Frisium

Bula de Frisium

Bula do remédio Frisium. Classe terapêutica dos Ansiolíticos e Sedativos. Princípios Ativos Clobazam.

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Indicação

Para quê serve Frisium?

Ansiolítico e sedativo.

Contraindicações

Quando não devo usar este medicamento?

Hipersensibilidade ao clobazam ou a qualquer componente da fórmula;
Histórico de dependência a drogas ou ao álcool (aumento do risco de desenvolver dependência);
Doença muscular progressiva crônica - Miastenia grave (risco de agravamento da doença);
Insuficiência respiratória grave (risco de degeneração);
Síndrome da apnéia do sono (risco de degeneração);
Insuficiência hepática grave (risco de encefalopatia);
Frisium está contra-indicado no primeiro trimestre da gestação e durante a lactação.

FRISIUM não deve ser administrado normalmente a crianças de 6 meses a 3 anos de idade. Entretanto em casos excepcionais, onde há indicações obrigatórias, pode ser usado para tratamento convulsivante.

Os pacientes não devem ingerir álcool durante o tratamento, porque há risco aumentado de sedação e outros efeitos adversos.

Posologia

Como usar Frisium?

A dose inicial recomendada para adultos é de 20 mg/dia. Caso seja necessário, esta pode ser aumentada a critério médico.

Nos casos de tratamento de ansiedade a dose inicial usual é de 20 mg/dia. Se houver necessidade a dose pode ser aumentada para 30 mg/dia.

Em pacientes idosos, a dose usualmente empregada é de 10 a 15 mg/dia. Após a obtenção do efeito desejado, esta deve ser reduzida, ficando a dose de manutenção a critério médico.

Para crianças com idade entre 3 e 15 anos a dose diária de 5 a 10 mg é geralmente suficiente. Para administração de FRISIUM para crianças de 6 meses a 3 anos de idade, vide Precauções.

TRATAMENTO DA EPILESIA
Assim como outros benzodiazepínicos, existe a possibilidade da diminuição da eficácia de anticonvulsivantes quando usados concomitantemente com FRISIUM.

. Dose em adultos e adolescentes acima de 15 anos: recomenda-se iniciar com doses pequenas (5 a 15 mg/dia) aumentando-a gradualmente até um máximo de 80 mg/dia. Por outro lado, tanto o tratamento contínuo, por exemplo com 20 mg/dia, quanto o intermitente (interrupção do tratamento e prescrição novamente logo a seguir) provaram ser eficazes.

. Tratamento combinado com um ou mais anticonvulsivantes em crianças com idade entre 3 e 15 anos: recomenda-se iniciar com dose de 5 mg e uma dose de manutenção de 0,3 a 1 mg/kg é geralmente suficiente.

Em pacientes com comprometimento hepático ou renal a dose deve ser reduzida.

Os comprimidos devem ser ingeridos com líquidos.

A dose diária pode ser administrada como dose única à noite, ao deitar, ou dividida durante o dia, porém com concentração maior desta no período noturno.

A dose e duração do tratamento deve ser ajustada à resposta clínica individual de cada paciente e orientada pelo médico assistente, principalmente quando for maior que 4 semanas.

O tratamento com FRISIUM deve ser utilizado sempre com a menor dose possível.

O tratamento com FRISIUM por períodos prolongados não deve ser interrompido bruscamente. Recomenda-se a redução gradual da dose sob supervisão médica, com a finalidade de se evitar a ocorrência de sintomas de síndrome de abstinência tais como cansaço, ansiedade e insônia.

Efeitos Colaterais

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Sedação, levando ao cansaço e sonolência, poderá ocorrer, especialmente no início do tratamento com FRISIUM ou na administração de altas doses. Podem também ocorrer diminuição do tempo de reação, sonolência, paralisação das emoções, confusão, cefaléia, secura da boca, constipação, perda do apetite, náusea, vertigens, fraqueza muscular, ataxia, ou leve tremor nos dedos.

Especialmente em pacientes que receberam tratamento com altas doses ou a longo prazo, pode haver anormalidades reversíveis tais como diminuição ou indistinção da fala (distúrbios de articulação), oscilação do movimento e do modo de andar, distúrbios da visão (visão dupla, nistagmo), ganho de peso ou perda da libido.

Foram relatados casos muito raros de perturbação da consciência, algumas vezes combinada com distúrbios respiratórios, após uso prolongado de benzodiazepínicos, particularmente em pacientes idosos, que algumas vezes persiste durante algum tempo.

Podem ocorrer casos isolados de reações cutâneas, tais como exantema, e erupções como urticária.

