Bula do medicamento Cefariston. Classe terapêutica dos Antibióticos. Princípio ativo Cefalotina.
Indicações de Cefariston
A cefalotina é indicada no tratamento de infecções severas causadas por microorganismos sensíveis (realizar testes de sensibilidade e cultura):
Infecções do trato respiratório causadas por S. pneumoniae, estafilococos produtores e não produtores de beta-lactamase, estreptococos beta-hemolíticos do grupo A, Klebsiella sp, H. influenzae.
Infecções da pele e tecidos moles, incluindo peritonite causada por estafilococos produtores e não produtores de beta-lactamase, estreptococos beta-hemolíticos do grupo A, E. coli, P. mirabilis e Klebsiella sp.
Infecções do trato geniturinário causadas por E. coli, P. mirabilis e Klebsiella sp.
Septicemia, incluindo endocardite, causada por S.pneumoniae, estafilococos produtores e não produtores de beta-lactamase, estreptococos beta-hemolíticos do grupo A, S. viridans, E. coli, P. mirabilis e Klebsiella sp.
Infecções gastrintestinais causadas por Salmonella e Shigella sp.
Infecções ósseas e articulares causadas por estafilococos produtores e não produtores de beta-lactamase.
Meningite causada por S. pneumoniae, estreptococos beta-hemolíticos do grupo A e estafilococos produtores e não produtores de beta-lactamase.
Efeitos Colaterais de Cefariston
Reações locais: dor, sensibilidade e elevação da temperatura após injeções intramusculares repetidas; tromboflebites, geralmente associadas as doses diárias acima de 6 g, administradas por infusão contínua por mais de 3 dias.
Hipersensibilidade: erupções cutâneas maculopapulosas, urticária, reações semelhantes às da doença do soro e anafilaxia. Eosinofilia e febre foram observadas associadas a outras reações alérgicas. Há maior probabilidade dessas reações ocorrerem em pacientes com história de alergia, particularmente à penicilina.
Gastrintestinais: colites pseudomembranosas durante ou após o tratamento. Diarréia, náuseas e vômitos ocorrem raramente.
Hematológico: neutropenia, trombocitopenia e anemia hemolítica. Foram relatados resultados positivos no teste de Coombs direto, realizados durante a terapia com cefalotina.
Hepático: elevação transitória na transaminase glutâmico-oxalacética (TGO) e na fosfatase alcalina.
Renal: elevação de nitrogênio uréico no sangue (BUN) e diminuição da depuração de creatinina, particularmente em pacientes com insuficiência renal.
Contraindicações
Hipersensibilidade aos antibióticos cefalosporínicos e antibióticos relacionados.
Interações Medicamentosas
Pode ocorrer aumento da nefrotoxicidade com a administração conjunta de antibióticos cefalosporínicos e aminoglicosídeos, ácido etacrínico, furosemida ou polimixinas.
Agentes bacteriostáticos podem interferir com a ação bactericida da cefalotina, principalmente em infecções agudas. O uso conjunto deve ser evitado.
A probenicida inibe a excreção da cefalotina, aumentando seus níveis séricos.
Modo de Uso
· · Administração intramuscular: a injeção deve ser feita profundamente em um grande músculo (por exemplo no glúteo ou face lateral da coxa) para diminuir a ocorrência de dor e sensibilização no local.
· Administração endovenosa intermitente: uma solução contendo 1 grama de cefalotina em 10 ml de diluente pode ser injetada lenta e diretamente na veia durante 3 a 5 minutos, ou então administrada através do tubo, quando o paciente estiver recebendo soluções por via endovenosa.
· Infusão endovenosa contínua: 1 ou 2 gramas de cefalotina diluídos com no mínimo 10 ml de água para injeção podem ser acrescentados ao frasco para infusão contendo soro glicosado 5%, soro fisiológico, solução de Ringer-lactato ou glicose 5% na solução de Ringer-lactato. A escolha da solução e do volume a ser empregado depende do controle de líquidos e eletrólitos.
· Via intraperitoneal: a cefalotina tem sido acrescentada às soluções de diálise em concentrações de até 6 mg/100ml e introduzida na cavidade peritoneal no decorrer da diálise (16 a 30 horas); 44% do medicamento administrado são absorvidos na corrente sangüínea. Níveis séricos de 10 mcg/ml foram relatados sem evidência de acúmulo ou reações indesejáveis locais ou sistêmicas. A administração intraperitoneal de soluções contendo 0,1 a 4% de cefalotina em soro fisiológico tem sido usada no tratamento de peritonite ou contaminação das cavidades peritoneais (a quantidade administrada pela via intraperitoneal deve obedecer a dose diária total de cefalotina).
