Capoten

Bula de Capoten

Bula do remédio Capoten. Princípios Ativos Captopril.

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Indicação

Para quê serve Capoten?

Tratamento da hipertensão; insuficiência cardíaca congestiva; infarto do miocárdio; Nefropatia diabética; diabetes mellitus insulinodependentes: prevenção da progressão da doença renal e redução de seqüelas clínicas associadas à diálise, transplante renal e morte.

Contraindicações

Quando não devo usar este medicamento?

História de hipersensibilidade prévia ao captopril ou qualquer outro inibidor da enzima conversora da angiotensina
Interações medicamentosas: hipotensão: pacientes em terapia com diuréticos. Pacientes tomando diuréticos e principalmente aqueles nos quais a terapia com diuréticos foi instituída recentemente, bem como aqueles com intensas restrições dietéticas de sal ou em diálise, poderão apresentar, ocasionalmente, uma redução brusca da pressão arterial, geralmente na primeira hora após terem recebido a dose inicial de captopril. Agentes com atividade vasodilatadora: drogas com atividade vasodilatadora deverão ser administradas com cuidado, considerando-se o uso de dosagens menores. Agentes que afetam a atividade simpática: (p. ex., agentes bloqueadores ganglionares ou agentes bloqueadores de neurônios adrenérgicos) devem ser usados com cautela. Agentes que aumentam o potássio sérico: agentes poupadores de potássio, tais como, a espironolactona, triantereno ou a amilorida, ou suplementos de potássio, deverão ser administrados apenas para hipocalemia documentada e, então, com cautela, já que podem levar a um aumento significativo do potássio sérico. Os substitutos do sal contendo potássio deverão ser também usados com cautela. Inibidores da síntese endógena de prostaglandinas: há relatos de que a indometacina pode reduzir o efeito anti-hipertensivo do captopril, principalmente em casos de hipertensão com renina baixa. Outros agentes antiinflamatórios não esteróides (p. ex., ácido acetilsalicílico) também podem apresentar este efeito. Lítio: relata-se aumento dos níveis séricos de lítio e sintomas de toxicidade do lítio em pacientes recebendo concomitantemente lítio e inibidores da ECA. Estas drogas devem ser administradas com cuidado e recomenda-se monitorização freqüente dos níveis séricos de lítio. Se um diurético for usado concomitantemente, os riscos de toxicidade pelo lítio aumentam.

Posologia

Como usar Capoten?

Capoten deve ser tomado 1 hora antes das refeições. A dose deve ser individualizada.
Hipertensão: o início da terapia exige ponderação de recentes tratamentos anti-hipertensivos, da extensão da elevação da pressão sangüínea, da restrição de sal e das outras circunstâncias clínicas. Se possível, interromper a droga anti-hipertensiva, que o paciente estava tomando anteriormente, uma semana antes de iniciar o tratamento com Capoten (captopril). A dose inicial de Capoten (captopril) é 50 mg 1 vez ao dia ou 25 mg 2 vezes ao dia. Se não houver uma redução satisfatória da pressão sangüínea após 2 ou 4 semanas, a dose pode ser aumentada para 100 mg 1 vez ao dia ou 50 mg 2 vezes ao dia. Se a pressão sangüínea não for satisfatoriamente controlada após 1 ou 2 semanas nesta dose (e o paciente ainda não estiver tomando um diurético), deverá ser acrescentada uma pequena dose de diurético do tipo tiazídico (p. ex., 25 mg/dia de hidroclorotiazida). A dose de diurético poderá ser aumentada em intervalos de 1 a 2 semanas, até que seja atingida sua dose anti-hipertensiva usual máxima.

Caso o medicamento esteja sendo introduzido em um paciente sob diureticoterapia, o tratamento com Capoten, deverá ser iniciado sob rigorosa supervisão médica. Se for necessária uma redução subseqüente da pressão sangüínea, a dose de Capoten poderá ser aumentada pouco a pouco (enquanto persistindo com o diurético) e um esquema de dosagem de 3 vezes ao dia poderá ser considerado. A dose de Capoten no tratamento da hipertensão normalmente não excede 150 mg/dia. Uma dose diária máxima de 450 mg de Capoten não deverá ser excedida. Para pacientes com hipertensão grave (p. ex., hipertensão acelerada ou maligna), quando uma descontinuação temporária da terapia anti-hipertensiva atual não é viável ou desejável ou quando a titulação imediata para níveis de pressão arterial mais baixos for indicada, o diurético deverá ser mantido, mas outras medicações anti-hipertensivas concomitantes deverão ser interrompidas e a posologia do Capoten (captopril) deverá ser iniciada imediatamente em 25 mg, 2 a 3 vezes ao dia, sob rigoroso controle médico.
Quando necessário, devido ao estado clínico do paciente, a dose diária do Capoten poderá ser aumentada a cada 24 horas ou menos sob monitoramento médico contínuo, até que uma resposta pressórica sangüínea satisfatória seja obtida ou a dose máxima de Capoten (captopril) seja atingida. Neste regime, a inclusão de um diurético mais potente, p. ex., a furosemida, pode também ser indicada.

