Atenolol

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Bula do remédio genérico Atenolol. Classe terapêutica dos Anti-hipertensivos. Princípios Ativos Atenolol.

Indicação

Para que serve Atenolol?

Atenolol é indicado para o controle da hipertensão, controle da angina pectoris (dor no peito ao esforço), controle de arritmias cardíacas (batimentos cardíacos irregulares), tratamento do infarto do miocárdio e tratamento precoce e tardio após infarto do miocárdio.

Uso adulto - Uso oral

Farmacocinética

Como funciona este medicamento?

A absorção do atenolol após a administração oral é aproximadamente 40-50%, com picos de concentração plasmática que ocorrem 2 - 4 horas após a administração da dose.

Os níveis sanguíneos de atenolol são consistentes e sujeitos à pequena variabilidade.

Não há metabolismo hepático significativo e mais de 90% da quantidade absorvida alcançam a circulação sistêmica inalteradas.

A meia-vida plasmática é cerca de 6 horas, mas pode se elevar na presença de comprometimento renal grave, uma vez que os rins são a principal via de eliminação.

O atenolol penetra muito pouco nos tecidos devido a sua baixa solubilidade lipídica, e sua concentração no cérebro é baixa. Sua ligação às proteínas plasmáticas é baixa (aproximadamente 3%).

O atenolol atravessa a placenta, atingindo no feto concentrações séricas aproximadamente iguais a da mãe em tratamentos prolongados.

A excreção se dá principalmente por via renal (de 40 - 50%).

O atenolol é efetivo por pelo menos 24 horas após dose oral única diária.

Essa simplicidade de dose facilita a aceitação do tratamento por parte do paciente.

Contraindicações

Quando não devo usar este medicamento?

O uso deste medicamento está contraindicado em:

  • Casos de hipersensibilidade ao atenolol ou a qualquer componente da formulação;
  • Batimento cardíaco lento, insuficiência cardíaca e bloqueio cardíaco;
  • Pressão arterial baixa ou muito baixa;
  • Problemas de circulação;
  • Alterações metabólicas;
  • Batimentos cardíacos irregulares;
  • Portadores de feocromocitoma não tratado;
  • Se não estiver se alimentando bem ultimamente.

Posologia

Como usar Atenolol?

Pacientes com doença arterial coronariana (angina) devem ser advertidos contra a interrupção abrupta da medicação.

Adultos

  • Hipertensão: a maioria dos pacientes responde a uma dose única oral diária de 50 - 100 mg. O efeito pleno será alcançado após uma ou duas semanas de tratamento. Pode-se conseguir uma redução adicional na pressão arterial combinando-se atenolol com outros agentes anti-hipertensivos, por exemplo, a administração concomitante de atenolol com um diurético, tal como a clortalidona, propicia um tratamento antihipertensivo altamente eficaz.
  • Angina: a maioria dos pacientes com angina pectoris responde a uma dose diária de 100 mg administrada oralmente como dose única ou como 50 mg administrados duas vezes ao dia. É improvável que se obtenha benefício adicional com o aumento da dose.
  • Arritmias: certas arritmias, podem ser controladas com uma dose oral adequada de 50 - 100 mg diários, administrada em dose única.
  • Infarto do miocárdio: para pacientes que se apresentarem alguns dias após sofrerem um infarto agudo do miocárdio, recomenda-se uma dose oral de 100 mg diários de atenolol para profilaxia a longo prazo do infarto do miocárdio.

Idosos: os requisitos de dose podem ser reduzidos, especialmente em pacientes com função renal comprometida.

  • Insuficiência renal

Uma vez que atenolol é excretado por via renal, a dose deve ser ajustada nos casos de comprometimento grave da função renal. Não ocorre acúmulo significativo de atenolol em pacientes que tenham uma depuração de creatinina superior a 35 mL/min/1,73 m2 (a faixa normal é de 100-150 mL/min/1,73 m2).

Para pacientes com depuração de creatinina de 15-35 mL/min/1,73 m2 (equivalente à creatinina sérica de 300-600 mcmol/litro), a dose oral deve ser de 50 mg diários. Para pacientes com depuração de creatinina menor que 15 mL/min/1,73 m2 (equivalente à creatinina sérica > 600 mcmol/litro), a dose oral deve ser de 25 mg diários ou 50 mg em dias alternados.

Os pacientes que se submetem à hemodiálise devem receber 50 mg, por via oral, após cada diálise. Isto deve ser feito sob supervisão hospitalar, uma vez que podem ocorrer acentuadas quedas na pressão arterial.

Efeitos Colaterais

Quais os males que pode me causar?

Podem ocorrer as seguintes reações adversas:

  • Muito comum: fadiga, mãos e pés frios, vertigem e alterações de humor.
  • Comum: queda de pressão por mudança de posição (que pode estar associada a desmaio), distúrbios gastrintestinais (problemas de estômago e intestino) e boca seca.
  • Incomum: batimentos lentos do coração, piora da insuficiência cardíaca, precipitação de um tipo de arritmia, aumento de dores e fraqueza nas pernas que ocorrem com o esforço físico, alterações vasculares (na circulação do sangue) nas mãos e pés que podem ficar roxos e dolorosos, confusão, dor de cabeça, pesadelos, alterações do sono, formigamento, broncoespasmo (chiado no peito) em pacientes com asma brônquica ou história de queixas asmáticas (mas recomenda-se não usar em asmáticos).
  • Raro: queda de cabelo, olhos secos, reações cutâneas (da pele) semelhantes à psoríase, piora da psoríase (vermelhidão, coceira e presença de escamas prateadas, secas e espessas na pele), erupções na pele, distúrbios na visão (sensação de secura nos olhos), aumento dos anticorpos antinucleares (ANA), alucinações e psicoses, elevações de enzimas do fígado chamadas de transaminases e toxicidade hepática.
  • Muito raro: acúmulo de bile dentro do fígado. Outras reações como púrpura (vermelhidão, erupção da pele), diminuição do número de plaquetas no sangue.
  • Atenolol causa impotência sexual muito raramente.