Especialmente em idosos e crianças podem ocorrer reações paradoxais como excitação, irritabilidade, agressividade, delírio, alucinações, estado agudo de agitação, pesadelos, acessos de raiva, reações psicóticas, ansiedade, tendências suicidas, espasmos musculares freqüentes, dificuldade em adormecer e em adormecer profundamente. Na ocorrência de tais reações, o tratamento com FRISIUM deve ser interrompido.

Tolerância e dependência poderão ocorrer, especialmente durante o uso prolongado.

Amnésia anterógrada pode ocorrer mesmo quando os benzodiazepínicos são usados em doses normais, mas especialmente em doses elevadas. Efeitos amnésicos podem estar associados com atitudes inapropriadas.

Depressão respiratória pode ocorrer especialmente na administração de elevadas doses de FRISIUM. Portanto, particularmente em pacientes com insuficiência da função respiratória pré-existente (por exemplo em pacientes com asma brônquica), ou naqueles com dano cerebral podem ocorrer insuficiência respiratória ou degeneração.

Uma depressão pré-existente pode ser mascarada durante o tratamento com benzodiazepínicos.

Informe ao seu médico se você perceber qualquer um desses efeitos adversos listados acima ou qualquer outros efeitos indesejados ou alterações inesperadas. Tendo em vista que alguns efeitos adversos, por exemplo depressão respiratória, podem sob certas circunstâncias tornarem risco à vida, é essencial que, caso reações repentinas ou graves ocorram, o médico seja informado imediatamente.

Advertências e Precauções

O que devo saber antes de usar este medicamento?

A administração de Frisium em altas doses, pode causar depressão respiratória. Portanto, os pacientes com insuficiência respiratória crônica ou aguda devem ter a sua função respiratória monitorada e redução da dose pode ser necessária.

O clobazam pode causar fraqueza muscular. Portanto, em pacientes com fraqueza muscular pré-existente ou com oscilação de movimentos e no modo de andar devido a doenças da medula espinhal e do cerebelo (ataxia espinhal ou cerebelar), recomenda-se observação especial e possível redução na dose do paciente.

Lapsos de memória para eventos que ocorram após um evento "causador da doença" (amnésia anterógrada) podem ocorrer mesmo quando os benzodiazepínicos são utilizados em uma variação de dose normal, mas especialmente quando se utilizam doses mais altas.

Pacientes com insuficiência na função renal ou hepática apresentam uma resposta aumentada ao clobazam e maior suscetibilidade aos seus efeitos adversos, portanto, em tais pacientes uma redução da dose pode ser necessária. Em tratamento prolongado, a função renal e hepática devem ser avaliadas regularmente.

Os benzodiazepínicos, incluindo o Clobazam, podem levar à dependência física e psicológica. O risco de dependência aumenta com a dose e a duração do tratamento. Entretanto, o risco está presente mesmo com a ingestão diária de clobazam durante períodos de somente algumas semanas, e se aplica não somente ao possível abuso com altas doses, mas também com a variação da dose terapêutica. O risco de dependência está aumentado em pacientes com histórico de abuso de drogas ou álcool. O benefício terapêutico deve ser avaliado contra o risco de dependência durante o uso prolongado.

Na retirada dos benzodiazepínicos, especialmente se abrupta, um fenômeno rebote ou síndrome de retirada podem ocorrer.

Fenômeno rebote: O fenômeno rebote é caracterizado pela recorrência, de forma acentuada, dos sintomas que originalmente levaram ao tratamento com clobazam (por exemplo: ansiedade, convulsões). Isto pode estar acompanhado por outras reações incluindo alterações de humor, ansiedade ou distúrbio do sono ou agitação.

Síndrome da retirada: Após o desenvolvimento da dependência física, a interrupção abrupta do tratamento com clobazam pode levar a sintomas de abstinência. Isto pode incluir cefaléias, distúrbios do sono, aumento dos sonhos, ansiedade extrema, tensão, agitação, confusão e excitabilidade, alteração na percepção ambiental, perda de sentimento de identidade em relação aos outros ou do seu próprio senso de realidade (despersonalização), alucinações e psicoses sintomáticas (delírio de abstinência), sensações de entorpecimento e formigamento das extremidades, dor muscular, tremor, sudorese, náusea, vômito, agudeza anormal da audição (hiperacusia), hipersensibilidade à luz, barulhos e contato físico, bem como convulsões epilépticas. A síndrome de abstinência também pode ocorrer na troca abrupta do benzodiazepínico de ação prolongada (por exemplo, Frisium) para um de ação de curta duração.

No tratamento de epilepsia com benzodiazepínicos, incluindo Frisium, deve-se considerar a possibilidade de uma diminuição na eficácia (desenvolvimento de tolerância) durante o tratamento.

FRISIUM pode causar sedação ou efeitos adversos similares, assim como fraqueza muscular. Estes efeitos podem prejudicar a habilidade de concentração e reação e, portanto, constituem risco em situações onde estas habilidades são de particular importância (dirigir ou operar máquinas).