Insuficiência cardíaca: o início da terapia exige ponderação da terapia diurética recente e da possibilidade de uma depleção sal/volume grave. Em pacientes com pressão arterial normal ou baixa, que tenham sido vigorosamente tratados com diuréticos e que possam estar hiponatrêmicos e/ou hipovolêmicos, uma dose inicial de 6,25 ou 12,5 mg 2 ou 3 vezes ao dia, poderá minimizar a magnitude ou a duração do efeito hipotensor; para estes pacientes, a titulação da posologia diária usual pode então ocorrer dentro dos próximos dias. Para a maioria dos pacientes a dose diária inicial usual é 25 mg 2 ou 3 vezes ao dia. Após uma dose de 50 mg 2 ou 3 vezes ao dia ter sido atingida, aumentos subseqüentes na posologia devem ser retardados, quando possível, durante pelo menos 2 semanas, para determinar se ocorre uma resposta satisfatória. A maioria dos pacientes estudados apresentou uma melhoria clínica satisfatória com uma dose diária de 150 mg ou menos. Uma dose máxima diária de 450 mg de Capoten (captopril) não deverá ser excedida. Capoten (captopril) geralmente deve ser usado em conjunto com um diurético e digitálicos. A terapia com Capoten (captopril) precisa ser iniciada sob rigoroso monitoramento médico.
Infarto do miocárdio: a terapia deve ser iniciada 3 dias após o episódio de infarto do miocárdio. Após uma dose inicial de 6,25 mg, a terapia com captopril deverá aumentar para 37,5 mg/dia em doses divididas, 3 vezes ao dia conforme tolerado. A dose deve ser aumentada para 75 mg/dia administrados em doses divididas, 3 vezes ao dia conforme a tolerabilidade, durante os dias seguintes, até que se atinja a dose-alvo final de 150 mg/dia em doses divididas, 3 vezes ao dia administrados durante as várias semanas seguintes. Se houver ocorrência de hipotensão sintomática, pode ser necessária uma redução da dose. As tentativas subseqüentes para se atingir a dose de 150 mg/dia deverão ser baseadas na tolerabilidade do paciente ao captopril. O captopril pode ser utilizado em pacientes submetidos a outras terapias pós-infarto do miocárdio, p. ex., com trombolíticos, ácido acetilsalicílico ou betabloqueadores.
Nefropatia diabética: em pacientes com nefropatia diabética, a dose diária recomendada de captopril é de 75 mg em doses divididas, 3 vezes ao dia. Se uma redução adicional da pressão arterial é necessária, outros agentes anti-hipertensivos, tais como, diuréticos, agentes bloqueadores de beta-adrenorreceptores, agentes que atuam centralmente ou vasodilatadores, podem ser usados conjuntamente com o captopril. Ajuste da dose para pacientes com insuficiência renal: doses divididas de captopril 75 a 100 mg/dia são bem toleradas em pacientes com nefropatia diabética e insuficiência renal leve a moderada. Devido ao fato de que o Capoten (captopril) é excretado principalmente pelos rins, a velocidade de excreção é reduzida em pacientes com função renal comprometida. Portanto, estes pacientes poderão responder a doses menores ou menos freqüentes. Sendo assim, para pacientes com insuficiência renal significativa, a dose diária inicial de Capoten (captopril) deverá ser reduzida e incrementos menores devem ser utilizados para titulação, que deverá ser bastante lenta (intervalos de 1 a 2 semanas).

Efeitos Colaterais

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Erupções cutâneas, prurido, febre, artralgia,eosinofilia, fotossensibilidade, rubor ou palidez, hipotensão, taquicardia, dores no peito e palpitações, angina pectoris, infarto do miocárdio, síndrome de Raynaud e insuficiência cardíaca congestiva; anemia, trombocitopenia e pancitopenia, angiedema envolvendo as extremidades, face, lábios, membranas mucosas, língua, glote ou laringe; tosse; insuficiência renal, dano renal, síndrome nefrótica, poliúria, oligúria e freqüência urinária; proteinúria; astenia, ginecomastia; parada cardíaca, cérebro vascular, distúrbios de ritmo, hipotensão ortostática, síncope; pênfigo bolhoso, eritema multiforme (incluindo síndrome de Stevens-Johnson), dermatite esfoliativa; pancreatite, glossite, dispepsia; hematológicos: anemia, incluindo as formas aplástica e hemolítica; icterícia, hepatite, incluindo raros casos de necrose e colestase; metabólicos: hiponatremia sintomática; musculoesqueléticos: mialgia, miastenia; ataxia, confusão, depressão, nervosismo, sonolência; broncospasmo, pneumonite eosinofílica, rinite; visão turva; impotência; febre, mialgia, artralgia, nefrite intersticial, vasculite, erupção, eosinofilia e hemossedimentação elevada; hipercalemia; hiponatremia; hipertensão renovascular; elevações das transaminases, fosfatase alcalina e bilirrubina sérica.

Composição

Cada comprimido de 12,5 mg ou 25 mg ou 50 mgcontém captopril 12,5 mg ou 25 mg ou 50 mg, respectivamente. Os ingredientes inativos são: celulose microcristalina, amido de milho, lactose e ácido esteárico.

Apresentação

Comprimidos brancos: oblongos sulcados de 12,5 mg, apresentados em cartuchos com 15 ou 30 comprimidos; quadrados bissulcados de 25 mg: cartuchos com 16 ou 28 comprimidos; ovais sulcados de 50 mg: cartuchos com 16 ou 28 comprimidos.

Laboratório

Bristol-Myers Squibb Farmacêutica S.A.

SAC: 0800 727 6160

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