Bula do medicamento Citostal. Classe terapêutica dos Antineoplásicos. Princípio ativo Lomustina.
Indicações de Citostal
CITOSTAL está indicado como terapia paliativa em associação com outras modalidades de tratamento ou em combinações estabelecidas com outros agentes quimioterapêuticos aprovados nas seguintes neoplasias:
Tumores Cerebrais - primários ou metastáticos, em pacientes que já tenham recebido tratamento cirúrgico e ou radioterapêutico apropriado.
Doença de Hodgkin - como terapia secundária
Outros tumores - CITOSTAL tem sido empregado em combinação com outros agentes terapêuticos, apenas após outros métodos convencionais haverem falhado.
Efeitos Colaterais de Citostal
Gastrintestinal
Náuseas e vômitos podem ocorrer cerca de 3 a 6 horas após uma dose oral e geralmente persistindo por pelo menos 24 horas. Pode se reduzir a frequência e duração desses efeitos colaterais através do uso de antieméticos antes da administração da droga e administrando a pacientes em jejum.
Toxicidade Hematológica
A toxicidade mais frequente e séria do CITOSTAL é a mielodepressão retardada. Ocorre geralmente de 4 a 6 semanas após a administração da droga e está relacionada à dose. Trombocitopenia ocorre cerca de 4 semanas após a administração e persiste por 1 ou 2 semanas. Leucopenia ocorre de 5 a 6 semanas após uma dose de CITOSTAL e persiste por 1 ou 2 semanas. Aproximadamente 65% dos pacientes recebendo 130mg/m 2 apresentam leucopenia abaixo de 5000 leucócitos/mm 3 e 36% apresentam leucopenia abaixo de 3000 leucócitos/mm 3. A trombocitopenia é geralmente mais severa que a leucopenia. Entretanto, ambos podem ser toxicidades limitantes a dose.
CITOSTAL pode produzir mielodepressão cumulativa, manifestada através de índices mais depressivos, ou por depressão mais prolongada após repetidas doses.
A ocorrência de leucemia aguda e displasias medulares tem sido registrada em pacientes em tratamento prolongado com nitrosuréias.
Anemia também ocorre, mas é menos frequente e grave do que a trombocitopenia ou a leucopenia.
Toxicidade Pulmonar
A toxicidade pulmonar carcterizada por infiltrados pulmonares e/ou fibrose raramente tem sido relatada com o uso de CITOSTAL. O início da toxicidade ocorre após um intervalo de seis ou mais meses desde o início do tratamento com doses cumulativas de CITOSTAL geralmente maiores que 1100mg/m 2. Há um relato de toxicidade pulmonar com uma dose cumulativa de somente 600mg.
Fibroses pulmonares de início retardado ocorrendo até 15 anos após o tratamento têm sido observados com tumores intracranianos que receberam nitrosuréias durante sua infância e início da adolescência.
Outras toxicidades
Tem sido raramente relatadas; estomatite, alopécia, e anemia. As reações neurológicas tais como desorientação, letargia, ataxia e disartria têm sido observados em alguns pacientes recebendo CITOSTAL. Entretanto não está esclarecida a relação com a medicação nesses pacientes.
Nefrotoxicidade
Anormalidades renais constituídas de redução no tamanho dos rins, azotemia progressiva e insuficiência renal têm sido relatadas em pacientes que tenham recebido altas doses cumulativas após terapia prolongada com o CITOSTAL e outras nitrosuréias. Ocasionalmente, também têm sido relatados casos de alteracões renais em pacientes recebendo doses totais inferiores.
Hepatotoxicidade
Um tipo reversível de toxicidade hepática, manifestada pelo aumento dos níveis de transaminases, fosfatase alcalina e bilirrubinas têm sido relatadas em uma pequena porcentagem de pacientes recebendo CITOSTAL.
POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO
A dose recomendada de CITOSTAL em adultos e crianças é de 130mg/m 2 por via oral como dose única a cada 6 semanas. Em indivíduos com função medular comprometida, a dose deve ser reduzida a 100mg/m 2 a cada 6 semanas.
Não se deve administrar um outro ciclo de tratamento, até que ocorra a recuperação medular a níveis aceitáveis (plaquetas > 100.000/mm 3; leucócitos > 4.000/mm 3).