Superdosagem

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Superdosagem e intoxicação com benzodiazepínicos, incluindo clobazam, podem conduzir a depressão do sistema nervoso central, associado a sonolência, confusão e apatia, possivelmente levando à ataxia, depressão respiratória, hipotensão e, raramente coma. o risco de fatalidade aumenta em casos de envenenamento combinado com outros depressores do sistema nervoso central, incluindo o álcool.

No tratamento por intoxicação deve ser levado em consideração o possível envolvimento de múltiplos agentes.

Lavagem gástrica, reposição de fluidos intravenosos e medidas de suporte podem ser indicadas adicionalmente a monitorização da consciência, respiração, pulso e pressão sangüínea. equipamentos para lidar nos casos de complicações como obstrução das vias aéreas ou insuficiência respiratória devem estar disponíveis. casos de hipotensão podem ser tratados com substitutos do plasma e, se necessário, com agentes simpatomiméticos.

A eliminação secundária de frisium (por diurese forçada ou hemodiálise) é ineficaz. a eficácia da administração suplementar de fisostigmina (um agente colinérgico) ou de flumazenil (um antagonista dos benzodiazepínicos) não deve ser utilizada devido a experiência existente insuficiente.

Composição

Frisium 10 mg
Cada comprimido contém:
Clobazam .................... 10 mg
Excipiente q.s.p. .................... 1 comprimido
(amido de milho, lactose, talco, estearato de magnésio, dióxido de silício coloidal)
Frisium 20 mg
Cada comprimido contém:
Clobazam .................... 20 mg
Excipiente q.s.p. .................... 1 comprimido
(lactose, talco, estearato de magnésio, amido de milho, dioxido de silício coloidal)

Interações Medicamentosas

O uso concomitante de FRISIUM, especialmente quando utilizado em altas doses, com drogas depressoras do Sistema Nervoso Central, tais como analgésicos narcóticos, antihistamínicos sedativos, hipnóticos, ansiolíticos, alguns antidepressivos, anticonvulsivantes, anestésicos, antipsicóticos ou outros sedativos potencializa o efeito mutuamente. O mesmo efeito ocorre com o uso concomitante de bebidas alcoólicas. Deve-se tomar extremo cuidado, quando FRISIUM é utilizado nos casos de superdosagem com Lítio ou com as substâncias acima.

O uso concomitante de álcool poderá aumentar em 50 % a biodisponibilidade de FRISIUM no organismo, aumentando assim seus efeitos.

O uso concomitante de FRISIUM com analgésicos narcóticos poderá intensificar a euforia, podendo levar ao aumento da dependência psicológica.

Nos casos em que FRISIUM é administrado como terapia auxiliar no tratamento da epilepsia com outros anticonvulsivantes, a dose deve ser ajustada sob estrita supervisão médica, (monitoração do EEG), uma vez que podem ocorrer interações com a medicação básica do paciente.

Nos pacientes que recebem tratamento simultâneo de ácido valpróico e FRISIUM, pode haver um aumento leve a moderado na concentração plasmática de ácido valpróico. No tratamento concomitante com Frisium, os níveis plasmáticos da fenitoína podem aumentar. Se possível, os níveis sanguíneos do ácido valpróico ou da fenitoína devem ser monitorados. Carbamazepina e fenitoína podem causar um aumento na conversão metabólica do clobazam para N-desmetil clobazam.

Os efeitos dos relaxantes musculares, analgésicos e óxido nitroso podem aumentar.

O tratamento concomitante com substâncias que inibem o sistema da monooxigenase, como por exemplo cimetidina ou eritromicina, pode aumentar e prolongar a ação de clobazam.

Gravidez e Lactação

FRISIUM está contra-indicado no primeiro trimestre da gestação e durante a lactação.

Após o primeiro trimestre da gestação, FRISIUM somente deve ser utilizado se houver indicação precisa e estrito controle médico. A utilização de Frisium, em altas doses imediatamente antes ou durante o nascimento da criança pode provocar hipotermia, hipotonia, depressão respiratória e dificuldade em beber nos recém-nascidos. Adicionalmente pode ocorrer dependência física aos benzodiazepínicos em recém-nascidos de mães que tomaram o medicamento por longos períodos até o final da gravidez. No período após o nascimento, estes recém-nascidos podem apresentar risco de desenvolver a Síndrome de Abstinência.

O clobazam é excretado no leite materno, portanto, uma decisão deve ser tomada quanto a interrupção da lactação ou do tratamento da mãe, levando em conta a importância da droga para a mesma.

Laboratório

Hoechst Marion Roussel

Tel: 55 (011) 5683-7847

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