Bula do medicamento Bricanyl. Classe terapêutica dos Broncodilatadores. Princípio ativo Terbutalina. Uso adulto e pediátrico.
Indicações de Bricanyl
Asma brônquica, bronquite crônica, enfisema e outras pneumopatias que apresentam broncoespasmo. BRICANYL também é indicado como miorrelaxante uterino no manuseio do trabalho de parto prematuro não-complicado.
Efeitos Colaterais de Bricanyl
A intensidade das reações adversas depende da dosagem e da via de administração. As reações adversas relatadas são todas características das aminas simpatomiméticas, por exemplo tremor, cefaléia, cãibras musculares, palpitações e discreta taquicardia.
A maioria desses efeitos, quando ocorrem, reverte espontaneamente dentro das primeiras 1-2 semanas de tratamento. Podem ocorrer urticária e exantema e foram observados distúrbios do sono e de comportamento em crianças. Quando são usadas altas doses da BRICANYL durante o tratamento de parto prematuro, as mães diabéticas podem desenvolver hiperglicemia e lactacidose. Nessas pacientes, deve-se monitorar a glicose e o balanço ácido-básico.
Precauções
BRICANYL deve ser usado com cuidado se houver possibilidade de aumento da suscetibilidade às aminas simpatomiméticas, como ocorre, por exemplo, em pacientes com hipertiroidismo sem controle adequado. Devido ao risco de hiperglicemia, recomenda-se realizar testes adicionais de glicose sangüínea em pacientes diabéticos.
Apresentação
Injetável. Caixa com 25 ampolas.
Composição
Cada ampola de 1 ml contém Sulfato de terbutalina 0,5 mg.
Contraindicações
Hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Em Obstetrícia: infecção intra-uterina, pré-eclâmpsia grave, placenta prévia, hemorragia pré-parto de qualquer etiologia, compressão do cordão umbilical e qualquer outra condição da mãe ou do feto que contra-indique o prolongamento da gravidez.
Interações Medicamentosas
Betabloqueadores, especialmente os não-seletivos, podem inibir parcial ou totalmente os efeitos dos agonistas beta. A solução de BRICANYL para injeção não deve ser misturada com soluções alcalinas (ph > 7,0).
Modo de Uso
Adultos: 0,5 a 1 ml por, via subcutânea, até o máximo de quatro vezes ao dia. Crianças: 1/4 a 1/2 da dose do adulto, a critério médico. No manuseio do trabalho de parto prematuro, as doses de BRICANYL devem ser individualizadas, tomando-se como referência a supressão das contrações uterinas, aumento da freqüência cardíaca e alterações na pressão sangüínea, que são fatores limitantes do uso de beta-2-estimulantas nesta indicação.
Superdosagem
Possíveis sinais e sintomas: Cefaléia, ansiedade, tremor, cãibras musculares, palpitações, arritmia, taquicardia. Pode ocorrer queda da pressão sangüínea. Relatos laboratoriais: Hiperglicemia e lactacidose podem ocorrer. Agonistas beta-2 podem causar hipocalemia como resultado da redistribuição de potássio. e geralmente não requer tratamento. Tratamento: Nos casos leves a moderados a dose deve ser reduzida. Aumentar a dose lentamente se o uso da droga for necessário. Nos casos graves deve-se realizar lavagem gástrica, administrar carvão ativado e determinar o balanço ácido-básico, glicose sangüínea e eletrólitos. A freqüência e o ritmo cardíacos, bem como a pressão sangüínea, devem ser monitorados e as alterações metabólicas, corrigidas. Para o tratamento de arritmias que causam alterações hemodinâmicas, recomenda-se o uso de um betabloqueador cardiosseletivo (ex.: metoprolol). Os betabloqueadores devem ser usados com cuidado, pois podem induzir obstrução bronquial. Deve-se administrar um expansor de volume se a redução da resistência vascular periférica mediada pelo beta-2 contribuir significativamente para a queda da pressão sangüínea. Parto prematuro: Se ocorrer edema pulmonar, deve-se suspender a medicação e administrar intravenosamente uma dose normal de um diurético do tipo salurético potente (ex.: furosemida). Se ocorrer um aumento na tendência ao sangramento em cesariana, deve-se administrar propranolol intravenosamente (1-2 mg).
Uso durante a Gravidez e Lactação
Não foram relatados efeitos teratogênicos em humanos ou em animais. Entretanto recomenda-se cuidado durante o primeiro trimestre da gravidez. A terbutalina passa para o leite materno, entretanto, nas doses terapêuticas, a influência na criança é improvável. Como qualquer outra droga, a terbutalina somente deve ser usada durante a gravidez ou lactação se, a critério médico, os benefícios potenciais superarem os possíveis riscos.
Laboratório
Astra Química e Farmacêutica Ltda.
