Fenitoína

Bula de Fenitoína

Bula do remédio Fenitoína. Classe terapêutica dos Anticonvulsivantes.

publicidade

Indicação

Para quê serve Fenitoína?

Fenitoína comprimido é indicado para crises convulsivas epilépticas e parciais, crises convulsivas por traumatismo cranio-encefálico, secundárias e neurocirurgia e estado de mal epiléptico.

Uso adulto e pediátrico - Uso oral

Posologia

Como usar Fenitoína?

As doses orais devem ser tomadas preferencialmente durante ou após as refeições.

A interrupção do tratamento deve ser feita de forma gradual.

Em geral, as doses habituais são as seguintes:

  • Pacientes com mais de 30 quilos de peso: de 2 a 5 comprimidos diários, geralmente repartidos em duas ou três tomadas.
  • Pacientes com menos de 30 quilos de peso: 1 a 2 comprimidos diários, geralmente repartidos em duas ou três tomadas.

Efeitos Colaterais

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, tais como: vertigem, prurido, formigamento, cefaleia, sonolência, ataxia, bem como quaisquer outros sinais ou sintomas.

Contraindicações

Quando não devo usar este medicamento?

Fenitoína é contra-indicado a pacientes que tenham apresentado reações intensas ao medicamento ou a outras hidantoínas.

Pacientes que apresentam síndrome de Adam-Stokes, bloqueio A-V de 2º e 3º graus, bloqueio sino-atrial e bradicardia sinusal.

Farmacocinética

Como funciona este medicamento?

Os níveis terapêuticos no estado de equilíbrio são alcançados em 7 a 10 dias após o início do tratamento com doses recomendadas de 300 mg/dia.

Advertências e Precauções

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Fenitoína na gravidez e lactação: informe seu médico a ocorrência de gravidez durante o tratamento ou após o seu término ou se está amamentando.

A fenitoína deve ser administrada com cautela em casos de discrasias sanguíneas, doença cardiovascular, diabetes mellitus, funções hepática, renal ou tireoidiana prejudicadas.

A ingestão aguda de álcool pode aumentar as concentrações plasmáticas de fenitoína, enquanto que o seu uso crônico pode diminuí-las.

Pode ocorrer hipotensão, especialmente após a administração intravenosa de fenitoína em doses elevadas e altas velocidades de administração.

Hidantal deve ser descontinuado se ocorrer o aparecimento de rash cutâneo.

Relatou-se hiperglicemia resultante de efeito inibitório da fenitoína na liberação de insulina.

A fenitoína pode também aumentar as concentrações plasmáticas de glicose em pacientes diabéticos.

Interações medicamentosas

  • Etanol

Pacientes epilépticos que ingerem muito álcool devem ser rigorosamente observados quanto ao decréscimo dos efeitos anticonvulsivantes.

  • Barbituratos

Pacientes mantidos com fenitoína e um barbiturato devem ser observados quanto a sinais de intoxicação com fenitoína se o barbiturato for retirado. O fenobarbital pode reduzir a absorção oral da fenitoína.

  • Cloranfenicol

Pacientes recebendo simultaneamente fenitoína e cloranfenicol devem ser rigorosamente observados quanto a sinais de intoxicação com fenitoína. A dose anticonvulsiva deve ser reduzida, se necessário. A possibilidade de se usar um antibiótico alternativo deve ser considerada. O cloranfenicol diminui o metabolismo da fenitoína.

  • Corticosteroides

Se necessário o uso de corticosteroides em pacientes recebendo anticonvulsivantes, deve-se estar alerta para o caso de uma resposta terapêutica inadequada ao corticosteroide.

  • Dissulfiram

Esta droga inibe o metabolismo hepático da fenitoína. Os níveis sanguíneos de fenitoína são aumentados e a excreção urinária diminuída dentro das quatro horas da administração da primeira dose de dissulfiram. Os pacientes que recebem as duas drogas devem ser monitorados. A redução da dose de fenitoína pode ser necessária em alguns pacientes.

  • Isoniazida

Pacientes recebendo ambas as drogas devem ser rigorosamente observados quanto a sinais de toxicidade pela fenitoína. A quantidade da dose anticonvulsivante deve
ser reduzida, se necessário.

  • Fenilbutazona

Esta droga e um de seus metabólitos competem com a fenitoína no metabolismo hepático. Além disso, estudos in vitro demonstraram que a fenilbutazona pode deslocar a fenitoína da fixação às proteínas plasmáticas. Pacientes recebendo ambas as drogas devem ser observados quanto a sinais de intoxicação pela fenitoína.

  • Salicilatos

Podem deslocar a fenitoína por fixação da proteína plasmática, aumentando assim a concentração da fenitoína livre (ativa) no plasma. Altas doses de salicilatos devem
ser administradas com cautela a pacientes em tratamento com fenitoína, especialmente se os pacientes parecem propensos à intoxicação.

  • Sulfonamidas

Podem inibir o metabolismo da fenitoína e também deslocá-la por mecanismos de fixação às proteínas plasmáticas.

  • Folatos

Fenitoína tem potencial em diminuir os níveis plasmáticos de folato.

  • Hidróxido de alumínio

Administração simultânea da fenitoína com hidróxido de alumínio pode acarretar a diminuição na concentração sérica da fenitoína.

Superdosagem

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

A dose letal média, em adultos é estimada em 2 a 5g. em crianças, ainda é desconhecida.

Os sintomas cardiais iniciais são: nistagmo, ataxia e disartria.

O paciente torna-se comatoso com pupilas não responsivas e ocorre uma hipotensão. Outros sinais são: tremores, hiperreflexia, letargia, fala arrastada, náuseas, vômitos. a morte é devida à depressão respiratória e apneia.

O tratamento é inespecífico desde que não há um antídoto conhecido.

O funcionamento adequado dos sistemas respiratórios e circulatório deve ser monitorizado e, se necessário, deverão ser instituídas medidas suportivas adequadas.

Se o reflexo de vômito estiver ausente, as vias aéreas devem ser mantidas desobstruídas. pode ser necessário o uso de oxigênio, vasopressores e ventilação assistida para depressões do SNC, respiratória e cardiovascular.

Finalmente, pode-se considerar o uso da hemodiálise desde que a fenitoína não é completamente ligada às proteínas plasmáticas.

Transfusões sanguíneas totais têm sido utilizadas no tratamento de intoxicações severas em crianças.

Composição

Cada comprimido contém:

fenitoína ..................................................... 100 mg

excipientes q.s.p. ................................................ 1 comprimido

(amido de milho, estearato de magnésio, lactose monoidratada, talco e polividona K30).

Armazenamento

Onde como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Este medicamento dever ser mantido ao abrigo do calor excessivo (superior a 40ºC), protegido da luz e umidade.

publicidade