Divelol

Bula do remédio Divelol. Classe terapêutica dos Antihipertensivos. Princípios Ativos Carvedilol.

Indicação

Para que serve Divelol?

Insuficiência cardíaca leve ou moderada (classe II ou III NYHA) de origem isquêmica ou miocárdica, em associação com digitálicos, diuréticos ou inibidores da ECA; hipertensão arterial, isoladamente ou associado a outros agentes, particularmente diuréticos do tipo tiazídico.

Contraindicações

Quando não devo usar este medicamento?

Portadores de insuficiência cardíaca não-compensada classe IV (NYHA), asma brônquica, tendência a broncoespasmo, bloqueio AV de segundo ou terceiro graus, doença do sinus (exceto em pacientes com marcapasso), choque cardiogênico ou bradicardia severa, hipersensibilidade à droga, bem como não é recomendado a portadores de insuficiência hepática clinicamente manifesta.

Posologia

Como usar Divelol?

Insuficiência cardíaca congestiva: Dose individualizada e monitorizada durante a fase inicial, estabilizando antes a dosagem de digital, diuréticos e inibidores da ECA (se utilizados). Iniciar com 6,25 mg duas vezes ao dia por duas semanas; se bem tolerada, poderá ir sendo dobrada a cada duas semanas, até o nível mais alto tolerado pelo paciente ou a critério médico. Dose máxima: 25 mg duas vezes ao dia para pacientes com menos de 85 kg e 50 mg duas vezes ao dia para aqueles com mais de 85 kg. Hipertensão arterial: Dose individualizada, sendo inicialmente de 6,25 mg duas vezes ao dia, por uma a duas semanas, podendo ser aumentada, se bem tolerada, para 1,25 mg duas vezes ao dia e dobrada a cada uma a duas semanas, ou a critério médico; a dose diária máxima recomendada é de 50 mg e o efeito anti-hipertensivo é alcançado no período de uma a duas semanas.

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Efeitos Colaterais

Quais os males que pode me causar?

Dos eventos adversos evidenciados, geralmente durante os primeiros trinta dias, apenas tontura, bradicardia, hipotensão e hipotensão postural, relacionados ao aumento das doses na fase de titulação.

Advertências e Precauções

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Embora DIVELOL possa ser administrado a hipertensos, portadores também, de insuficiência cardíaca controlada com digital, diuréticos e/ou inibidores da ECA, é preciso se ter em conta o fato de que tanto DIVELOL como a digital reduzem a condução AV. Como já foi observado, embora raramente, lesão hepática após carvedilol, portadores de lesão hepática, cirrose ou icterícia não devem receber DIVELOL. Como todos os betabloqueadores, pode agravar ou precipitar os sintomas de insuficiência arterial em portadores de doença vascular periférica. Se necessário continuar o tratamento com DIVELOL em pacientes cirúrgicos, cuidado especial deverá ser tomado se forem receber anestésicos tais como éter, ciclopropano ou tricloroetileno, já que estes deprimem a função miocárdica. Como todos os betabloqueadores não-seletivos, pode potencializar a hipoglicemia induzida por insulina e retardar a recuperação dos níveis séricos de glicose. Podendo mascarar os sintomas clínicos de hipertiroidismo, a sua suspensão abrupta pode exacerbar os seus sintomas ou precipitar uma crise tiroidiana.

Superdosagem

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada?

A sua ocorrência determina: hipotensão severa, bradicardia, insuficiência cardíaca, choque cardiogênico ou parada cardíaca; podem também ocorrer broncoespasmo, vômito, lapsos de consciência e convulsões generalizadas. Nessas situações, o tratamento com antídoto apropriado deve ser mantido por tempo suficientemente longo, considerando-se a meia-vida do carvedilol, que é de 7 a 10 horas.

Composição

Carvedilol, em comprimidos de 6,25 mg, 12,5 mg e 25,0 mg.

Apresentação

Caixas com 28 comprimidos de 6,25 mg, 12,5 mg e 25 mg de carvedilol.

Informações Técnicas

Agente bloqueador beta-adrenérgico não-seletivo, com atividade bloqueadora a-1 adrenérgica, sem atividade simpaticomimética intrínseca. Absorção rápida, sendo retardada quando a medicação for ingerida junto com a alimentação, o que reduz o risco de hipotensão ortostática, sem interferir, porém, na biodisponibilidade; meia-vida de 7 a 10 horas. Totalmente metabolizado; 98% da dose ingerida ligam-se às proteínas, sendo eliminada pelas fezes e, menos de 2% pela urina, na forma inalterada. DIVELOL reduz o débito cardíaco, a taquicardia induzida por exercício e(ou) isoproterenol, bem como a taquicardia ortostática reflexa; atenua os efeitos da fenilefrina e reduz a resistência vascular periférica, geralmente dentro dos primeiros trinta minutos e, devido à sua ação a-1 bloqueadora, reduz a pressão arterial mais significativamente na posição ereta, daí a possibilidade de ocorrer hipotensão postural; reduz a atividade da renina plasmática após quatro semanas e aumenta os níveis do peptídeo natriurético atrial.

Laboratório

Laboratórios Baldacci S.A.

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