Amplictil

Bula do medicamento Amplictil. Classe terapêutica dos Antipsicoticos. Princípio ativo Clorpromazina.

Indicações de Amplictil

Neuropsiquiatria: pode ser prescrito em quadros psiquiátricos agudos, ou então, no controle de psicoses de longa evolução. Clínica geral: manifestação de ansiedade e agitação, soluços incoercíveis, náuseas e vômitos e neurotoxicoses infantis; também pode ser associado a barbitúricos no tratamento do tétano. Cirurgia: como agente pré-anestésico. Obstetrícia: em analgesia obstétrica e no tratamento da eclâmpsia. Amplictil é indicado nos casos em que haja necessidade de uma ação neuroléptica, vagolítica, simpatolítica, sedativa ou antiemética.

Efeitos Colaterais de Amplictil

Observadas as recomendações acima citadas, Amplictil apresenta boa tolerabilidade. Como reações adversas o paciente pode apresentar: sedação ou sonolência; discinesias; hipotensão ortostática; efeitos atropínicos (secura da boca, obstipação intestinal, retenção urinária), impotência, frigidez, amenorréia, galactorréia, ginecomastia, hiperprolactinemia e pigmentação da pele.

Como Usar (Posologia)

Via oral: adultos: Amplictil tem uma grande margem de segurança, podendo a dose variar desde 25 a 1600 mg ao dia, dependendo da necessidade do paciente. Deve-se iniciar o tratamento com doses baixas, 25 a 100 mg, repetindo de 3 a 4 vezes ao dia, se necessário, até atingir uma dose útil para o controle da sintomatologia no final de alguns dias (dose máxima de 2 g/dia). A maioria dos pacientes responde à dose diária de 0,5 a 1 g. Em pacientes idosos ou debilitados, doses mais baixas são geralmente suficientes para o controle dos sintomas. Crianças: (Acima de 2 anos): Deve-se usar o mesmo esquema já citado de aumento gradativo de dose, sendo preconizada uma dose inicial de 1 mg/kg/dia, dividida em 2 ou 3 tomadas. O total da dose diária não deve exceder 40 mg, em crianças abaixo de 5 anos, ou 75 mg, em crianças mais velhas. Via parenteral: IM (adultos): usada em pacientes internados, é preconizada numa dose inicial de 25 a 100 mg, repetida dentro de 1 a 4 horas, se necessário, até o controle dos sintomas. Como na via oral, a dose a ser administrada em pacientes idosos ou debilitados deve ser menor (1/2 a 1/3 da dose de adultos). A administração por via oral deve ser introduzida quando os sintomas estiverem controlados. IM (crianças acima de 2 anos): as mesmas doses e recomendações da via oral, devendo-se passar para a via oral tão logo os sintomas sejam controlados. - Superdosagem: os principais sintomas de intoxicação aguda por amplictil são: depressão do SNC, hipotensão e sintomas extrapiramidais. Recomenda-se nestes casos lavagem gástrica precoce, evitando-se a indução do vômito; administração de antiparkinsonianos para os sintomas extrapiramidais e estimulantes respiratórios (anfetamina, cafeína com benzoato de sódio), caso haja depressão respiratória.

Contra-Indicações de Amplictil

Comas barbitúricos e etílicos; glaucoma de ângulo fechado; em pacientes com risco de retenção urinária, ligado a problemas uretroprostático; sensibilidade às fenotiazinas; doença cardiovascular grave; depressão severa do sistema nervoso central. A relação risco-benefício deverá ser avaliada nos seguintes casos: discrasias sangüíneas; câncer da mama; distúrbios hepáticos; mal de Parkinson; distúrbios convulsivos; úlcera péptica. Amplictil deverá ser administrado com cautela em pacientes idosos e/ou debilitados.

Precauções

Nos primeiros dias de tratamento, principalmente em hipertensos e hipotensos, é necessário que os pacientes se deitem durante meia hora em posição horizontal, sem travesseiro, logo após a tomada do medicamento. Esta precaução deve ser rigorosamente seguida quando se administra o Amplictil Injetável. A vigilância clínica e, eventualmente eletroencefalográfica, deve ser reforçada em pacientes epilépticos, devido à possibilidade de diminuição do limiar epileptógeno. Recomenda-se evitar o tratamento prolongado, quando se tratar de mulheres que possam vir a engravidar. Não utilizar Amplictil durante a gestação ou período de aleitamento sem que seja avaliada a relação risco-benefício. É desaconselhável o consumo de bebidas alcoólicas durante o tratamento. Amplictil deve ser usado com precaução em condutores de veículos e máquinas, devido ao risco de sonolência. Amplictil também deve ser utilizado com prudência em pacientes parkinsonianos, que necessitem de um tratamento neuroléptico, em geral devido à sua idade avançada (hipotensão e sedação), nos casos de afecção cardiovascular (hipotensão), ou de insuficiência renal e hepática (risco de superdosagem). Não se recomenda o uso de Amplictil em crianças com menos de 2 anos de idade. Em tratamentos prolongados, é recomendável controle oftalmológico e hematológico regular. - Advertências: em caso de hipertermia deve-se suspender o tratamento, pois este sinal pode ser um dos elementos da síndrome maligna (palidez, hipertermia e distúrbios vegetativos) que tem sido descrita com o uso de neurolépticos. - Interações medicamentosas: álcool; levodopa; guanetidina e outros anti-hipertensivos; outros depressores do sistema nervoso central (barbitúricos, benzodiazepínicos, etc.); anti-histamínicos H1, atropina; antiácidos.

Apresentação

Estojo com 20 comprimidos de 25 mg; estojo com 20 comprimidos a 100 mg; estojo com 5 ampolas de 5 ml a 25 mg; frasco de 20 ml de solução a 4% de cloridrato de clorpromazina.

Composição

Cada comprimido contém: cloridrato declorpromazina 25 mg e 100 mg, excipientes q.s.p. 1 comprimido. Excipientes: amido, lactose, talco, estearato de magnésio, zeína, anidrido acético, acetato-ricinoleato de butila, amarelo crepúsculo e álcool. Cada ampola contém: cloridrato de clorpromazina 25 ml, excipientes q.s.p. 1 ampola. Excipientes: metabissulfito de sódio, sulfito de sódio, citrato de sódio, cloreto de sódio, ácido ascórbico e água bidestilada. Cada ml da solução oral 4% contém: cloridrato de clorpromazina 0,04 g, excipientes q.s.p. 1 ml. Excipientes: ácido ascórbico, álcool, glicerina, xarope simples, caramelo, essência de hortelã e água. Cada gota contém 1 mg de cloridrato de clorpromazina.

Laboratório

Rhodia Farma Ltda.

Remédios da mesma Classe Terapêutica

Carbolim, Carbolitium, Clorpromaz, Haldol, Leponex

Remédios que contém o mesmo Princípio Ativo

Clopsina, Clorpromaz

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