O hemograma deve ser monitorizado semanalmente, e novos ciclos não devem ser repetidos antes de 6 semanas; porque a toxicidade hematológica é retardada e cumulativa. Doses subsequentes à dose inicial devem ser ajustadas de acordo com a resposta hematológica do paciente à dose precedente. O seguinte esquema é sugerido como guia para o ajuste da dose a ser administrada:
NADIR APÓS DOSE ANTERIOR PERCENTAGEM DA DOSE ANTERIOR A SER ADMI
NISTRADA
LEUCÓCITOS PLAQUETAS
> 4.000 > 100.000 100%
3.000 - 3.999 75.000 - 99.000 100%
2.000 - 2.999 25.000 - 74.999 70%
< 2.000 < 25.000 50%
Quando CITOSTAL for usado em combinação com drogas mielodepressivas, as doses devem ser ajustadas de acordo.
Precauções
Devido a depressão medular retardada, os hemogramas devem ser monitorizados semanalmente por pelo menos seis semanas após a dose.
Estudos da função pulmonar basal devem ser conduzidos juntamente com os testes da função pulmonar durante o tratamento. Pacientes com valor basal inferior a 70% da Capacidade Vital Forçada prevista ou da Capacidade Difusora de Monóxido de Carbono (DL co) encontram-se particularmente em risco.
Como CITOSTAL pode causar disfunções hepáticas recomenda-se que os testes da função hepática sejam periodicamente monitorizados.
Os testes da função renal também devem ser periodicamente monitorizados.
Advertências
CITOSTAL deve ser prescrito por profissionais com experiência no uso de agentes antineoplásicos.
O efeito tóxico mais comun e grave de CITOSTAL é a depressão medular retardada, notavelmente a trombocitopenia e a leucopenia, que podem contribuir para hemorragias e infecções graves em pacientes já comprometidos.
Hemogramas devem ser monitorizados semanalmente durante pelo menos 6 semanas após a dose (ver REAÇÕES ADVERSAS). Na dose recomendada, os ciclos de CITOSTAL não devem ser realizados com frequência maior que a cada 6 semanas.
A toxiucidade medular do CITOSTAL é cumulativa e portanto o ajuste da dosagem deve ser considerado com base ao hemograma da dose anterior (ver ajuste de dosagem na tabela ``POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO'').
Deve-se tomar cuidado ao se administrar o CITOSTAL a pacientes com número de plaquetas, leucócitos ou eritrócitos circulantes diminuidos. (ver ``POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO'').
A toxicidade pulmonar do CITOSTAL parece estar relacionado à dose (ver ``REAÇÕES ADVERSAS'').
O uso prolongado de nitrosuréias tem sido relatado por estar provavelmente associado ao desenvolvimento de malignidades secundárias.
Os testes das funções renais e hepáticas devem ser periodicamente monitorizados (ver ``REAÇÕES ADVERSAS'').
Uso na gestação
O uso seguro do CITOSTAL durante a gravidez não está estabelecido. CITOSTAL é embriotóxico e teratogênico em ratos e embriotóxico em coelhos em doses equivalentes às empregadas em seres humanos. Se esta droga for usada durante a gravidez ou se a paciente engravidar enquanto estiver tomando esta droga, a paciente deve ser informada do risco potencial ao feto. Mulheres com potencial de engravidar devem ser aconselhadas a evitar a gravidez.
Carcinogênese, Mutagênese e Fertilidade
CITOSTAL é carcinogênico em ratos e camundongos, produzindo um aumento acentuado na incidência de tumores em doses próximas as utilizadas clinicamente.
A terapia com nitrosuréias tem potencial carcinogênico.Tem sido relatada a ocorrência de leucemia aguda e displasias medulares em pacientes tratados com nitrosuréias.
CITOSTAL também afeta a fertilidade em ratos machos, em doses um pouco maiores que a dose humana.
Uso na lactação
Não é conhecido se esta droga é excretada no leite humano. Devido muitas drogas serem excretadas no leite humano e a ocorrência com CITOSTAL de reações adversas sérias em bebês sendo amamentados, deve-se optar por interromper a amamentação ou a administração da droga, levando-se em conta a importância da droga para a mãe.
Apresentação
Citostal é apresentado em frascos com 5 cápsulas. cada cápsula contém 10 ou 40mg de lomustina(ccnu).
Contraindicações
CITOSTAL não deve ser administrado a indivíduos que tenham demonstrado hipersensibilidade prévia a esta droga.
Laboratório
Bristol Myers Squibb S.A.
Remédios da mesma Classe Terapêutica
Alexan, Aracytin 100 mg, Aredia, Blenoxane, Cisplatina (genérico)