· Em infecções causadas por estreptococos beta-hemolíticos, o tratamento deve continuar por, pelo menos, 10 dias. Em todos os tratamentos, a administração deve ser extendida por, no mínimo, 48 a 72 horas após o desaparecimento dos sintomas ou a erradicação bacteriana.
· Se após a introdução do diluente o conteúdo do frasco-ampola não dissolver-se totalmente, pode-se adicionar mais diluente (0,2 - 0,4 ml), e aquecer o frasco entre as mãos. Um leve escurecimento da solução não afetará sua atividade. Após a reconstituição, a solução é estável por 96 horas sob refrigeração. Se ocorrer precipitação, aquecer à temperatura ambiente com agitação constante.
· À temperatura ambiente, a solução é estável por 12 horas para injeção intramuscular.
· As infusões endovenosas devem ser iniciadas dentro de 12 horas e terminadas até 24 horas da reconstituição.
· As soluções preparadas com água para injeção, glicose 5% ou soro fisiológico e imediatamente congeladas são estáveis por 12 semanas à -20 ºC.
· Uma vez descongeladas as soluções não devem ser congeladas novamente.
- Posologia
Adultos:
A dose média usual em pacientes com função renal normal é de 500 mg a 1g a cada 4 ou 6 horas:
· · Pneumonia não complicada, furunculose com celulite e maioria das infecções urinárias: 500 mg a cada 6 horas.
· Infecções severas: a dose pode ser aumentada para 1 g ou administrar 500 mg a cada 4 horas.
· Bacteremia, septicemia e outras infecções severas ou com risco de vida: 4 a 12 g/dia por via endovenosa, em doses divididas. Na septicemia, iniciar a terapia com 6 a 8 g/dia em doses divididas, por vários dias, e reduzir a dosagem gradativamente.
· De modo geral, a via endovenosa é preferida em pacientes com bacteremia, septicemia ou outras infecções graves, principalmente na ocorrência de estados debilitantes como desnutrição, traumatismo, cirurgia, diabete, insuficiência cardíaca ou neoplasias e especialmente na presença ou iminência de choque.
Crianças:
A dosagem deve ser estabelecida de acordo com a idade, peso e severidade da infecção. A administração de 100 mg/Kg/dia (80 a160 mg/Kg/dia) em doses divididas mostrou-se eficaz para a maioria das infecções.
PROFILAXIA NA CIRURGIA:
Adultos:
· · pré-operatório:1 a 2 g por via endovenosa, 30 a 60 minutos antes da cirurgia.
· intra-operatório: 1 a 2 g dependendo da duração da cirurgia.
· pós-operatório: 1 a 2 g a cada 6 horas durante 24 horas após a cirurgia. Se houver sinais de infecção, realizar testes de sensibilidade e cultura e instituir a terapia adequada.
· Crianças:
· 20 a 30 mg/Kg nos mesmos intervalos esquematizados acima.
DISFUNÇÃO RENAL:
A dose inicial de 1 a 2 g por via endovenosa. A seguir, administrar a dose de acordo com o grau de insuficiência renal, gravidade da infecção e sensibilidade do microorganismo. As doses máximas de manutenção recomendadas são:
Insuficiência leve (Ccr= 80-50 ml/min): 2 g cada 6 horas.
Insuficiência moderada (Ccr= 50-25 ml/min): 1,5 g cada 6 horas.
Insuficiência grave (Ccr= 25-10 ml/min):1g cada 6 horas.
Insuficiência acentuada (Ccr= 10-2 ml/min): 0,5 g cada 6 horas.
Praticamente sem função (Ccr menor que 2 ml/min): 0,5 g cada 8 horas.
Superdosagem
Altas doses por via parenteral podem causar convulsões, particularmente em pacientes com insuficiência renal. Nestes casos, o medicamento deve ser suspenso e uma terapia anticonvulsivante deve ser instituída. A hemodiálise pode ser considerada em casos de altas dosagens.
Laboratório
Ariston Inds. Químs. e Farms. Ltda.