Advertências e Precauções

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Deve ser utilizado com cautela nas seguintes situações:

  • Em pacientes com problemas pulmonares, como asma ou falta de ar;
  • Em pacientes com problemas cardíacos;
  • Em pacientes com problemas renais;
  • Em pacientes com problemas na tireoide;
  • Em pacientes diabéticos;
  • Em pacientes que tiveram sintomas de baixa taxa de açúcar no sangue (hipoglicemia);
  • Em pacientes que alguma vez sofreram de um tipo particular de dor no peito (angina), chamada de angina de Prinzmetal;
  • Em pacientes grávidas, tentando engravidar ou amamentando;
  • Se o paciente for internado, a equipe médica e em especial o anestesiologista (se o paciente for se submeter a uma cirurgia) devem ser informados de que o paciente está tomando atenolol.

Deve-se evitar a retirada abrupta da medicação, sendo recomendada a retirada gradual em um período de 1 a 2 semanas.

Atenolol na gravidez e lactação:

O atenolol atravessa a barreira placentária e aparece no sangue do cordão umbilical.

Não foram realizados estudos sobre o uso de atenolol no primeiro trimestre e a possibilidade de danos fetais não pode ser excluída.

O medicamento tem sido utilizado sob supervisão cuidadosa para o tratamento de hipertensão no terceiro trimestre.

A administração de atenolol a gestantes para o controle da hipertensão de leve a moderada (estágios 1 e 2) foi associada a retardo no crescimento intra-uterino.

O uso de atenolol em mulheres que estejam grávidas ou que possam engravidar requer que os benefícios antecipados sejam avaliados contra os possíveis riscos, particularmente no primeiro e no segundo trimestres de gravidez.

Há acúmulo significativo de atenolol no leite materno.

Deve-se ter cautela quando atenolol for administrado durante a lactação.

Os neonatos nascidos de mães em uso de atenolol podem apresentar risco para hipoglicemia.

Não se espera que o atenolol afete a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas.

Entretanto, alguns pacientes podem sentir tontura ou cansaço.

Interações Medicamentosas

O médico deve ter conhecimento da medicação que o paciente estiver tomando.

Nenhum outro medicamento deve ser tomado sem o consentimento de seu médico.

Superdosagem

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada?

Os sintomas de superdose podem incluir bradicardia, hipotensão, insuficiência cardíaca aguda e broncoespasmo. O broncoespasmo pode, normalmente, ser revertido por broncodilatadores.

O tratamento geral deve incluir: monitorização cuidadosa, tratamento em unidade de terapia intensiva, uso de lavagem gástrica, carvão ativado e laxante para prevenir a absorção de qualquer fármaco ainda presente no trato gastrintestinal, plasma ou substitutos do plasma para tratar hipotensão e choque.

Hemodiálise ou hemoperfusão também podem ser considerados.

Bradicardia excessiva pode ser controlada com 1-2 mg de atropina, por via intravenosa e/ou com marcapasso cardíaco.

Se necessário, em seguida pode-se administrar uma dose em bolus de 10 mg de glucagon por via intravenosa.

Se necessário, este procedimento pode ser repetido ou seguido de uma infusão intravenosa de 1-10 mg/hora de glucagon, dependendo da resposta obtida.

Se não houver resposta ao glucagon, ou se o mesmo não estiver disponível, pode-se administrar um estimulante beta-adrenérgico, tal como a dobutamina 2,5 mg a 10 mcg/kg/min por infusão intravenosa.

A dobutamina, por seu efeito inotrópico positivo, também poderia ser usada para tratar hipotensão e insuficiência cardíaca aguda.

Dependendo da quantidade da superdose ingerida, é provável que as doses indicadas sejam inadequadas para reverter os efeitos cardíacos do bloqueio beta.

Portanto, se necessário, a dose de dobutamina deve, ser aumentada para que se atinja a resposta desejada de acordo com condições clínicas do paciente.

Composição

Cada comprimido de 25 mg contém:

atenolol............................................................ 25 mg

excipientes q.s.p.................................................... 1 comprimido

(carbonato de magnésio, gelatina, laurilsulfato de sódio, amido, amidoglicolato de sódio, estearato de magnésio).

Cada comprimido de 50 mg contém:

atenolol ........................................................... 50 mg

excipientes q.s.p. .................................................. 1 comprimido

(carbonato de magnésio, gelatina, laurilsulfato de sódio, amido, amidoglicolato de sódio, estearato de magnésio).

Cada comprimido de 100 mg contém:

atenolol .......................................................... 100 mg

excipientes q.s.p. .................................................. 1 comprimido

(carbonato de magnésio, gelatina, laurilsulfato de sódio, amido, amidoglicolato de sódio, estearato de magnésio).

Apresentação:

  • Comprimidos de 25 mg, 50 mg e 100 mg.Embalagem com 30 comprimidos.

Armazenamento

Onde como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30 ºC).

Proteger da umidade.

Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação impressa na embalagem externa do produto.

Laboratório

Medley S.A. Ind. Farm

SAC: 0800 7298000

Dizeres Legais

Farm. Resp.: Dra. Miriam Onoda Fujisawa - CRF-SP nº 10.640
MS - 1.0181.0378
SAC: 0800 7298000

Venda sob prescrição médica

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