Bula do medicamento Adalat. Classe terapêutica dos Antihipertensivos, Bloqueadores de Calcio e Vasodilatadores. Princípio ativo Nifedipina. Uso adulto. venda sob prescrição médica.
Indicações de Adalat
Hipertensão arterial: Como coadjuvante no tratamento da crise hipertensiva (urgências e emergências). Hipertensão arterial essencial, estágios 1 a 4 do J.N.C.V. (leve, moderada e grave). Hipertensão arterial secundária, como coadjuvante do tratamento etiológico (feocromocitoma, aldosteronismo primário, estenose da artéria renal). Doença arterial coronariana: Angina do peito crônica estável (angina de esforço); angina do peito vasoespástica (angina de Prinzmetal e(ou) angina variante).
Efeitos Colaterais de Adalat
Reações adversas ocorrem predominantemente no início do tratamento e em geral são leves e transitórias. Cefaléia, rubor facial e sensação de calor podem ocorrer ocasionalmente. Em casos isolados: náuseas e diarréia; tontura; cansaço; reações dérmicas (prurido, urticária, rash cutâneo e, mais raramente, dermatite esfoliativa); parestesia, hipotensão grave, taquicardia e palpitações têm sido observadas, principalmente depois de altas doses. Edema de membros inferiores desenvolve-se ocasionalmente como resultado da dilatação seletiva dos vasos arteriais. Hiperplasia gengival e ginecomastia, principalmente em idosos, podem ocorrer em casos extremamente raros durante terapêutica prolongada, porém regridem completamente após interrupção do tratamento. Dores torácicas, por vezes tipo anginosa, podem desenvolver-se em casos extremamente raros, aproximadamente 30 minutos após a administração de ADALAT. Nestes casos, o médico deve ser consultado. Também é raro observar-se alterações da função hepática (colestase intra-hepática e elevação das transaminases), que regridem com a interrupção do tratamento. Em casos isolados tem-se observado hiperglicemia inicial. Nos pacientes em diálise, com hipertensão maligna e hipovolemia, pode ocorrer queda significativa da pressão arterial, como resultado da vasodilatação. Mialgia, tremor das extremidades, alteração da percepção visual (ligeira e transitória) podem ocorrer em casos isolados, particularmente após altas doses. Pacientes sob terapia com esta droga devem submeter-se a avaliações médicas regulares. Reações à droga, que variam em intensidade de indivíduo para indivíduo, podem reduzir a capacidade de dirigir ou de controlar máquinas. Isto pode ocorrer mormente no início do tratamento, na mudança de medicação ou sob ingestão alcoólica simultânea.
Como Usar (Posologia)
Arteriopatia coronariana: Angina do peito crônica estável (angina de esforço): 1 cápsula de ADALAT 3 x ao dia (3 x 10 mg/dia). Angina vasoespástica (de Prinzmetal ou variante): 1 cápsula de ADALAT 3 x ao dia (3 x 10 mg/dia). Se após aproximadamente 14 dias o resultado terapêutico for inadequado, a dose pode ser aumentada individualmente. Hipertensão: 1 cápsula de ADALAT 3 x ao dia (3 x 10 mg/dia). Crise hipertensiva: 1 cápsula de ADALAT 10 mg como dose única. Se o efeito for insuficiente, dependendo do comportamento da pressão arterial, pode-se administrar 1 cápsula adicional após 30 minutos. Se os intervalos forem curtos e(ou) as doses maiores, podem provocar hipotensão grave.
Contra-Indicações de Adalat
Infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, angina instável, angina pós-infarto, hipersensibilidade à nifedipina, gravidez, lactação e hipotensão.
Precauções
Pacientes com níveis de pressão arterial muito baixos (pressão sistólica inferior a 90 mmHg), ou com estenose aórtica grave, necessitam de cuidados adicionais. Como com outras substâncias vasoativas, podem ocorrer muito raramente ataques anginosos no início do tratamento com nifedipina. Têm-se documentado casos isolados de infarto do miocárdio, ainda que não seja possível diferenciá-lo da história natural da doença aterosclerótica coronariana.
