Clindamicina
Bula de Clindamicina
Bula do remédio genérico Clindamicina. Classe terapêutica dos Antibióticos. Princípios Ativos Clindamicina.
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Indicação
Para quê serve Clindamicina?
É indicado no tratamento das infecções causadas por bactérias anaeróbicas susceptíveis ou cepas susceptíveis de bactérias aeróbias gram-positivas como estreptocococs, estafilococos, e pneumococos, tais como:1- infecções do trato respiratório superior, incluindo amigdalite, faringite, sinusite, otite média.
2- Infecções do trato respiratório inferior, incluindo bronquite e pneumonia.
3- Infecções da pele e tecidos moles, incluindo acne, furúnculos, celulite, impetigo, abscessos e feridas infeccionadas. Outras infecções especifícas
da pele e tecidos moles, como erisipela e panarício, podem também responder muito bem à terapia com cloridrato de clindamicina.
4- Infecções ósseas e infecções das articulações, incluindo osteomielite aguda e crônica e artrite séptica.
5- Infecções dentárias, incluindo abscessos periodontais, periodontite, gengivites e abscessos periapicais.
6- Infecções da pelve e do trato genital feminino, tais como endometrite, abcessos tubo-ovarianos não-gonocócicos, celulite pélvica, infecção vaginal
pós-cirurgica, salpingite e doença inflamatória pélvica (DIP), quando associado a um antibiótico apropriado de espectro gram-negativo. Em casos de cervicite por Chlamydia trachomatis, a monoterapia com clindamicina tem se mostrado eficaz.
Contraindicações
Quando não devo usar este medicamento?
É contra-indicado a pacientes que já apresentaram hipersensibilidade à clindamicina ou à lincomicina ou a qualquer componente da fórmula.O cloridrato de clindamicina deve ser prescrito com cautela a indivíduos com história de doença gastrintestinal, particularmente colite. O cloridrato de clindamicina, como qualquer fármaco, deve ser prescrito com cautela a indivíduos atópicos. A clindamicina não deve ser usada no tratamento da meningite, pois não penetra adequadamente no líquido cerebroespinal. A exemplo de outros antibióticos, durante terapia prolongada, devem ser realizados testes periódicos de função hepática e renal e contagem sanguínea. Em pacientes com doença hepática moderada ou grave, detectou-se um prolongamento da meia-vida de clindamicina, mas um estudo farmacocinético mostrou que, quando administrada a cada 8 horas, raramente ocorre acúmulo do fármaco. Portanto, não é necessária a redução da dose nesses pacientes. Não é necessária também a redução da dose em pacientes com doença renal. Entretanto, determinações periódicas de enzimas hepáticas devem ser realizadas quando do tratamento de pacientes com doença hepática grave. Até que se disponha de experiência clínica adicional, não é indicado o uso de clindamicina em recém-nascidos (crianças com menos de um mês). Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.
Posologia
Como usar Clindamicina?
A dose deve ser determinada pela gravidade da infecção, pela condições do paciente e pela suscetibilidade do patógeno.Adulto (via oral)
A dose diária recomendada é de 900-1800 mg, dividida em três ou quatro doses iguais. Para evitar a possibilidade de irritação do esôfago, cloridrato de clindamicina deve ser administrado com um copo cheio de água. Em infecções por estreptococos beta-hemolíticos, o tratamento deverá continuar pelo menos durante dez dias, a fim de diminuir a possibilidade de febre reumática ou glomerulonefrite subseqüente em doença pélvica inflamatória (DIP), o tratamento deve ser iniciado com 900 mg de fosfato de clindamicina, por via intravenosa a cada 8 horas, concomitantemente a um antibiótico de espectro aeróbio gram-negativo apropriado, como gentamicina 2,0 mg/kg, administrado via IV, seguido de 1,5 mg/Kg a cada 8 horas em pacientes com função renal normal. O tratamento IV deve ser continuado por pelo menos 4 dias e por pelo menos 48 horas após a recuperação da paciente. Continua-se então o tratamento com cloridrato de clindamicina, administrando-se 450 mg a cada 6 horas até completar 10-14 dias de tratamento total.
Efeitos Colaterais
Quais os males que este medicamento pode me causar?
Nos estudos de eficácia, cloridrato de clindamicina foi, geralmente, bem tolerado. Foram relatadas as seguintes reações adversas:Gastrintestinais: dor abdominal, náuseas, vômitos, fezes soltas ocasionais ou diarréia e esofagite. Reações de hipersensibilidade: erupções cutâneas morbiliformes generalizadas leves a moderadas foram as reações adversas mais frequentemente relatadas. Rash naculopapular e urticária tem sido observados durante a terapia. Raros casos de eritema multiforme, alguns semelhantes a síndrome de Stevens-Jonhson, tem sido associados a clindamicina. Foram observados poucos casos de reações anafiláticas. No caso de uma reação de hipersensibilidade séria, o fármaco deve ser suspenso e os agentes normalmente empregados (adrenalina, corticosteróide, anti-histamínicos) devem estar disponíveis para o tratamento de emergência.
Fígado: anormalidades em testes de função hepática (elevações da fosfatase alcalina e transaminase sérica) e icterícia.
Pele e membranas mucosas: prurido, vaginite e raros casos de dermatites esfoliativa e vesículo-bolhosa.
Hematopoiéticas: foram relatadas neutropenia transitória (leucopenia) e eosinofilia, agranulocitose e trombocitopenia. Entretanto não foi estabelecida relação direta entre esses efeitos e a terapia com cloridrato de clindamicina.
Advertências e Precauções
O que devo saber antes de usar este medicamento?
A ocorrência de colite grave, que pode ser fatal, tem sido associada ao uso da maioria dos antibióticos, inclusive clindamicina. Os estudos indicam que uma toxina produzida pela bactéria Clostridium difficile é a causa principal de colite associada á antibioticoterapia. Essa patologia tem em geral um espectro clínico que varia de diarréia aquosa leve até diarréia grave e persistente, leucocitose, febre e espasmos abdominais graves possivelmente associados á passagem de sangue e muco, que pode evoluir até peritonite, choque e megacólon tóxico.Superdosagem
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
Observou-se mortalidade significativa quando administradas doses subcutâneas ou orais de aproximadamente 2618 mg/kg em ratos. Foram observadas convulsões e depressão em camundongos.Hemodiálise e diálise peritonial não são meios eficazes para a eliminação do composto do sangue, em casos de superdosagem. Em casos de superdosagem, empregar tratamento de suporte.Composição
Cada cápsula contém 338,46 mg de cloridrato de clindamicina monoidratado*excipiente presentes em 1 cápsula :amido, talco, estearato de magnésio e lactose.
*equivalente a 300 mg de clindamicina base.
Apresentação
Cápsula. Embalagens contendo 16 cápsulas de 300 mg.USO ADULTO
USO ORAL
Laboratórios
Reg. MS: nº 1.0583.0505Farm.Resp.: Drª Maria Geisa P. de Lima e Silva
CRF-SP nº 8.082
GERMED FARMACÊUTICA LTDA.
Rod. Jornalista F. A. Proença, km 08
Bairro Chácara Assay
Hortolândia/SP – CEP 13186-901
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