas de folato ou de glóbulos vermelhos. Como ocorre com outras drogas antiepiléticas, a suspensão abrupta de Lamictal pode provocar crises de rebote. Este risco pode ser evitado pela redução gradual da dose por um período de duas semanas. O metabolismo hepático, seguido de excreção renal, e a principal via de eliminação da lamotrigina. Até que estudos específicos tenham sido realizados, o uso de Lamictal em pacientes com significativo comprometimento hepático ou renal não pode ser recomendado. Gravidez: são insuficientes os dados disponíveis sobre o uso de Lamictal na gravidez humana, para que se avalie sua segurança na mesma. Como ocorre com a maior parte das drogas, Lamictal não deve ser usado durante a gravidez, a menos que, na opinião do médico, os benefícios potenciais do tratamento para a mãe superem quaisquer possíveis riscos ao feto em desenvolvimento. Lactação: não há informação disponível sobre as concentrações de lamotrigina ou seus metabólitos que possam aparecer no leite materno após a administração de Lamictal. Interações medicamentosas: não há evidência de que a lamotrigina cause indução ou inibição clinicamente significativa de enzimas hepáticas oxidativas de metabolização de drogas. A lamotrigina pode induzir seu próprio metabolismo, mas o efeito é modesto e provavelmente não apresenta conseqüências clínicas significativas. Relataram-se aumentos nas concentrações plasmáticas de outras drogas antiepiléticas em alguns pacientes, não obstante estudos controlados não terem demonstrado qualquer evidência de que a lamotrigina afete as concentrações plasmáticas de drogas antiepiléticas administradas concomitantemente. A evidência de estudos in vitro indica que a lamotrigina não desloca outras drogas antiepiléticas dos locais de ligação as proteínas. Em um estudo com 12 voluntárias, a lamotrigina não afetou as concentrações plasmáticas do etinilestradiol e do levonorgestrel, após a administração da pílula anticoncepcional. Entretanto, como ocorre com a introdução de outro tratamento crônico em pacientes que estejam tomando anticoncepcionais orais, qualquer alteração no padrão de sangramento menstrual deve ser relatado ao médico. Os agentes antiepiléticos (tais como, a fenitoína, a carbamazepina, o fenobarbital e a primidona), que induzem as enzimas hepáticas de metabolização de drogas, aumentam o metabolismo da lamotrigina. O valproato de sódio, que inibe as enzimas hepáticas de metabolização de drogas, reduz o metabolismo da lamotrigina.

Composição

Cada comprimido de Lamictal 25 mg contémlamotrigina 25 mg; Excipiente q.s.p. 1 comprimido. Cada comprimido de Lamictal 50 mg contém lamotrigina 50 mg; Excipiente q.s.p. 1 comprimido. Cada comprimido de Lamictal 100 mg contém lamotrigina 100 mg. Excipiente q.s.p. 1 comprimido.

Apresentação

Embalagens contendo 30 comprimidos.

Laboratório

GlaxoSmithKline Brasil Ltda.

SAC: 0800 701 2233

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