Administração
Terapêutica crônica: Como regra, as cápsulas são deglutidas com um pouco de líquido, independentemente das refeições. Pacientes que recebem 20 mg como dose unitária devem espaçar as administrações em pelo menos 2 horas. Se os intervalos forem muito curtos ou as doses elevadas, poderá ocorrer hipotensão. Crise hipertensiva: Quando se necessita de rápido início de ação, em casos de crise hipertensiva, deve-se morder a cápsula e conservar o seu conteúdo na boca por algum tempo. A substância ativa será rapidamente absorvida por contato com a mucosa oral. A cápsula vazia poderá ser deglutida.
Apresentação
Frasco com 60 cápsulas de 10 mg.
Composição
Cada cápsula contém 10 mg de nifedipina.
Informações Técnicas
Nifedipina é um antagonista de cálcio, isto é, uma substância que inibe o influxo de cálcio através dos canais da membrana das células musculares cardíaca e lisa das artérias e arteríolas. Sua eficácia antianginosa se deve ao aumento do suprimento de oxigênio ao miocárdio, através da diminuição do tônus das artérias coronárias, reduzindo a resistência vascular coronariana com conseqüente melhora do fluxo sangüíneo regional e prevenção do espasmo coronariano. Conseqüentemente, ADALAT reduz a freqüência e a intensidade das crises anginosas. A vasodilatação periférica provocada pela nifedipina diminui a pós-carga do ventrículo esquerdo e reduz o consumo miocárdico de oxigênio. Com o uso prolongado, ADALAT pode prevenir o desenvolvimento de novas lesões ateroscleróticas na artéria coronária. O efeito anti-hipertensivo é decorrente da redução da resistência vascular periférica por vasodilatação. A nifedipina é rapidamente e quase completamente absorvida. A concentração plasmática máxima é alcançada em 30-60 min com a formulação convencional (cápsulas) e após 1,5 a 4,2 h com a formulação de liberação lenta (retard). A ingestão simultânea de alimento retarda mas não reduz a absorção. A nifedipina é excretada, na forma de seus metabólitos, predominantemente por via renal, e cerca de 5%-15% por via biliar nas fezes.
Interações Medicamentosas
O efeito anti-hipertensivo de ADALAT pode ser potencializado por outras drogas anti-hipertensivas. Monitorização cuidadosa do paciente está indicada quando da administração simultânea de nifedipina e betabloqueadores, pois importante hipotensão pode ocorrer; também é conhecido o fato de que pode desenvolver insuficiência cardíaca em casos isolados. O uso associado de nifedipina e digoxina pode levar ao aumento do nível plasmático de digoxina. Se necessário, a dose do glicosídeo deve ser reduzida. Observou-se, no uso concomitante de nifedipina e quinidina, uma queda no nível de quinidina, assim como, após a interrupção da nifedipina, um aumento do nível plasmático de quinidina. Portanto, no caso de adição ou interrupção da nifedipina no tratamento com quinidina, a concentração desta deve ser monitorizada e o ajuste da dose pode ser necessário. A cimetidina e, em menor extensão, a ranitidina aumentam o nível plasmático da nifedipina, o que potencializa o seu efeito anti-hipertensivo. A ingestão concomitante de suco de laranja inibe o metabolismo oxidativo da nifedipina, aumentando as concentrações plasmáticas, que podem causar maior efeito hipotensor.
Superdosagem
Os seguintes sintomas são observados nos casos de intoxicação grave por nifedipina: alterações da consciência até coma, hipotensão, taquicardia, bradicardia ou arritmias, hiperglicemia, acidose metabólica, hipoxia e choque cardiogênico com edema pulmonar. No tratamento, a eliminação da droga e o restabelecimento das condições cardiovasculares são prioritários. No caso de ingestão oral, a lavagem gástrica está indicada com ou sem irrigação do intestino delgado. Este procedimento é particularmente importante na formulação de liberação lenta. A hipotensão resultante do choque cardiogênico e da vasodilatação arterial pode ser tratada com cálcio, 10 a 20 ml de solução de gluconato de cálcio a 10%, EV, administrados lentamente e repetidos se preciso. Drogas como isoprenalina, dopamina ou noradrenalina podem ser administradas quando necessário.
Laboratório
BIOSINTÉTICA FARMACÊUTICA LTDA.
Remédios da mesma Classe Terapêutica
Adalat Oros, Aldazida 50, Aldomet, Amiretic, Amlovasc