Bula do medicamento Enfluran. Princípio ativo Enflurano.
Indicações de Enfluran
O ENFLURAN é indicado na indução de anestesia geral em adultos e crianças. O produto pode ser usado em anestesias gerais, em obstetrícia. Pode ser utilizado como analgésico em partos vaginais. Frequentemente se empregam outros medicamentos para indução ou suplementação anestésica.
Efeitos Colaterais de Enfluran
O enflurano é um depressor do SNC e portanto, pode produzir sintomas característicos como depressão respiratória e circulatória, principalmente com doses elevadas.
Contrações musculares, hepatoxicidade, hipóxia e crise de hipertermia maligna podem ocorrer.
Excitação paradoxal do SNC pode surgir com alucinações, ansiedade e nervosismo. Apesar de raras, podem surgir arritmias cardíacas, náuseas e vômitos.
Precauções
O enflurano, como todos os anestésicos inalatórios, produz alterações nos traçados eletroencefalográficos.
Quando a anestesia com enflurano é aprofundada além dos limites recomendados, pode ocorrer no EEG um traçado caracterizado por alta voltagem e alta frequência, que progride através de complexos de espículas-ondas, intercaladas por período de silêncio elétrico. As vezes, tal quadro acompanha-se de atividade motora, a qual quando ocorre, assume a forma de concentrações súbitas de diversos grupos musculares, que costumam desaparecer espontaneamente ou pela redução da concentração do anestésico. Em registro eletroencefalográfico, observado em níveis profundos de anestesia, intensifica-se pela hiperventilação e consequente diminuição da tensão parcial de CO2. Seu aparecimento constitui uma advertência de que a profundidade da anestesia é excessiva.
Ao reajustar-se o procedimento anestésico pela redução da concentração e/ou do ritmo da respiração assistida, a atividade motora desaparece.
A cessação imediata pode ser obtida, administrando-se pequena dose de relaxante muscular. Estudos da irrigação sanguínea cerebral e do metabolismo, efetuados em voluntários normais, durante as alterações eletroencefalográficas não revelam evidência de hipóxia cerebral e a recuperação foi isenta de complicações.
Reitera-se a advertência de que enflurano intensifica os efeitos dos relaxantes musculares não despolarizantes e que, por conseguinte, as doses habitualmente empregadas devem ser reduzidas aproximadamente à metade. O enflurano deve ser usado com precaução em pacientes que, por uso de drogas ou história clínica, demonstrem ser sensíveis à estimulação cortical produzida por essa droga.
Como os níveis de anestesia frequentemente se alteram com a rapidez e facilidade, recomenda-se o uso exclusivo de vaporizadores que proporcionem concentrações previsíveis, com precisão adequada.
Observou-se em alguns casos uma discreta elevação dos níveis séricos de glicose, fato que deve ser levado em consideração em se tratando de pacientes diabéticos.
Entretanto, o moderado aumento de glicemia, que pode ocorrer durante a anestesia com enflurano retorna a níveis normais no período pós-operatório imediato.
Disfunção hepática, icterícia e necrose hepática fatal têm sido relatadas após anestesia com anestésicos halogenados. Tais reações parecem representar uma reação de sensibilidade aos anestésicos. Cirrose ou outras anormalidades envolvendo disfunção hepática podem ser a base para selecionar um outro anestésico que não agente halogenado.
Contraindicações
História ou suspeita de hipertermia maligna contra-indica o uso do enflurano. A relação risco-benefício deve ser avaliada nas seguintes situações clínicas: pneumotórax, pneumoencefalografia, embolia gasosa, disfunção hepática, icterícia ou lesão hepática aguda após exposição a anestésicos gerais, arritmias cardíacas, diabetes não controladas, disfunção renal, toxemia gravídica, hipertensão intracraniana, miastenia grave e feocromocitoma.
Modo de Uso
Para a indução da anestesia em pacientes adultos pode ser usada uma concentração de 0,5%, administrada em fluxo de oxigênio puro ou através de O2/ N2O, aumentando-se gradativamente, após algumas inspirações, com incrementos de 0,5% até atingir-se o nível de anestesia cirúrgica. A concentração mais elevada não deve ultrapassar 4%.
Para a manutenção, os níveis podem ser mantidos com concentrações de 0,5% a 2% de ENFLURAN, com as quais obtém-se relaxamento muscular adequado para a cirurgia intra-abdominal.
Em obstetrícia, o ENFLURAN pode ser usado de 0,25% a 1% para dar analgesia durante o trabalho de parto, tendo efeito semelhante ao produzido por 30% a 60% de N2O.
Na recuperação, a administração do ENFLURAN pode ser reduzida a 0,5% ao aproximar-se o final do ato cirúrgico ou por ocasião da sutura da pele. Ao interromper-se a administração do agente anestésico, convém ventilar o aparelho respiratório do paciente com oxigênio puro, várias vezes até sua completa recuperação.
Superdosagem
No caso de superdosagem ou quando a situação parecer superdosagem, deve-se interromper imediatamente a aplicação do produto e promover a ventilação assistida ou controlada com oxigênio puro.
Laboratório
CRISTALIA.
